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O LIVRO DE ENOQUE(cap 70 ao 106)



Capítulo 70
1Depois disso meu espírito foi ocultado, ascendendo aos
céus. Eu vi os filhos dos santos anjos
andando em chamas de fogo, cujas vestimentas e mantos
eram brancos e cujos semblantes eram
transparentes como cristal.

2Eu vi dois rios de fogo brilhando como o jacinto.
3Então caí sobre minha face diante do Senhor dos espíritos.
4E Miguel, um dos arcanjos, tomou-me pela mão direita e
levantou-me, e trouxe-me para onde
estava todo segredo de misericórdia e retidão.
5Ele me mostrou todas as coisas ocultas das extremidades
do céu, todos os receptáculos das estrelas
e o seu esplendor, desde quando elas saíram de diante da
face do Santo.
6Ele escondeu o espírito de Enoque no céu dos céus.
7Ali eu vi no meio daquela luz uma construção levantada com
pedras de gelo,
8E no meio destas pedras vi vibrações de (72) de fogo vivo.
Meu espírito viu ao redor o círculo desta
habitação flamejante em uma de suas extremidades; que ali
havia rios cheios de fogo vivo, o qual
cercava-a.
(72) Vibrações. Literalmente, "línguas" (Laurence, p. 90).
9Então o Serafim, o Querubim, e o Ophanin (73) rodearamna:
estes são aqueles que nunca
adormecem, mas vigiam o trono de Sua glória.
(73) Ophanin. As "rodas" Ezequiel 1:15-21 (Charles, p. 162).
10Eu vi inumeráveis anjos, milhares de milhares, e miríades
de miríades, as quais rodeavam aquela
habitação.
11Miguel, Rafael, Gabriel, Phanuel e os santos anjos que
estavam acima nos céus foram e saíram
dele. Miguel, Rafael, e Gabriel saíram daquela habitação, e
santos anjos inumeráveis.
12Estava com eles o Ancião de dias, cuja cabeça era branca
como o algodão, e pura, e seu manto
era indescritível.
13Então eu caí sobre minha face enquanto toda minha carne
era dissolvida, e meu espírito tornou-se
transformado.
14Eu clamei com alta voz com um poderoso espírito,
abençoando, glorificando, e exaltando.
15E aquelas bênçãos que procediam da minha boca
tornaram-se aceitáveis na presença do Ancião de
dias.
16O Ancião de dias veio com Miguel e Gabriel, e Rafael e
Phanuel, com milhares de milhares, e
miríades de miríades, que não podiam ser enumerados.
17Então aquele anjo veio a mim, com sua voz saudou-me,
dizendo: Tu és o Filho do homem, (74) o
qual é nascido para retidão, e retidão descansou sobre ti.
(74) Filho do homem. A tradução original de Laurence muda
essa frase "descendência do homem", Knibb (p. 166) e
Charles (p. 185) indicam que deve ser "Filho do homem"
consistente com outras ocorrências daquele termo no livro de
Enoque.
18A retidão do ancião de dias não te esquecerá.
19Ele disse: Em ti Ele conferirá paz em nome do mundo
existente; por isso a paz tem existido desde
que o mundo foi criado.
20E assim acontecerá a ti para sempre e sempre.
21Todos os que existirão e caminharão em seus caminhos de
retidão, não te esquecerão para sempre.
22Contigo estarão suas habitações, contigo seu destino; de ti
eles não serão separados para sempre e
sempre.
23E assim o prolongamento dos dias estará com o Filho do
homem.(75)
(75) Filho do homem. Literalmente, "descendência do
homem", ou "o Cristo que vem da descendência do homem”.
24A paz será para os justos e os retos possuirão o caminho
da integridade, em nome do Senhor dos
espíritos, para sempre e sempre.

Capítulo 71
1O livro das revoluções das luminárias dos céus, de acordo
com suas respectivas classes, seus
respectivos poderes, seus respectivos períodos, seus
respectivos nomes, os lugares conde elas
começam seu progresso e seus respectivos meses, que Uriel,
o santo anjo que estava comigo,
explicou-me; aquele que as administra. Toda a conta delas de
acordo com o exato ano do mundo
para sempre, até que um novo trabalho seja efetuado, o qual
será eterno.
2Esta é a primeira lei das luminárias. O sol e a luz chegam
aos portões que estão ao leste, ao oeste e
no oeste dele, nos portões ocidentais do céu.
3Eu vi os portões onde o sol sai e os portões onde o sol se
põe,
4Em cujos portões também a lua nasce e se põe; Eu vi os
condutores das estrelas, entre aqueles que
precedem-nas; seis portões estão no nascente, e seis no
poente do sol.
5Todos estes, respectivamente, um depois do outro, estão
em nível; e numerosas janelas estão ao
lado direito e ao lado esquerdo destes portões.
6Primeiro avança aquela grande luminária, a qual é chamada
sól, cuja órbita é a órbita do céu, toda
ela está repleta com esplêndido e flamejante fogo.
7Sua carruagem, onde ela ascende, o vento sopra.
8O sól se põe no céu e retornando pelo norte, para seguir em
direção ao leste, é conduzido assim
enquanto entra por aquele portão e ilumina a face do céu.
9Da mesma maneira ele sai no primeiro mês pelo grande
portão.
10Ele sai através do quarto daqueles seis portões, que estão
ao nascente do sól.
11E no quarto portão, através do qual o sól com a lua
prosseguem, na primeira parte dele, (76) lá
existem doze janelas abertas das quais sai uma chama
quando elas estão abertas em seus próprios
períodos.
(76) Através do qual… parte dele. Ou, "do qual o sol se
levanta no primeiro mês" (Knibb, p. 168).
12Quando o sol se levanta no céu ele sai através deste
quarto portão por três dias, e pelo quarto
portão ao oeste do céu no nível em que ele descende.
13Durante aquele período o dia é prolongado durante o dia, e
a noite encurtado durante a noite por
trinta dias. E então o dia é mais longo que a noite por duas
partes.
14O dia é precisamente, dez partes, e a noite é oito.
15O sol sai através deste quarto portão, se põe nele e volta
para o quinto portão durante trinta dias,
depois do quê ele prossegue e se põe nele, o quinto portão.
16Então o dia se torna prolongado por uma segunda porção
de modo que ele é doze partes, enquanto
a noite se torna encurtada, e é apenas sete partes.
17O sol então retorna para o leste, entrando no sexto portão,
e nasce e se põe no sexto portão trinta e
um dias, na contagem de seus sinais.
18Naquele período o dia é mais longo que a noite, sendo
duas vezes tão longo quanto a noite, e
chega a ser de doze partes;
19Mas a noite é encurtada e se torna em seis partes. Então o
sol nasce para que o dia possa ser
encurtado e a noite prolongada.
20E o sol retorna para o leste entrando pelo sexto portão,
onde ele nasce e se põe por trinta dias.
21Quando aquele período é completado o dia chega a ser
encurtado precisamente uma parte, de
modo que ele é de doze partes, enquanto que a noite é de
sete partes.
22Então o sol vai do oeste, daquele sexto portão, e
prossegue em direção ao leste nascendo no quinto
portão por trinta dias e se pondo novamente ao oeste no
quinto portão do oeste.
23Naquele período o dia chega a ser encurtado duas partes,
e é de dez partes, enquanto que a noite é
de oito partes.
24Então o sol vai do quinto portão, enquanto se põe no sexto
portão do oeste e nasce no quarto
portão por trinta e um dias, na conta de seus sinais, se pondo
a oeste.
25Naquele período o dia é feito igual à noite e, sendo igual a
ela, a noite torna-se a nove partes, e o
dia nove partes.
26Então o sol vai daquele portão enquanto ele se põe no
oeste, e retornando pelo leste prossegue
pelo terceiro portão por trinta dias, se pondo no oeste no
terceiro portão.
27Naquele período a noite é prolongado desde o dia durante
trinta manhãs, e o dia é encurtado desde
o dia durante trinta dias; a noite sendo precisamente de dez
partes, e o dia oito partes
28O sol então sai do terceiro portão, enquanto ele se põe no
terceiro portão no oeste; mas retornando
para o leste. Ele prossegue pelo segundo portão do leste por
trinta dias.
29De igual maneira ele também se põe no segundo portão na
direção oeste do céu.
30Naquele período a noite é onze partes, e o dia sete partes.
31Então o sol sai naquele tempo pelo segundo portão,
enquanto se põe no segundo portão no oeste,
mas retorna para o leste, prosseguindo pelo primeiro portão,
por trinta e um dias.
32E se pões no oeste no primeiro portão.
33Naquele período a noite é novamente prolongada tanto
quanto o dia.
34Ela é precisamente de doze partes, enquanto que o dia é
seis partes.
35O sol tem assim completado seus começos, e uma
segunda vez de volta desde estes começos.
36Naquele primeiro portão ele entra por trinta dias, e se põe
no oeste, defronte do céu.
37Naquele período a noite é contraída em seu comprimento
uma quarta parte, que é, uma porção, e
se torna onze partes.
38O dia é de sete partes.
39Então o sol retorna, e entra no segundo portão ao leste.
40ele retorna por estes começos trinta dias, nascendo e se
pondo.
41Naquele período, a noite é encurtado em seu comprimento.
Ela se torna dez partes, e o dia oito
partes. Então o sol sai do segundo portão, e se põe a oeste;
mas retorna pelo leste, e nasce no leste,
no terceiro portão, trinta e um dias, se pondo no oeste do céu.
42Naquele período a noite se torna encurtada, Ela é nove
partes. E a noite é igual ao dia. O ano é
precisamente trezentos e sessenta e quatro dias
43Prolongamento do dia e da noite, e a contração do dia e da
noite, são feitos diferentes um do outro
pelo progresso do sol.
44Por meio deste progresso o dia é diariamente prolongado,
e a noite grandemente encurtada.
45Esta é a lei e o progresso do sol, e suas voltas, quando ele
retorna, voltando durante sessenta dias,
(77) e seguindo em frente. Esta é a grande perpétua
luminária, aquela que ele chama o sol para
sempre e sempre.
(77) O que é, ele está sessenta dias nos mesmos portões.
Trinta dias duas vezes cada ano. (Laurence, p. 97).
46Este também é a grande luminária, e a qual é chamada
segundo seu tipo peculiar, como Deus
ordenou.
47E assim ele entra e sai, nem afrouxando nem
descansando; mas correndo em sua carruagem de dia
e de noite. Ele brilha com uma sétima porção da luz da lua;
(78) mas as dimensões de ambos são
iguais.
(78) ele brilha com…da lua. Ou, "Sua luz é sete vezes mais
brilhante que a da lua" (Knibb, p.171). O texto aramaico
descreve mais claramente como a luz da lua aumenta e
diminui pela metade de uma sétima parte cada dia. Aqui na
versão etíope, a lua é considerada como duas metades, cada
metade sendo dividida em sete partes. Por isso, “quatorze
porções" de 72:9-10 (Knibb, p. 171)

Capítulo 72
1Depois disso eu vi outra lei fé uma luminária inferior, o nome
da qual é a lua, e a órbita da qual é
como a órbita do céu.
2Sua carruagem, a qual secretamente ascende, o vento
sopra; e luz é dada a ela por medida.
3Cada mês em sua saída e entrada ela torna-se
transformada; e seus períodos são como os períodos
do sol. E quando de igual maneira sua luz é para existir, (79)
sua luz é uma sétima porção da luz do
sol.
(79) E quando de… é para existir. Isto é, quando a lua está
cheia (Knibb, p. 171).
4Assim ela nasce, e seu começo em direção ao leste sai por
trinta dias.
5Naquele tempo ela aparece, e torna-se para você o começo
do mês. Trinta dias ela está com o sol
no portão do qual o sol nasce.
6Metade dela está em prolongamento sete porções, uma
metade; e o total de sua órbita é sem luz,
exceto uma sétima porção de quatorze porções de sua luz. E
de dia ela recebe uma sétima porção,
ou a metade daquela porção, de sua luz. Sua luz é por sete,
por uma porção, e pela metade de uma
porção. Seus crepúsculos com o sol.
7E quando o sol nasce, a lua nasce com ele; e recebe
metade de uma porção de luz.
8Nesta noite, quando ela começa seu período, previamente
para o dia do mês, a lua se põe com o
sol.
9E naquela noite ela é escura em suas décimas quartas
porções, que é, em cada metade; mas ela
nasce naquele dia com uma sétima porção
aproximadamente, e em seu progresso declina do nascer
do sol.
10Durante o restante de seu período sua luz aumenta em
quatorze porções.

Capítulo 73
1Então eu vi outro progresso e regulações que Ele efetuou na
lei da lua. O progresso das luas, e tudo
o que se relaciona com ela, Uriel mostrou-me, o santo anjo
que administra a todos.
2Suas estações eu escrevi enquanto ele mostrava-os a mim.
3Eu escrevi teus meses, como eles ocorrem, e a aparência
de sua luz, até que ela é completada em
quinze dias.
4Em cada um de seus dois sétimos de porções ela completa
toda sua luz ao nascer e se pôr.
5Em determinados meses ela muda seus crepúsculos; e em
determinados meses ela faz seu
progresso através de cada portão. Em dois portões a lua se
põe com o sol. Naqueles dois portões
que estão no meio, no terceiro e no quarto portão. Do terceiro
portão ela sai por sete dias, e faz seu
circuito.
6Novamente ela retorna para o portão do qual o sol nasce, e
naquele ela completa toda a sua luz.
Então ela declina do sol, e entra por oito dias no sexto portão,
e retorna em sete dias para o terceiro
portão, no qual o sol nasce.
7Quando o sol prossegue para o quarto portão, a lua sai por
sete dias, até ela passar do quinto
portão.
8Novamente ela retorna em sete dias para o quarto portão, e
completando toda a sua luz, declina, e
passa pelo primeiro portão em oito dias;
9E retorna em sete dias para o quarto portão, do qual o sol
nasceu.
10Assim eu vi suas estações, como de acordo com a ordem
fixada dos meses o sol nasce e se põe.
11Nesses tempos há um excesso de trinta dias pertencentes
ao sol em cinco anos; todos os dias
pertencentes a cada ano de cinco anos, quando completados,
somam trezentos e sessenta e quatro
dias; e ao sol e às estrelas; deles em cada um dos cinco
anos; assim trinta dias pertencem a eles;
12De modo que a lua tem trinta dias a menos que o sol e as
estrelas.
13A lua traz em todos os anos exatamente, para que suas
estações possam vir nem tão adiante nem
tão para traz um simples dia; mas que os anos possam ser
mudados com correta precisão nos
trezentos e sessenta e quatro dias. Em três anos os dias são
mil e noventa e dois; em cinco anos eles
são mil oitocentos e vinte; e em oito anos dois mil novecentos
e vinte dias.
14Para a lua só corresponde em três anos mil e sessenta e
dois dias; em cinco anos ela tem cinqüenta
dias menos que o sol, pois uma adição sendo feita a mil e
sessenta e dois dias, em cinco anos há mil
setecentos e setenta dias; e os dias da lua em oito anos são
dois mil oitocentos e trinta e dois dias
15Pois os seus dias em oito anos são menos que aqueles do
sol por oitenta dias, cujos oitenta dias
são sua diminuição em oito anos.
16O ano então se torna verdadeiramente completo de acordo
com a estação da lua, e a estação do
sol; o qual nasce em diferentes portões; o qual nasce e se
pões neles por trinta dias.

Capítulo 74
1Estes são os líderes dos chefes dos milhares, os quais
presidem sobre toda criação, e sobre todas as
estrelas; com os quatro dias que são adicionados e nunca se
separam do lugar a eles determinados,
de acordo com o cálculo completo do ano.
2E estes servem quatro dias, os quais não são contados no
cálculo do ano.
3Com respeito a eles, os homens erram grandemente, pois
estas luminárias verdadeiramente servem,
no lugar de habitação do mundo, um dia no primeiro portão,
um dia no terceiro portão, um dia no
quarto portão, e um dia no sexto portão.
4E a harmonia do mundo torna-se completo a cada trezentos
e sessenta e quatro estados dele. Para
os sinais.
5As estações,
6Os anos,
7E Uriel me mostrou os dias; o anjo que o Senhor da glória
escolheu sobre todas as luminárias.
8Do céu no céu, e no mundo; para que possa governar na
face do céu, e aparecendo sobre a terra, se
tornam
9Condutores dos dias e noites: o sol, a lua, as estrelas, e
todas as luminárias do céu, que fazem seu
circuito com todas as carruagens do céu.
10Então Uriel me mostrou doze portões abertos para o
circuito das carruagens do sol no céu, no qual
os raios do sol batem.
11Deles procede calor sobre a terra, quando eles são abertos
em suas determinadas estações. Eles
são estão para os ventos, e o espírito da neblina, quando em
suas estações eles são abertos; abertos
no céu nas suas extremidades.
12Doze portões eu vi no céu, nas extremidades da terra,
através do qual o sol, a lua e estrelas, e todas
as obras do céu, procedem no seu nascer e no seu
crepúsculo.
13Muitas janelas também são abertas à direita e à esquerda.
14Uma janela numa certa estação se torna extremamente
quente. Assim também estão portões dos
quais as estrelas saem quando são comandadas, e nos quais
se põem de acordo com seu número.
15Eu vi igualmente as carruagens do céu, correndo no
mundo acima daqueles portões nos quais se
movimentam as estrelas que jamais declinam. Um deles é
maior de todos, que vai ao redor de todo
o mundo.

Capítulo 75
1E nas extremidades da terra eu vi doze portões abertos para
todos os ventos, dos quais eles saem e
sopram sobre a terra.
2Três deles estão abertos em frente do céu, três no oeste,
três no lado direito do céu, e três no lado
esquerdo. Os três primeiros são aqueles que estão virados
para o leste, três estão virados para o
norte, tres atrás daqueles que estão sobre a esquerda,
virados para o sul, e três para o oeste.
3De quatro deles saem ventos de bênção, e de cura; e de
oito vêm ventos de punição ou castigo;
quando eles são enviados para destruir a terra, e o céu acima
dela, todos os seus habitantes, e e tudo
o que está nas águas, ou na terra seca.
4O primeiro destes ventos procede do portão oriental, através
do primeiro portão ao leste, o qual se
inclina para o sul. Deste portão saem a destruição, a aridez, o
calor e a perdição.
5Do segundo portão, o do meio, procede a equidade. Dele
emanam a chuva, a abundância, a saúde e
o orvalho; e do terceiro portão ao norte, vêm o frio e a seca.
6Depois destes procedem os ventos do sul através de três
principais portões; através do seu primeiro
portão, que inclina-se para o leste, vem um vento quente.
7Mas do portão do meio vem um agradável odor, orvalho,
chuva, saúde e vida.
8Do terceiro portão, que está ao oeste, vem orvalho, chuva,
ruína e destruição.
9Depois desses estão os ventos do norte, que é chamado
mar. Eles vêm dos três portões. O primeiro
(80) portão é aquele que está ao leste, inclinando-se ao sul;
deste vem orvalho, chuva, ruína e
destruição. Direto do portão do meio vem chuva, orvalho, vida
e saúde. E do terceiro portão, que
está ao leste, inclinando-se ao sul, vem névoa, geada, neve,
chuva, orvalho e destruição.
(80) Primeiro. Ou, "sétimo" (Knibb, p. 178).
10Depois destes, no quarto quadrante estão os ventos do
oeste. Do primeiro portão, inclinando-se ao
norte, vem orvalho, chuva, geada, neve e frio; do portão do
meio vem chuva, saúde e bênção;
11E do último portão, que está ao sul, vem seca, destruição,
queima e perdição.
12O informe dos doze portões dos quatro quadrantes do céu
está terminada.
13Todas as suas leis, todas as suas imposições de punição,
e a saúde produzida por eles, eu expliquei
a ti, meu filho Matusalém. (81)
(81) Matusalém. Filho de Enoque, Cp. Gen. 5:21.

Capítulo 76
1O primeiro vento é chamado oriental, porque é o primeiro.
2O segundo é chamado do sul, porque o Altíssimo desce, e
freqüentemente ali desce aquele que é
abençoado para sempre.
3O vento ocidental tem o nome de diminuição, porque ali
todas as luminárias do céu estão
diminuídas, e descem.
4O quarto portão, cujo nome é do norte, é dividido em três
partes; uma das quais é para a habitação
do homem; outra parte para mares de águas, com vales,
bosques, rios, lugares sombrios, e neve, e a
terceira parte contém o paraíso.
5Sete altas montanhas eu vi, mais altas do que todas as
montanhas da terra, de onde o congelamento
procede; enquanto os dias, estações, e anos passam.
6Sete rios eu vi sobre a terra, maiores que todos os rios, um
dos quais toma seu curso do oeste; para
um grande mar suas águas fluem.
7Dois vêm do norte para o mar, suas águas fluem para o Mar
da Eritréia, (82) no leste. E com respeito
aos outros quatro, eles tomam seu curso na cavidade do
norte, dois para seu mar, o mar da Eritréia,
e dois são derramados num grande mar, onde também é dito
que é um deserto.
(82) O Mar Vermelho.
8Sete grandes ilhas eu vi no mar da terra. Sete no grande
mar.

Capítulo 77
1Os nomes do sol são estes: um é Aryares, o outro Tomas.
2A lua tem quatro nomes. O primeiro é Asonya; o segundo,
Ebla; o terceiro, Benase; e o quarto,
Erae.
3Estes são as duas grandes luminárias, cujas órbitas são
como as órbitas do céu; e as dimensões de
ambos são iguais.
4Na órbita do sol há uma sétima porção de luz, a qual é
adicionada àquela que vem da lua. (83) Elas
se põem, entram no portão ocidental, circulam pelo norte, e
através do portão oriental passam pela
face do céu.
(83) Uma sétima porção… da lua. Ou, "sete partes da luz que
são adicionadas e ele mais do que à lua" (Knibb, p.
182).
5Quando a lua nasce, ela aparece no céu; e a metade da
sétima porção de luz é tudo o que está nela.
6Em quarenta dias toda a sua luz é completada.
7Por três quíntuplos de luz são colocados nela, até que em
quinze dias sua luz é completada, de
acordo com os sinais do ano; ela tem três quíntuplos.
8A lua tem a metade de uma sétima porção.
9Durante sua diminuição no primeiro dia sua luz decresce
uma décima quarta parte; no segundo dia
é diminuída uma décima terceira parte; no terceiro dia uma
décima segunda parte; no quarto dia
uma décima primeira parte; no quinto dia uma décima parte;
no sexto dia uma nona parte; no sétimo
dia ela decresce uma oitava parte; no oitavo dia ela decresce
uma sétima parte; no nono dia ela
decresce uma sexta parte; no décimo dia ela decresce uma
quinta parte; no décimo primeiro dia ela
decresce uma quarta parte; no décimo segundo dia ela
decresce uma terceira parte; no décimo
terceiro dia ela decresce uma segunda parte; no décimo
quarto dia ela decresce a metade de uma
sétima parte; e no décimo quinto dia todo o restante da sua
luz é consumido.
10Nos meses declarados a lua tem vinte e nove dias.
11Ela também tem um período de vinte e oito dias.
12Uriel igualmente mostrou-me outro regulamento, quando a
luz é derramada nela vinda do sol.
13Todo o tempo em que a lua está em progresso com a sua
luz, que é consumida na presença do sol,
até que sua luz em quatorze dias seja completada no céu.
14E quando é totalmente extinta, sua luz é consumida no
céu; e no primeiro dia ela é chamada lua
nova, pois naquele dia luz é recebida nela.
15Ela torna-se precisamente completa no dia em que o sol
desce no oeste, enquanto a lua sobe à
noite do leste.
16A lua então brilha toda a noite, até que o sol se levante
diante dela; quando a lua desaparece diante
do sol
17De onde a luz vem para a lua, ali novamente ela decresce,
até que toda sua luz sema extinguida, e
os dias da lua passam.
18Então sua órbita permanece solitária sem luz.
19Durante três meses ela efetua em trinta dias, a cada mês
seu período; e durante mais três meses ela
efetua-o em vinte e nove dias. Estes são os tempos nos quais
ela efetua seu decréscimo em seu
primeiro período, e no primeiro portão, nomeadamente, e,
cento e setenta e sete dias.
20E no tempo de seu andamento durante três meses ela
aprece trinta dias cada, e durante mais três
meses ela aparece vinte e nove dias cada.
21À noite ela aparece a cada vinte dias como a face de um
homem, e no dia como o céu; pois ela
não é nada além de sua luz.

Capítulo 78
1E então, meu filho Matusalém, eu te mostrei tudo; e o relato
de toda ordenança das estrelas do céu
está terminado.
2Ele mostrou-me todo decreto com respeito a elas, o que
toma lugar em todos os tempos e em todas
as estações sob cada influência, em todos os anos, na
chegada e sob a regra de cada, durante cada
mês e a cada semana. Ele mostrou-me e também o
decréscimo da lua, que é efetuada no sexto
portão; pois naquele sexto portão sua luz é consumida.
3E lá é o começo do mês; e seu decréscimo é efetuado no
sexto portão em seu período, até cento e
setenta e sete dias são completados; de acordo com o modo
do cálculo pelas semanas, vinte e cinco
semanas e dois dias.
4Seus períodos são menos que os do sol, de acordo com a
regra das estrelas, por cinco dias em meio
ano (84) precisamente.
(84) Em meio ano. Literalmente "em um tempo" (Laurence, p.
110).
5Quando aquela sua visível situação é completada. Assim é o
aparecimento e a semelhança de toda
luminária, que Uriel, o grande anjo que as conduz, mostrou-me.

Capítulo 79
1Naqueles dias Uriel respondeu-me e disse: Eu mostrei-te
todas as coisas, oh Enoque;
2E todas as coisas eu te revelei. Você viu o sol, a lua, e
aqueles que conduzem as estrelas do céu,
que ocasionam todas as suas operações, estações, e
chegadas para retorno.
3Nos dias dos pecadores os anos serão encurtados.
4Sua semente será retroagida em seu prolífico solo; e tudo o
que é feito na terra será subvertido, e
desaparecem em suas estações. A chuva será restringida, e
o céu ainda permanecerá.
5Naqueles dias os frutos da terra serão tardios, e não
florescerão na sua estação; e em sua estação os
frutos das árvores serão retidos.
6A lua mudará suas leis, e não será vista em seu período.
Mas naqueles dias o céu será vista; e
esterilidade tomará lugar nas fronteiras das grandes
carruagens no oeste. O céu brilhará mais do
que quando iluminado por ordem da luz; enquanto muitos
chefes entre as estrelas de autoridade
errarão, pervertendo seus caminhos e obras.
7Elas não aparecerão na sua estação, que lhes foi ordenada,
e todas as classes de estrelas serão
fechadas contra os pecadores.
8Os pensamentos daqueles que habitam na terra
transgredirão dentro deles; e eles se perverterão em
todos so seus caminhos.
9Eles transgredirão, e considerarão a si mesmos (85) deuses;
enquanto que o mal se multiplicará entre
eles.
(85) A si mesmos. Ou, "eles” i.e., os chefes entre as estrelas
(vs. 6) (Knibb, p. 186).
10E castigo virá sobre eles, para que todos eles sejam
destruídos.

Capítulo 80
1ele disse: Oh, Enoque, olha no livro que o céu tem
gradualmente derramado; (86) e, lendo o que está
escrito nele, entenda toda parte dele.
(86) O livro que… derramado. Ou, "o livro das tábuas do céu"
(Knibb, p. 186).
2Então eu olhei em tudo o que está escrito, e entendi tudo,
lendo o livro e todas as coisas escritas
nele, e entendi tudo, todas as obras do homem;
3E de todos os filhos da carne sobre a terra, durante as
gerações do mundo.
4Imediatamente depois eu vi o Senhor, o Rei da glória, o qual
tem assim para sempre o Governante
de toda a criação.
5E eu glorifiquei o Senhor, por conta de sua longanimidade e
bênçãos para com os filhos do mundo.
6Naquele tempo eu disse: Abençoado é o homem que morre
justo e bom, contra quem nenhuma
relação de crime foi escrito, e em quem iniqüidade não é
encontrada.
7Então aqueles três santos fizeram com que eu me
aproximasse, e colocaram-me na terra, diante da
porta da minha casa.
8E eles disseram-me: Explica tudo a Matusalém, teu filho; e
informa a todos os teus filhos, que
nenhuma carne será justificada diante do Senhor; pois Ele é
seu Criador.
9Durante um ano nós te deixaremos com teus filhos, até que
tenhas novamente retomado suas
forças, para que possas instruir tua família, escreve estas
coisas e explica-as aos teus filhos. Mas
em outro ano tu serás tomado do meio deles; e seus
corações serão fortalecidos; pois os eleitos
apontará a retidão para outros eleitos; os justos com os justos
se regozijarão, congratulando-se uns
com os outros, mas os pecadores com os pecadores
morrerão,
10E os pervertidos com os pervertidos serão afogados.
11Aqueles que também agiram retamente morrerão por conta
das obras dos homens, e serão
reunidos por causa das obras dos iníquos.
12Naqueles dias eles terminaram de conversar comigo.
13E eu retornei para meus companheiros, abençoando o
Senhor dos mundos.

Capítulo 81
1Agora, meu filho Matusalém, todas estas coisas eu te falei, e
te escrevi. A você eu revelei tudo, e te
dei os livros de tudo.
2Preserve, meu filho Matusalém, os livros escritos por teu pai;
para que possas revelá-los às futuras
gerações.
3Eu tenho dado a ti sabedoria, aos teus filhos e à tua
posteridade, para que eles possam revelar aos
seus filhos, por gerações para sempre, esta sabedoria em
suas palavras; e para que aqueles que
compreendem não duraram, mas ouçam com seus ouvidos;
para que eles possam aprender
sabedoria, e sejam considerados dignos de comer esta
saudável comida.
4Abençoados são todos os justos, abençoados são todos os
que andam em retidão, nos quais crime
não é encontrado, como nos pecadores, quando todos os
seus dias são contados.
5Com respeito ao progresso do sol no céu, ele entra e sai de
cada portão por trinta dias, com os
líderes de milhares de estrelas; com quatro que são
adicionadas, e aparecem nos quatro quartos do
ano, os quais conduzem-nos, e acompanham-nos em seus
quatro períodos.
6Com respeito a eles, os homens erram grandemente, e não
calculam-nos nos cálculos de cada era;
pois eles grandemente erram com respeito a eles; os homens
conhecem acuradamente o que eles
são no cálculo do ano. Mas certamente eles são marcados a
menos para sempre; um no primeiro
portão, um no terceiro, um no quarto, e um no sexto:
7Para que o ano esteja completo em trezentos e sessenta e
quatro dias.
8Verdadeiramente tem sido declarado, e acuradamente tem
sido calculado o que está marcado; pois
as luminárias, os meses, os períodos fixados, os anos, e os
dias, Uriel explicou a mim, e comunicou
a mim; a quem o Senhor de toda criação, por consideração
de mim, ordenou, (de acordo com o
poder do céu, e o poder que ele possui tanto de dia quanto de
noite) pra explicar as leis da luz ao
homem, do sol, da lua, e das estrelas, e de todo o poder do
céu, que está voltado em suas respectivas
órbitas.
9Esta é a ordenança das estrelas, que se põem em seus
lugares, em suas estações, em seus períodos,
em seus dias, e em seus meses.
10Estes são os nomes daqueles que as conduzem, que
vigiam e entram em suas estações de acordo
com suas ordenanças e seus períodos, em seus meses, nos
tempos de sua influência, e em suas
estações.
11Quatro condutores deles entram primeiro, os quais
separam os quatro quartos do ano. Depois
destes, doze condutores de suas classes, que separam os
meses e o ano em trezentos e sessenta e
quatro dias, com os líderes de mil, os quais distinguem entre
os dias, tanto quanto entre os quatro
adicionais; os quais, como condutores, dividem os quatro
quartos do ano.
12Estes líderes de mil estão no meio dos condutores, e aos
condutores são adicionados atrás de sua
estação, e seus condutores fazem a separação. Estes são os
nomes dos condutores, os quais separam
os quatro quartos do ano, os quais são escolhidos sobre eles:
Melkel, Helammelak,
13Meliyal, and Narel.
14E os nomes dos que conduzem-nos são Adnarel, Jyasusal,
e Jyelumeal.
15Estes são os três que seguem os condutores das classes
de estrelas; cada um seguindo os três
condutores de classes, os quais seguem aqueles condutores
das estações, que dividem os quatro
quartos do ano.
16Na primeira parte do ano levanta-se e governa Melkyas,
que é chamado Tamani, e Zahay. (87)
(87) Tamani, e Zahay. Ou, "o sol do sul" (Knibb, p. 190).
17Todos os dias de sua influência, durante os quais ele
governa, são noventa e um dias.
18E estes são os sinais dos dias que são vistos sobre a terra.
Nos dias de sua influência há
transpiração, calor e dificuldade. Todas as árvores se tornam
frutíferas; as folhas de cada árvore
aparecem; o milho é colhido; a rosa e todas as espécies de
flores florescem no campo; e as árvores
do inverno são secadas.
19Estes são os nomes dos condutores que estão sob eles:
Barkel, Zelsabel; e outro condutor
adicional de mil é chamado Heloyalef, os dias de cuja
influência tem sido completados. O outro
condutor depois deles é Helemmelek, cujo nome eles
chamam o esplêndido Zahay. (88)
(88) Zahay. Ou, "sol" (Knibb, p. 191).
20Todos os dias de sua luz são noventa e um dias.
21Estes são os sinais dos dias sobre a terra, calor e seca;
enquanto as árvores dão seus frutos,
aquecidas e preparadas, e dão seus frutos para seca.
22Os rebanhos seguem e criam (89) Todos os frutos da terra
são colhidos, com tudo nos campos, e as
vinhas são pisadas. Isto acontece durante o tempo de sua
influência.
(89) Seguem e criam. Acasalam e dão filhos.
23Estes são seus nomes e ordens, e os nomes dos
condutores que estão sob eles, dos que são chefes
de mil: Gedaeyal, Keel, Heel.
24E o nome do líder adicional de mil é Asphael.
25Os dias de sua influência foi completado.

Capítulo 82
1E agora e te mostrei, meu filho Matusalém, toda visão que
eu vi antes de você nascer. Eu relatarei
outra visão, que eu vi antes que eu fosse casado; elas
assemelham-se uma à outra.
2A primeira foi quando eu estava aprendendo de um livro; e a
outra eu estava casado com tua mãe.
Eu vi uma potente visão;
3E por conta destas coisas eu supliquei ao Senhor.
4 Eu estava deitado na casa de meu avô Malalel, quando eu
vi numa visão o céu se purificando, e
sendo arrebatado. (90)
(90) Purificando, e sendo arrebatado. Ou, "estava sendo
arremessado e removido" (Knibb, p. 192).
5E caindo na terra, (91) eu vi igualmente a terra sendo
absorvida por um grande abismo; e montanhas
suspendidas sobre montanhas.
(91) e caindo na terra. Ou, "e quando ele caiu sobre a terra"
(Knibb, p. 192).
6Montanhas foram afundadas sobre colinas,árvores
imponentes planaram sobre seus troncos, e
estavam no ato de serem projetadas, e de serem
arremessadas para o abismo.
7Estando alarmado por estas coisas, minha voz hesitou. (92)
Eu clamei e disse: A terra é destruída.
Então meu avô Malalel levantou e disse-me: Por que clamas,
meu filho? E por que lamentas?
(92) Minha voz hesitou. Literalmente "a palavra caiu de minha
boca" (Laurence, p. 118).
8Eu relatei a ele toda a visão que eu havia visto. Ele disseme:
Confirmado está o que tu tem visto,
meu filho;
9E potente a visão do teu sonho com respeito a todo pecado
secreto da terra. Sua substância será
submersa no abismo, e grande destruição acontecerá.
10Agora, meu filho, levanta; e suplica ao Senhor da glória
(pois tu és fiel), para que um
remanescente possa ser deixado sobre a terra, e que ele
possa não destruí-lo totalmente. Meu filho,
toda esta calamidade sobre a terra descerá do céu; sobre a
terra haverá grande destruição.
11Então eu levantei, orei, e implorei; e escrevi minha oração
para as gerações do mundo, explicando
tudo ao meu filho Matusalém.
12Quando eu desci abaixo, e olhando para o céu, vi o sol
vindo do leste, a lua descendo do oeste, e
algumas estrelas espalhadas, e tudo o que Deus tem
conhecido desde o princípio, eu abençoei o
Senhor do julgamento, e magnifiquei-o: porque ele tem
enviado o sol dos aposentos (93) do leste;
para que, ascendendo e levantando na face do céu, possa
crescer e seguir o caminho que foi
apontado para ele.
(93) Aposentos.. Literalmente, "janelas" (Laurence, p. 119).

Capítulo 83
1Eu elevei minhas mãos em retidão, e abençoei o santo, e o
Grande. Eu falei com o sopro da minha
boca, e com a língua da carne, que Deus havia formado para
todos os filhos dos homens mortais,
para que eles possam falar; dando-lhes fôlego, boca, e língua
para conversar.
2Abençoado és tu, Ó Senhor, o Rei, grande e poderoso em
sua grandeza, Senhor de toda criatura do
céu, Rei dos reis, Deus de todo o mundo, cujo reinado, e cujo
reino e majestade duram para sempre
e sempre.
3 De geração a geração teu domínio existirá. Todos os céus
são teu trono para sempre, e toda a terra
o escabelo de teus pés para sempre e sempre.
4Pois tu os fez, e sobre todos reinas. Nenhum ato excede teu
poder. Com tua sabedoria és imutável,
nem do teu trono, nem de tua presença ela nunca se desvia.
Tu sabes todas as coisas, vês e ouve-as;
nada se esconde de ti; pois tu percebes todas as coisas.
5Os anjos de teus céus transgrediram, e em carne mortal tua
ira permanece, até o dia do grande
julgamento,
6Então, Ó Deus, Senhor e poderoso Rei, eu imploro-te, e
suplico-te que respondas minha oração,
para que uma posteridade me possa ser deixada na terra, e
que toda a raça humana não pereça;
7Para que a terra não seja deixada destituída, e destruição
tome lugar para sempre.
8Ó meu Senhor, que pereça da terra a raça que tem te
ofendido, mas que uma justa e reta raça
estabeleças por uma posteridade (94) para sempre. Não
escondas tua face, ó Senhor, da oração do teu
servo.
(94) Por uma posteridade. Literalmente "para a planta de uma
semente" (Laurence, p. 121).
Capítulo 84
1Depois disto eu vi outro sonho, e expliquei-o todo a ti, meu
filho. Enoque levantou e disse a seu
filho Matusalém: A ti, meu filho, eu falarei. Ouvi minha
palavra, e inclina teu ouvido ao sonho
visionário de teu pai. Antes que eu tivesse casado com Edna,
tua mãe, eu vi uma visão em minha
cama; (95)
(95) Esta segunda visão de enoque parece representar em
linguagem simbólica a história completa do mundo desde o
tempo de Adão até o julgamento final e o estabelecimento do
Reinado Messiânico. (Charles, p. 227).
2E vi, uma vaca crescer da terra;
3E esta vaca era branca.
4Depois disso uma novilha fêmea cresceu; e com ela outro
bezerro: (96) Um deles era negro, e outro
era vermelho. (97)
(96) Outro bezerro. O senso parece requerer que a passagem
deve ser lida: "dois outros bezerros" (Laurence, p. 121).
(97) Caim e Abel.
5O bezerro negro então golpeou o vermelho, e o perseguiu
sobre a terra.
6Daquele tempo em diante eu não pude ver nada mais a
respeito do bezerro vermelho; mas o negro
aumentou de tamanho, e uma novilha fêmea veio com ele.
7Depois disto eu vi muitas vacas procederam, reunindo-se a
ele, e seguindo após ele.
8A primeira jovem fêmea também saiu da presença da
primeira vaca; e procurou o bezerro
vermelho, mas não o encontrou.
9E ela lamentou com grande lamentação, enquanto ela
procurava por ele.
10Então eu olhei até que aquela primeira vaca veio até ela, e
desse tempo em diante, ela se tornou
silente, e cessou de lamentar.
11Depois disso ela pariu outra vaca branca.
12E novamente pariu muitas vacas e bezerros negros.
13Em meu sonho eu também percebi um touro branco, o qual
de igual maneira cresceu, e se tornou
um enorme animal.
14Depois dele muitas vacas brancas vieram, se juntando a
ele.
15E eles começaram a parir muitas outras vacas brancas,
que se assemelharam a eles e seguiram
umas às outras.

Capítulo 85
1Novamente eu olhei atentamente, enquanto dormindo, e
examinei o céu acima.
2E vi uma estrela cair do céu.
3A qual estando levantada, comeu e fugiu de entre aquelas
vacas.
4Depois disso eu vi outras grandes e vacas negras; e vi todas
elas mudarem suas baias e pastagens, e
vi seus jovens começam a lamentar um com o outro.
Novamente eu vi em minha visão, e examinei
o céu; então vi muitas estrelas descendo, e projetando-se do
céu para onde a primeira estrela estava,
5No meio destes jovens; enquanto as vacas estavam com
eles, alimentando-se no meio deles.
6Eu olhei e observei-os; quando olhei, eles todos agiram
segundo a maneira dos cavalos, e
começaram a se aproximar das vacas novas, e todas elas
ficaram prenhes, e geraram elefantes,
camelos e asnos
7Nisto todas as vacas ficaram alarmadas e apavoradas;
quando elas começaram morder com seis
dentes, tragando e golpeando com seus chifres.
8Elas começaram também a devorar as vacas; e vi todos os
filhos da terra tremerem, chocados com
o terror deles, e de repente fugiram.

Capítulo 86
1Novamente eu percebi-os, quando eles começaram a
morder e devorar um ao outro; e a terra
clamou. Então eu levantei meus olhos uma segunda vez em
direção ao céu, e vi numa visão que, eis
que vieram do céu como se fosse a semelhança de homens
brancos. Um veio, e três com ele.
2Aqueles três, que vieram por último, pegaram-me pela
minha mão; e ergueram-me das gerações da
terra, elevaram-me a uma alta estação.
3Então eles mostraram-me uma elevada torre na terra,
enquanto todo monte tornou-se diminuído. E
eles disseram: Permanece aqui, até que perceba o que virá
sobre esses elefantes, camelos, e asnos,
sobre as estrelas, e sobre as vacas.
Capítulo 87
1Então eu olhei para um dos quatro homens brancos, que
veio primeiro.
2Ele segurou a primeira estrela que caiu do céu.
3E amarrando-a, mãos e pés, lançou-a a um vale; um vale
estreito, profundo, estupendo, e escuro.
4Então um deles puxou sua espada, e deu-a aos elefantes,
camelos, e asnos, que começaram a
morder um ao outro. E toda a terra tremeu por causa deles.
5E enquanto eu via a visão, eis, um daqueles quatro anjos
que vieram, lançado do céu, reuniu e
tocou todas as grandes estrelas, cuja forma assemelha-se
parcialmente à dos cavalos; e amarrandoos
todos, mãos e pés, lançou-as nas cavidades da terra.

Capítulo 88
1Então um daqueles quatro foi para as vacas brancas, e
ensinou a elas um mistério. Enquanto as
vacas estavam tremendo, ele nasceu e tornou-se um homem,
(98) e fabricou para si um grande barco.
Nele ele habitou, e três vacas (99) habitaram com ele naquele
barco, que cobriu-os.
(98) Noé.
(99) Sem, Cam, e Jafé.
2Novamente eu elevei meus olhos para o céu, e vi um
oponente telhado. Acima dele havia sete
cataratas, que derramavam numa certa vila muita água.
3Novamente eu olhei, e vi que haviam fontes abertas na terra
naquela grande vila.
4A água começou a ferver, e elevar-se sobre a terra; de
modo que a vila não foi vista, enquanto todo
o solo foi coberto com água.
5Muita água saiu dela, escuridão, e nuvens. Então eu
examine a altura desta água, e ela estava
elevada acima da vila.
6Ela fluiu sobre a vila, e ficou mais alta do que a terra.
7Então todas as vacas que estavam juntas lá, enquanto eu
olhava para elas, foram submersas,
tragadas, e destruídas na água.
8Mas o barco flutuou sobre ela. Todas as vacas, os elefantes,
os camelos, e os anos foram afogados
na terra, e todo gado. Eu não pude vê-los. Nem eles foram
capazes de fugir, mas pereceram, e
afundaram no abismo.
9Novamente eu vi numa missão até aquelas cataratas foram
removidas daquele elevado telhado, e as
fontes da terra se tornaram equalizadas, enquanto outros
abismos foram abertos;
10Para os quais as águas começaram a descer, até a terra
seca aparecer.
11O barco permaneceu na terra; a escuridão retrocedeu; e se
tornou em luz.
12Então a vaca branca, que se tornou num homem, saiu do
barco, e três vacas com ele.
13Uma das três vacas era branca, assemelhando-se àquela
vaca, uma delas era vermelha como
sangue; e uma delas era negra. E a vaca branca deixou-as.
14Então feras selvagens e pássaros começaram a surgir.
15De todos esses tipos diferentes reuniram-se, leões, tigres,
lobos, cães, javalis selvagens, raposas,
coelhos e porcos.
16Corujas, corvos e milhafres.
17Então a vaca branca (100) nasceu no meio deles.
(100) Abraão.
18E eles começaram a morder um ao outro, enquanto a vaca
branca, que havia nascido no meio
deles, trouxe um asno selvagem e uma vaca branca ao
mesmo tempo e depois daquele muitos asnos
selvagens. Então a vaca branca, (101) a qual nasceu, deu
uma porca negra selvagem e um cordeiro
branco. (102)
(101) Isaque.
(102) Esau e Jacó.
19Aquela porca selvagem também deu muitos suínos.
20E aquele cordeiro deu doze cordeiros. (103)
(103) Os doze patriarcas.
21Quando aqueles doze cordeiros cresceram, eles
entregaram um deles (104) aos asnos. (105)
(104) José.
(105) Os Midianitas.
22Novamente aqueles asnos entregaram aquele cordeiro aos
lobos, (106)
(106) Os egípcios.
23E ele cresceu no meio deles.
24Então o Senhor trouxe as outras doze ovelhas, para que
pudessem habitar e alimentar-se com ele
no meio dos lobos.
25Eles multiplicaram-se, e houve abundância de pastos para
eles.
26Mas os lobos começaram a ficar amedrontados e
oprimiram-nos enquanto eles destruíam seus
jovens.
27E eles deixaram seu jovem em torrentes de água profunda.
28Então as ovelhas começara, a clamar por causa de seus
filhos, e fugiram para refugiar o seu
Senhor. Um, (107), entretanto, que foi salvo, escapou e foi
para os asnos selvagens.
(107) Moisés.
29Eu vi a ovelha gemendo, chorando, e implorando ao seu
Senhor.
30Com todo o seu poder, até que o Senhor das ovelhas
desceu à sua voz da sua elevada habitação;
foi a eles; e examinou-as.
31Ele chamou aquela ovelha que foi secretamente furtado
dos lobos, e disse-lhe para fazer os lobos
entenderem que eles não deviam tocar as ovelhas.
32Então aquela ovelha foi aos lobos com a palavra do
Senhor, quando outro o encontrou, (108) e
continuou com ele.
(108) Aarão.
33Ambos entraram junto na habitação dos lobos; e
conversando com eles fizeram-nos entender, que
daí em diante eles não deviam tocar nas ovelhas.
34Depois disso eu percebi os lobos prevalecendo
grandemente sobre as ovelhas com toda a sua
força. O rebanho clamou; e seu Senhor veio até eles.
35Ele começou a ferir os lobos, que começaram uma grave
lamentação; mas as ovelhas ficaram
silentes, nem daquele tempo elas clamaram.
36Então eu olhei para elas, até elas apartarem-se dos lobos.
Os olhos dos lobos estavam cegos, os
quais saíram e seguiram-nas com todo o seu poder. Mas o
Senhor das ovelhas continuou com elas, e
as conduziu.
37Todo o seu rebanho o seguiu.
38Seu semblante ficou terrível e esplêndido, e glorioso era
seu aspecto. Então os lobos começaram a
seguir as ovelhas, até que eles alcançaram-nas num certo
lago de água. (109)
(109) O Mar Vermelho.
39Então aquele lago ficou dividido; a água erguendo-se em
ambos os lados diante de sua face.
40E enquanto seu Senhor estava conduzindo-as, ele colocouse
entre elas e os lobos.
41Os lobos, entretanto não perceberam as ovelhas, mas
foram no meio do lago, seguindo-as, e
correndo atrás delas no lago de água.
42Mas quando eles viram o Senhor das ovelhas, eles
voltaram para fugir de diante de sua face.
43Então a água do lago retornou, e repentinamente, de
acordo com sua natureza. Ela se tornou cheia,
e levantou-se, até que cobriu os lobos. E eu vi que todos eles
que haviam seguido as ovelhas
pereceram e foram afogados.
44Mas as ovelhas passaram sobre esta água, continuando
para o deserto, que estava sem água e
grama. E eles começaram a abrir seus olhos e a ver.
45Então eu vi o Senhor das ovelhas examinando-as, e
dando-lhes água e grama.
46As ovelhas já mencionadas continuavam com elas, e
conduzindo-as.
47E quando ele tinha subido ao topo de uma alta rocha, o
Senhor das ovelhas enviou-o a elas.
48Depois disso eu vi seu Senhor colocado diante delas, com
um aspecto terrível e severo.
49E quando elas viram-no, elas ficaram amedrontadas com
seu semblante.
50Todas elas ficaram alarmadas, e tremeram. Elas clamaram
para aquela ovelha; e para aquela outra
ovelha que estava com ele, e o qual estava no meio delas,
dizendo: Nós somos capazes de
permanecer diante do nosso Senhor, ou de olhar para ele.
51Então aquela ovelha que os conduziu saiu, e subiu ao topo
da rocha;
52Enquanto as ovelhas que restaram começaram a ficar
cegas, e a vagar pelo caminho que ele lhes
havia mostrado; mas ele não o soube.
53Seu Senhor, entretanto, estava movido de grande
indignação contra eles; e quando aquela ovelha
soube o qua havia acontecido,
54Ele desceu do topo da rocha, e veio a eles, descobriu que
havia muitos,
55Que se tornaram cegos;
56E tinham desviado de seu caminho. Tão logo elas viramno,
temeram, e tremeram na sua
presença;
57E ficaram desejosos de retornar ao seu rebanho,
58Então aquela ovelha, tomando consigo outra ovelha, foi
àqueles que tinham se perdido.
59E depois disso começou a matá-los. Eles ficaram aflitos ao
seu semblante. Então ele fez com que
aqueles que tinham se desviado retornassem; os quais
voltaram para seu rebanho.
60Eu igualmente vi naquela visão, que esta ovelha se tornou
num homem, construiu uma casa (110)
para o Senhor do rebanho, e fez todos eles ficarem na casa.
(110) Uma casa. Um tabernáculo (Milik, p. 205).
61Eu vi também que aquela ovelha que procedeu a encontrar
esta ovelha, seu condutor, morreu. Eu
vi também que toda grande ovelha pereceu, enquanto que as
menores subiram eu seu lugar,
entraram num pasto, e aproximaram-se de um rio de água.
(111)
(111) O rio Jordão.
62Então aquela ovelha, seu condutor, que se tornou num
homem, foi separado delas, e morreu.
63Todo o rebanho procurou por ele, e clamou por ele com
amarga lamentação.
64Eu vi também que eles cessaram de clamar por aquela
ovelha e passaram sobre o rio de água.
65E que lá se levantou outra ovelha, todas de quem as
conduziu, (112) em vez daqueles que foram
mortos, os quais tinham previamente conduzido-as.
(112) Os juízes de Israel.
66Então eu vi que aquela ovelha entrou a um agradável
lugar, e um deleitável e glorioso território.
67Eu vi também que eles ficaram satisfeitos; que sua casa
estava no meio daquele deleitável
território; e que algumas vezes seus olhos estavam abertos, e
que algumas vezes eles ficavam cegos;
até que outra ovelha (113) levantou-se e conduziu-as. Ele
trouxe-os todos de volta; e seus olhos foram
abertos.
(113) Samuel.
68Então cães, lobos, e javalis selvagens devoraram-nos, até,
até novamente outra ovelha (114)
levantar, o mestre do rebanho; um deles mesmos, um
carneiro, para conduzi-los. Este carneiro
começou a chifrar em todo lado aqueles cães, lobos, javalis
selvagens, até que todos eles pereceram.
(114) Saul.
Seus olhos, e vi o carneiro no meio deles, os quais tinham
deixaram de lado sua glória.
70E ele começou a ferir o rebanho, pisando sobre eles, e
comportando-se sem dignidade.
71Então seu Senhor enviou a antiga ovelha novamente para
uma still diferente ovelha, (115) e
levantou-o para ser um carneiro, e para conduzi-las no lugar
daquela ovelha que tinha deixado de
lado sua glória.
(115) David.
72Indo então a ele, e conversando com ele só, ele levantou o
carneiro, e fez dele um príncipe e líder
do rebanho. Todo o tempo aqueles cães (116) aborreceram a
ovelha,
(116) Os Filisteus.
73O primeiro carneiro pagou respeito a este último carneiro.
74Então o último carneiro levantou e fugiu de diante de sua
face. E eu vi que aqueles cães fizeram o
primeiro carneiro cair.
75Mas o último carneiro levantou, e conduziu o carneiro
menor.
76Aquele carneiro também gerou muitas ovelhas, e morreu.
77Então houve uma ovelha menor, (117) um carneiro, no
lugar dele, que tornou-se um príncipe e líder,
conduzindo o rebanho.
(117) Salomão.
78E a ovelha aumentou de tamanho, e multiplicou.
79E todos os cães, lobos, e javalis selvagens temeram, e
fugiram dele.
80Aquele carneiro também golpeou e matou todas as bestas
feras, de modo que eles não pudessem
novamente prevalecer no meio das ovelhas, nem em nenhum
tempo arrebate-as.
81E aquela casa foi feita grande e larga; uma imponente torre
sendo construída sobre ela pelas
ovelhas, para o Senhor das ovelhas.
82A casa era baixa, mas a torre era elevada e muito alta.
83Então o Senhor das ovelhas colocou-se sobre a torre, e
causou uma mesa cheia aproximar-se
diante dele.
84Novamente eu vi que aquela ovelha perdeu-se, e foi para
vários caminhos, esquecendo-se daquela
sua casa;
85E que seu Senhor chamou alguns entre eles, os quais ele
enviou-as (118) a eles.
(118) Os profetas.
86Mas a estes as ovelhas começaram a matar. E quando um
deles foi salvo da matança (119) ele
saltou, e clamou contra aqueles que estavam desejosos de
matá-los.
(119) Elias.
87Mas o Senhor das ovelhas livrou-o das suas mãos, e o fez
subir a ele, e permanecer com ele.
88Ele enviou muitos outros a elas, para testificar, e com
lamentações para clamar contra eles.
89Novamente eu vi, quando alguns deles esqueceram a casa
do seu Senhor, e sua torre, vagando em
todos os lugares, e crescendo cegos,
90Eu vi que o Senhor das ovelhas fez uma grande matança
entre eles em suas pastagens, até que eles
clamaram a ele em conseqüência da matança. Então ele
apartou-as do lugar de sua habitação, e os
deixou no poder dos leões, tigres, lobos, e das zeebt, (120) e
ao poder das raposas, e de todo animal.
(120) Zeebt. Hiena. (Knibb, p. 209).
91E os animais selvagens começaram a despedaçá-los.
92Eu vi, também, que eles esqueceram a casa de seus pais,
e sua torre, dando-os todos ao poder dos
leões para despedaçá-los e devorá-los; até ao poder de todo
animal.
93Então eu comecei a clamar com todo meu poder,
implorando ao Senhor das ovelhas, e
mostrando-lhe como as ovelhas eram devoradas por todos os
animais de rapina.
94Mas ele olhou em silêncio, regozijando-se de que elas
fossem devoradas, engolidas, e carregadas;
e deixando-as ao poder de todo animal por comida. Ele
chamou também setenta pastores, e
designou-os ao cuidado das ovelhas, para que eles possam
cuidar delas;
95Dizendo a eles e aos seus associados: Todos vós, de
agora em diante todos vós cuideis das
ovelhas, e a todos eu ordeno; fazei; e eu os entrego para as
enumerarem.
96Eu vos direi qual delas serão mortas; a estas destruís. E
ele entregou as ovelhas a eles.
97Então ele chamou a outro, e disse: Entende, e cuida de
tudo o que os pastores farão a estas
ovelhas; pois muitas delas perecerão depois que eu ordenei.
98De todo excesso e matança, que os pastores cometerão,
haverá uma conta; como, quantas
pereceram pelo meu comando, e quantos eles destruíram por
sua própria cabeça.
99De toda destruição trazida por cada um dos pastores
haverá uma contagem; e de acordo com o
número eu farei com que um recital seja feito diante de mim,
quantas eles destruíram por suas
próprias cabeças, e quantas eles entregaram à destruição,
para que eu possa ter esse testemunho
contra eles; para que eu possa saber todos os seus
procedimentos; e que, entregando as ovelhas a
eles, eu possa ver o que eles farão; se eles agirão como eu
lhes ordenei, ou não.
100Disto, portanto, eles serão ignorantes; nem farás qualquer
explanação a eles, nem os reprovarás;
mas haverá uma contagem de toda destruição feita por eles
em suas respectivas estações. Então eles
começarão a matar, e a destruir mais do que lhes for
ordenado.
101E eles deixaram as ovelhas sob o poder dos leões, assim
que muitos deles foram devorados e
engolidos pelos leões e tigres; e javalis selvagens caíram
sobre eles para depredá-los. Aquela torre
eles queimaram, e derrubaram aquela casa.
102Então eu me afligi extremamente por causa da torre, e
porque a casa das ovelhas foi derrubada.
103Nem fui, depois disso, capaz de perceber se eles
entraram novamente naquela casa.
104Os pastores igualmente, e seus associados, entregaramnos
a todos os animais selvagens, para que
os devorassem. Cada um deles em sua estação, de acordo
com seu número, foi entregue; cada um
deles, um com o outro, foram descritos num livro, como
muitos deles, um com o outro, foram
destruídos, num livro.
105Mais, porém, do que foi ordenado, cada pastor matou e
destruiu.
106Então eu comecei a chorar, e fiquei grandemente
indignado, por causa dos pastores.
107De igual maneira, também vi na visão aquele que
escreveu, como ele escreveu um, destruído
pelos pastores, todo dia. Ele subiu, permaneceu, e exibiu
cada um de seus livros para o Senhor das
ovelhas, contendo tudo o que eles haviam feito, e tudo o que
cada um deles tinha feito;
108E todos os que eles haviam entregue à destruição.
109Ele tomou o livro em suas mãos, rei-o, selou-o, e
depositou-o.
110Depois disso, por doze horas, os pastores negligenciaram
as ordens do senhor.
111E eis que três das ovelhas (121) separadas, chegaram,
entraram; e começaram construindo tudo o
que estava caído daquela casa.
(121) Zorobabel, Josué e Neemias.
112Mas os javalis selvagens (122) estorvaram-nos, apesar de
que eles não prevaleceram.
(122) Os Samaritanos.
113Novamente eles começaram a construir como antes, e
levantaram aquela torre que foi chamada
“a torre elevada”.
114E novamente eles começaram a colocar diante da torre
uma mesa, com todo tipo de pães impuros
e sujos sobre ela.
115Além disso também todas as ovelhas eram cegas, e não
podiam ver, como também eram os
pastores.
116Assim elas foram entregues aos pastores para uma
grande destruição, que as pisaram sob seus
pés, e devoraram-nas.
117Contudo o seu Senhor estava ciente, até que toda ovelha
no campo foi destruída. Os pastores e as
ovelhas foram todos mesclados, juntos, mas eles não
salvaram-nos do poder dos animais.
118Então aquele que escreveu o livro subiu, exibiu-o e leu-o
na residência do Senhor das ovelhas.
Ele pediu-lhe por eles, e orou, apontando cada ato dos
pastores, e testificando diante dele contra
todos eles. Então, tomando o livro, ele guardou-o consigo, e
apartou-se.

Capítulo 89
1E eu observei durante o tempo, que assim trinta e sete (123)
pastores estiveram inspecionando, todos
dos quais terminaram em seus respectivos períodos como o
primeiro. Outros então receberam-nos
em suas mãos, para que pudessem cuidar delas em seus
respectivos períodos, cada pastor em seu
próprio período.
(123) Trinta e sete. Um aparente erro para trinta e cinco (veja
verso 7). Os reis de Judá e Israel (Laurence, p. 139).
2Depois disso eu vi na visão, que todos os pássaros do céu
chegaram; águias, o viveiro, o papagaio e
corvos. A água instruiu a todas.
3Elas começaram a devorar as ovelhas, a picar seus olhos, e
a comer seus corpos.
4A ovelha então clamou; pois seus corpos foram devorados
pelos pássaros.
5Eu também clamei, e gemi em meu sono contra os pastores
que cuidavam do rebanho.
6E olhei, enquanto as ovelhas eram comidas pelos cães,
pelas águias e pelos corvos. Eles não
deixaram seus corpos, nem sua pele, nem seus músculos, e
somente seus ossos restaram; até seus
ossos caíram sobre o chão. E a ovelha ficou diminuída.
7Eu também observei durante o tempo, que vinte e três
pastores (124) estavam cuidando, os quais
completaram seus respectivos períodos, cinqüenta e oito
períodos.
(124) Os reis da Babilônia, etc., durante e depois do cativeiro.
O número de trinta e cincoe vinte e três somam
cinqüenta e oito; e não trinta e sete, como erroneamente é
colocado no primeiro verso (Laurence, p. 139).
8Então pequenos cordeiros nasceram daquela ovelha branca;
que começaram a abrir seus olhos e a
ver, chorando pela ovelha.
9A ovelha, porém, não clamou a eles, nem ouviu o que eles
lhe diziam, mas ficou muda, cega e
obstinada em maior intensidade.
10Eu vi na visão que corvos voaram sobre aqueles cordeiros;
11Que eles agarraram-nos; e que seguraram um deles, e
rasgaram a ovelha em pedaços, e os
devoraram.
12Eu vi também, que chifres cresceram nos cordeiros; e que
os corvos pousavam sobre seus chifres.
13Eu vi, também, que um grande chifre brotou num animal
entre as ovelhas, e que seus olhos
estavam abertos.
14Ele olhou para elas. Seus olhos estavam bem abertos; e
ele clamava para elas.
15Então o íbex (125) viu-o; todos eles correram para ele.
(125) O íbex. Provavelmente simbolizando Alexandre o
Grande (Laurence, p. 140).
16E enquanto isso, todas as águias, os corvos e os
papagaios estavam ainda levando a ovelha,
voando sobre ela, e devorando-a. A ovelha ficou em silêncio,
mas o íbex lamentou e chorou.
17Então os corvos contenderam, e lutaram com ela.
18Eles desejaram entre eles quebrar seu chifre; mas eles não
prevaleceram contra ele.
19Eu olhei para eles, até os pastores, as águias, o abutres, e
os papagaios vieram.
20Os quais clamaram aos corvos para quebrar o chifre do
íbex; para contender com ele; e para matálo.
Mas ele lutou com eles, e clamou, para que ajuda pudesse vir
a ele.
21Então eu percebi que o homem veio, o que escreveu os
nomes dos pastores, o qual subiu diante do
Senhor das ovelhas.
22Ele trouxe assistentes, e fez com que cada um o visse
descendo para ajudar o íbex.
23Eu percebi também que o Senhor das ovelhas veio a elas
com ira, enquanto todos aqueles que
viram-no fugiram; todos caíram em seu tabernáculo diante de
sua face; enquanto todas as águias, os
corvos, e papagaios se reuniram e trouxeram com eles todas
as ovelhas do campo.
24Todos vieram juntos, e impediram de quebrar o chifre do
íbex.
25Então eu vi aquele homem que escreveu o livro à palavra
do Senhor, abriu o livro da destruição,
daquela destruição com os últimos doze pastores (126); e o
mostrou diante do Senhor das ovelhas,
para que eles destruíssem mais do que aqueles que os
precederam.
(126) Os príncipes nativos de Judá depois de sua libertação
do cativeiro sírio.
26Eu vi também que o Senhor das ovelhas veio a elas, e
tomando em sua mão o cetro de sua ira
preso na terra, que se dividiu ao meio; enquanto todos os
animais e pássaros do céu caíram sobre as
ovelhas, e afundaram na terra, que fechou-se sobre eles.
27Eu vi, também, que uma grande espada foi dada às
ovelhas, que saíram contra todos os animais do
campo para matá-los.
28Mas todos os animais e pássaros do céu fugiram de diante
da sua face.
29E eu vi um trono erguido numa terra deleitável;
30Sobre ele assentava-se o Senhor das ovelhas, o qual
recebeu todos os livros selados;
31Os quais foram abertos diante dele.
32Então o Senhor chamou os primeiros sete brancos, e
ordenou-os trazerem diante dele a primeira
de todas as estrelas, a qual precedeu as estrelas que se
assemelhavam parcialmente à forma de
cavalos; a primeira estrela, que caiu primeiro; e eles
trouxeram-na diante dele.
33E ele falou ao homem que escreveu em sua presença, o
qual era um dos sete brancos, dizendo:
Toma aqueles setenta pastores, aos quais eu entreguei as
ovelhas, e os quais recebendo-as mataram
mais delas do que eu ordenei. Eis que, eu vi-os todos
amarrados, e m pé diante dele. Primeiro veio
no julgamento das estrelas, que sendo julgadas, e
consideradas culpadas, foram para o lugar da
punição. Elas confiaram-nas a um lugar, profundo, e cheio de
chamas de pilares de fogo. Então os
setenta pastores foram julgados, e considerados culpados,
foram confiados às chamas do abismo.
34Neste tempo igualmente eu vi, que o abismo estava assim
aberto no meio da terra, que estava
cheia de fogo.
3E a ela foram trazidas as ovelhas cegas; as quais sendo
julgadas, e consideradas culpadas, foram
todas confiadas àquele abismo de fogo na terra, e
queimaram.
36O abismo ficava à direita daquela casa.
37E eu vi as ovelhas queimando, e seus ossos sendo
consumidos.
38Eu fiquei olhando-o imergir aquela antiga casa, enquanto
eles trouxeram seus pilares, cada planta
nela, e o marfim ali contido. Eles trouxeram-no para fora, e
depositaram-no no lugar ao lado direito
da terra.
39Eu também vi, que o Senhor das ovelhas produziu uma
nova casa, grande e mais elevada do que a
anterior, a qual ele ligou com o antigo lugar circular. Todos os
seus pilares eram novos, e seu
mármore novo, também mais abundante do que o antigo
mármore, que ele havia trazido.
40E enquanto todas as ovelhas que foram deixadas no meio
dela, todos os animais da terra, e todas
as aves do céu, prostraram-se e adoraram-no, implorando a
ele, e obedecendo-o em tudo.
41Então aqueles três, que estavam vestidos de brando, e os
quais, segurando-me pela minha mão,
tinham antes me feito subir, enquanto a mão daquele que
falava comigo me segurava; e colocavame
no meio das ovelhas, antes que o julgamento acontecesse.
42A ovelha era toda branca, com lã longa e pura. Então todas
as que tinham perecido, e tinham sido
destruídos, todo animal do campo, e toda ave do céu,
reuniram-se naquela casa: enquanto o Senhor
das ovelhas regozijou-se com grande alegria, porque todas
estavam bem, e tinham voltado
novamente para sua habitação.
43E eu vi que elas abaixaram a espada que havia sido dada
às ovelhas, e retornou à sua casa,
selando-a na presença do Senhor.
44Todas as ovelhas haviam sido fechadas naquela casa,
tinha sido capaz de contê-las; e os olhos de
todas foram abertos, contemplando o Bondoso; não houve
entre elas quem não o viu.
45Eu igualmente percebi que a casa era grande, larga e
extremamente cheia. Eu vi também, que a
vaca branca havia nascido, cujos chifres eram grandes; e que
todos os animais do campo, e todas as
aves do céu, estavam alarmadas com ele, e imploraram a ele
todas as vezes.
46Então eu vi que a natureza deles foi mudada, e que eles se
tornaram vacas brancas;
47E que o primeiro, o qual estava no meio deles, falou,
quando aquela palavra tornou-se (127) um
grande animal, sobre cuja cabeça havia grandes chifres
negros;
(127) Falou, quando aquela palavra. Ou "era um touro
selvagem, e aquele touro selvagem era…" (Knibb, p. 216).
48Enquanto o Senhor das ovelhas regozijou-se por causa
delas, e de todas as vacas.
49Eu caí no meio deles: Eu acordei; e vi o todo. Esta é a
visão que eu vi, descendo e despertando.
Então eu abençoei o Senhor da justiça, e dei glória a Ele.
50Depois disso eu chorei abundantemente, não cessaram
minhas lágrimas, de modo que eu torneime
incapaz de suportá-lo. Enquanto eu estava olhando, eles
fluíram por causa do que eu vi; pois
tudo estava vindo e indo; cada circunstância individual com
respeito à conduta da humanidade que
estava sendo vista por mim.
51Naquela noite eu relembrei meus sonhos anteriores; e
então chorei e me afligi, por causa do que
eu tinha visto na visão.

Capítulo 90
1E agora, meu filho Matusalém, chama para mim todos os
teus irmãos, e reúne para mim todos os
filhos de tua mãe; pois uma voz me chama, e o espírito está
colocado sobre mim para que eu possa
mostrar-te tudo o que te acontecerá para sempre.
2Então Matusalém foi, chamou-lhes todos de os seus irmãos,
e reuniu seus filhos.
3E conversando com todos seus filhos na verdade,
4Enoque disse: Ouve, meu filho, toda palavra de teu pai, e
escuta com honradez a voz da minha
boca; pois eu gostaria de obter tua atenção, enquanto me
dirijo a ti. Meu amado, estejas ligado à
integridade, e anda nela.
5Não te aproximes da integridade com um coração duplo;
nem te associes a homens com mente
dupla: mas anda, meu filho, em retidão, a qual te conduzirá
em bons caminhos; e seja a verdade a
tua companhia.
6Pois eu sei , que opressão existirá e prevalecerá na terra;
que no fim grande punição na terra
acontecerá; e que haverá uma consumação de toda
iniqüidade, que será cortada com suas raízes, e
toda estrutura que levantou-se passará. Iniqüidade,
entretanto, será renovada novamente, e
consumida na terra. Todo ato de crime, e todo ato de
opressão e impiedade serão abraçados uma
segunda vez.
7Quando então a iniqüidade, pecado, blasfêmia, tirania, e
toda má obra, aumentar, e quando
transgressão, impiedade, impureza também aumentar, então
sobre eles toda grande punição será
infligida desde o céu.
8O santo Senhor irá em ira, e sobre eles toda grande punição
do céu será infligida.
9O santo Senhor sairá em ira, e com punição, para que possa
executar julgamento sobre a terra.
10Naqueles dias opressão será cortada em suas raízes, e
iniqüidade com fraude será erradicada,
perecendo de sob o céu.
11Todo lugar de força (128) será rodeado com seus
habitantes; com fogo ele será queimado. Eles
serão trazidos de toda parte da terra, e serão lançados num
julgamento de fogo. Eles perecerão em
ira, e por um julgamento dominando-os para sempre.
(128) Todo lugar de força. Ou, "todos os ídolos das nações"
(Knibb, p. 218).
12Retidão se levantará do descanso; e sabedoria se
levantará, e conferida sobre eles.
13Então as raízes da iniqüidade serão cortadas; pecadores
perecerão pela espada; e blasfemadores
serão aniquilados em todos os lugares.
14Aqueles que meditam opressão, e aqueles que blasfemam,
pela espada perecerão.
15E agora, meu filho, eu descreverei e mostrarei a ti o
caminho da retidão e o caminho da opressão.
16Eu novamente os apontarei para ti, para que possas saber
o que está por vir.
17Ouvi agora, meu filho, e anda no caminho da retidão, mas
evita aquele da opressão; pois todo o
que anda no caminho da iniqüidade perecerá para sempre.

Capítulo 91
1Aquilo que foi escrito por Enoque. Ele escreveu toda esta
instrução de sabedoria para todo homem
de dignidade, e todo juiz da terra; para todos os meus filhos
que habitarão sobre a terra, e para
subsequentes gerações, conduzindo-se elevada e
pacificamente.
2Não deixes que teu espírito seja afligido por causa dos
tempos; pois o santo, o Grande, prescreveu
um período para tudo.
3Deixe que os homens justos se levantem do sonho, deixe-os
levantar, e prossiga no caminho da
retidão, em todos os seus caminhos; e deixa-os avançar em
bondade e eterna clemência.
Misericórdia será mostrada aos homens justos; sobre eles
serão conferidos integridade e poder para
sempre. Em bondade e retidão eles existirão, andarão em
eterna luz; mas pecado perecerá em eterna
escuridão, nem será vista daquele tempo em diante
eternamente.

Capítulo 92
1Depois disto, Enoque começou a falar sobre um livro.
2E Enoque disse: Concernente aos filhos da retidão,
concernente aos eleitos do mundo, e
concernente à semente da retidão e integridade.
3Concernente a estas coisas eu falei, e estas coisas e
explicarei a ti, meu filho: e que sou Enoque.
Em conseqüência daquilo que me foi mostrado, de minha
visão eterna e da voz dos santos anjos (129)
eu tenho adquirido conhecimento; e da mesa do céu eu
adquiri entendimento.
(129) Santos anjos. Num texto de Qumran, lê-se "Guardiões e
Santos", denotando claramente Guardiões celestiais que
não caíram com os iníquos (Milik, p. 264). Veja também Dan.
4:13, "um guardião e um santo desceu do céu"; 4:17,
"guardiões, e… santos."
4Enoque então começou a falar de um livro, e disse: Eu nasci
o sétimo na primeira semana,
enquanto julgamento e retidão esperavam com paciência.
5Mas depois de mim, na segunda semana, grande iniqüidade
se levantou, e fraude espalhou-se.
6Naquela semana o fim do primeiro acontecerá, na qual a
humanidade será salva. (130)
(130) Humanidade será salva. Ou, "o homem será salvo"
(Knibb, p. 224).
7Mas quando o primeiro é completado, iniqüidade crescerá; e
durante a segunda semana ele
executará o decreto (131) sobre os pecadores.
(131) O Dilúvio depois do primeiro (no meio do segundo)
Milênio (2500 B.C.).
8Depois disso, na terceira semana, durante sua conclusão, o
homem (132) da planta dos justos
julgamentos será selecionada; e depois dele a Planta (133)
da retidão virá para sempre.
(132) O Rei Davi no fim do terceiro Milênio (1000 B.C.),
(133) O Messias no fim do quarto Milênio (4 B.C. to 30 A.D.).
9Subsequentemente, na quarta semana, durante sua
conclusão, a visão dos santos e dos justos será
vista, a ordem de geração após geração tomará lugar, uma
habitação será feita para eles. Então na
quinta semana, durante sua conclusão, a casa da glória e da
dominação (134) será erigida para
sempre.
(134) O estabelecimento (30 A.D.) e construção da Igreja
através do quinto (e do sexto) Milênio.
10Depois disso, na sexta semana, todos aqueles que
existirem nele serão escurecidos, os corações de
todos eles estarão esquecidos da sabedoria, e nele um
Homem (135) se levantará e virá.
(135) O Messias no fim do sexto Milênio.
11E durante sua conclusão Ele queimará a casa do domínio
com fogo, e toda a raça da raiz eleita
será dispersa. (136)
(136) A destruição de Jerusalém e o desembolso daqueles
que habitam naquela terra no fim do sexto (e no começo do
sétimo) Milênio.
12Depois disso, na sétima semana, uma geração perversa se
levantará; abundantes serão seus feitos,
e todos os seus feitos perversos. Durante sua conclusão, os
justos serão selecionados dentre a eterna
semente da justiça eterna; e a eles será dado a doutrina de
sua criação.
13Depois haverá outra semana, a oitava, (137) da retidão,
para a qual será dada uma espada para
executar julgamento e justiça sobre todos os opressores.
(137) O começo do oitavo Milênio.
14Os pecadores serão entregues nas mãos dos justos, os
quais durante sua conclusão adquirirão
habitações para sua retidão; e a casa do grande Rei será
estabelecida para celebrações para sempre.
Depois disso, na nona semana, o julgamento da retidão será
revelado para todo o mundo.
15Toda obra de maldade desaparecerá de toda terra; o
mundo será marcado para a destruição; e
todos os homens estarão atentos ao caminho da integridade.
16E depois disso, no sétimo dia da décima semana, haverá
um eterno julgamento, que será
executado sobre os Sentinelas; e um eterno céu espaçoso
brotará no meio dos anjos.
17O antigo céu se apartará e passará; um novo céu
aparecerá; e os poderes celestiais brilharão com
esplendor para sempre. Depois, igualmente haverá muitas
semanas, que existirão em extrema
bondade e retidão.
18O pecado nem será nomeado lá para sempre e sempre.
19Quem haverá lá, de todos os filhos dos homens, capaz de
ouvir a voz do Santo sem emoção?
20Quem haverá, capaz de pensar seus próprios
pensamentos? Quem será capaz de contemplar toda a
obra do céu? Quem, de compreender os feitos do céu?
21Ele poderá ver sua animação, mas não seu espírito. Ele
pode ser capaz de conversar la respeito
dele, mas não de souber a ele. Ele poderá ver todas as
fronteiras destas coisas, e meditar sobare
elas; mas ele não pode fazer nada iguais a elas.
22Qual, de todos os homens, é capaz de entender a largura e
o comprimento da terra?
23Por quem tem sido visto as dimensões de todas estas
coisas? Todo homem que é capaz de
compreender a extensão do céu; qual é a sua elevação, e
pelo que ele é apoiado?
24Quais são os números das estrelas; e onde todas as
luminárias ficam no descanso?

Capítulo 93
1E agora me deixe exortar-te, meu filho, a amar a retidão e a
andar nela; pois os caminhos da retidão
são dignos de aceitação; mas os caminhos da iniqüidade
repentinamente falharão, e serão
diminuídos.
2Aos homens de note em sua geração os caminhos da
opressão e morte são revelados; mas eles se
mantêm longe dele.
3Agora, também, deixe-me exortar aqueles que são justos,
para que não andem nos caminhos do
mal e da opressão, nem nos caminhos da morte. Não se
aproximem deles, para que não pereças,
mas; mas deseja,
4E escolhei para vós mesmos a retidão, e boa vida.
5Andai nos caminhos da paz, para que sejais encontrados
dignos. Retenhais minhas palavras em
vossos pensamentos secretos, e não obliterate-os de vossos
corações; pois eu sei que os pecadores
aconselham os homens a cometer crime astuciosamente.
Eles não se encontram em todo lugar, nem
todo conselho possui um pouco deles.
6Ai daqueles que constroem iniqüidade e opressão, e lançam
o fundamento da fraude; pois
repentinamente eles são subvertidos, e nunca obtêm paz.
7Ai daqueles que constroem suas casas de crime; pois de
suas próprias fundações suas casas serão
demolidas, e pela espada eles mesmos cairão. Aqueles,
também, que adquirem ouro e prata,
justamente e repentinamente perecerão. Ai de ti, que és rico,
pois em tua riqueza confiaste; mas
sereis removidos de tuas riquezas, porque não te lembraste
do Altíssimo nos dias de tua
prosperidade.
8Tu tens cometido blasfêmia e iniqüidade, e estás destinado
ao dia da efusão de sangue, ao dia da
escuridão, e ao dia do grande julgamento.
9Isto eu declaro a aponto a ti, que aquele que te criou te
destruirá.
10Quando tu caíres, ele não te mostrará misericórdia; mas
teu Criador se regozijará em tua
destruição.
11Deixem aqueles, então, que serão retos entre vós naqueles
dias, detestem os pecadores, e os
mundanos.

Capítulo 94
1Oh que meus olhos estejam nublados de água, que eu, para
que eu possa chorar sobre ti, e derramar
minhas lágrimas como um rio, e descansar da tristeza do meu
coração!
2Quem te permitiu irar e transgredir? Julgamento te
surpreenderá, ó pecadores.
3Os justos não temerão os iníquos; porque Deus os trará
novamente com seu poder, para que possa
vingar-se deles de acordo com seu prazer.
4Ai de vós que estarão tão presos por execrações, para que
não possais ser soltos delas; o remédio
estando longe de ser removido de ti por causa dos teus
pecados. Ai de vós que recompensam vossos
vizinhos com o mal; pois sereis recompensados de acordo
com vossas obras.
5Ai de vós, falsas testemunhas, vós que provocais e agravais
a iniqüidade; pois perecereis
repentinamente.
6Ai de vós, pecadores, pois rejeitais os justos; pois recebeis
ou rejeitareis por prazer aqueles que
cometem iniqüidade; e seu jugo prevalecerá sobre vós.

Capítulo 95
1Aguardai em esperança, vós justos; pois os pecadores
perecerão diante de vós, e exercereis
domínio sobre eles, de acordo com vosso prazer.
2No dia dos sofrimentos dos pecadores vossa descendência
será alçada, e elevada como águias.
Vossos ninhos serão mais exaltados do que os da águia; tu
subirás, e entrarás nas cavidades da terra,
e fendas das rochas para sempre, como os coelhos, da vista
dos mundanos;
3Os quais gemerão sobre vós, e chorarão como as sirenes.
4Tu não temerás aqueles que te aborrecem; pois a
restauração será tua; a esplêndida luz brilhará ao
redor de ti, e a voz da tranqüilidade será ouvida do céu. Ai de
vós, pecadores; pois vossa riqueza
vos faz assemelhar aos santos, mas vossos corações vos
reprovam, sabendo que sois pecadores.
Vossas palavras testificarão contra vós, como lembrança do
crime.
5Ai de vós que se alimentam sobre a glória do milho, e
bebem da força da mais profunda fonte, e no
orgulho do seu poder pisam nos humildes.
6Ai de vós que tomam água por deleite; pois repentinamente
sereis recompensados, consumidos, e
murchareis, porque esquecestes da fundação da vida.
7Ai de vós que agem iniquamente, fraudulosamente, e em
blasfêmia; lá haverá uma lembrança
contra vós por mal.
8Ai de vós, poderosos, que com poder ferem a justiça, pois o
dia de vossa destruição virá; enquanto
aquele mesmo tempo muitos e bons dias será a porção dos
justos, mesmo mo tempo do vosso
julgamento.

Capítulo 96
1Os justos estão confiantes que os pecadores serão
desgraçados, e perecem no dia da iniqüidade.
2/vós estareis cônscios dele; pois o Altíssimo vos lembrará de
vossa destruição, e os anjos
regozijarão sobre ela. O que farão os pecadores? E para
onde fugireis no dia do julgamento, quando
ouvireis as palavras da oração dos justos?
3Vós não sereis iguais àqueles que a esse respeito
testemunham contra vós; vós sois associados a
pecadores.
4Naqueles dias as orações dos justos virá diante do Senhor.
Quando o dia do vosso julgamento
chegará; e toda circunstância de vossa iniqüidade será
relatada diante do Grande e do Santo.
5Vossas faces se cobrirão de vergonha; enquanto todo feito,
fortalecido pelo crime, será rejeitado.
6Ai de vós, pecadores, que no meio do mar, e na terra seca,
são aqueles contra quem um mau
testemunho existe. Ai de vós que desperdiçam prata e ouro,
não obtidos em retidão, e dizem: Somos
ricos, possuímos abundância, e temos adquirido tudo o que
desejamos.
7Então faremos tudo o que estivermos dispostos a fazer, pois
amontoaremos prata; nossos celeiros
estarão repletos, e os chefes de nossas famílias serão como
água transbordante.
8Como água a falsidade passará; pois tua riqueza não será
permanente, mas repentinamente
ascenderá de ti, porque toda ela tua a obtiveste iniquamente,
e serás entregue à extrema maldição.
9E agora eu te juro, astutos e insensatos; para que tu,
freqüentemente contemplando a terra, vós que
sois homens vos vestis mais elegantemente que as mulheres
casadas, e ambos, juntos, muito mais
do que as solteiras, (138) em todos os lugares adornando-vos
em majestade, em magnificência, em
autoridade, e em prata: mas ouro, púrpura, honra, e saúde,
riqueza, como a água, fluirá.
(138) Mais elegantemente que as mulheres casadas… as
solteiras. Ou, "mais do que uma mulher e mais colorido (as
vestimentas) que uma moça…" (Knibb, p. 230).
10Erudição, portanto, e sabedoria, não serão vossas. Assim
eles perecerão, junto com suas riquezas,
com toda a sua glória, e com suas honras;
11Enquanto com desgraça, com matança, e em extrema
penúria, seus espíritos serão confiados à
fornalha de fogo.
12Eu jurei a vós, pecadores, que nem montanha, nem colina
foram ou serão serviçais (139) da mulher.
(139) Serviçal. Literalmente, "um servo". Talvez os
abastecendo com tesouros para ornamentos (Laurence, p.
159).
13Nem dessa maneira o crime foi enviado a vós sobre a
terra, mas os homens de sua própria cabeça
o inventaram; e aqueles que a ele deram eficiência, serão
grandemente execrados.
14Gravidez não será previamente infligida à mulher; mas por
causa das obras de suas mãos, elas
morrerão sem filhos.
15Eu jurei a vós, pecadores, pelo Santo e pelo Grande, que
todas as vossas más obras serão
divulgados nos céus; e que nenhum de vossos atos
opressivos serão escondidos e secretos.
16Não penseis em vossas mentes, nem digais em vossos
corações, que todo crime não é manifestado
e visto. No céu ele é diariamente escrito diante do Altíssimo.
De agora em diante ele será
manifestado; pois todo ato de opressão que vós cometerdes
será será diariamente registrado, até o
momento da vossa condenação.
17Ai de vós, ingênuos, pois perecereis na vossa simplicidade.
Ao sábio não ouvireis, e aquilo que é
bom, não obtereis.
18Agora, portanto, saibais que estais destinados ao dia da
destruição; nem a esperança daqueles
pecadores, viverá; mas com o passar do tempo morrereis;
pois não sereis marcados para a redenção;
19Mas são destinados para o dia do grande julgamento, para
o dia de aflição, e a extrema ignomínia
de vossas almas.
20Ai de vós, obstinados de coração, que cometeis crimes, e
vos alimentais de sangue. De onde é que
vos alimenteis de coisas boas, bebeis e estais satisfeitos?
Não é porque nosso Senhor, o Altíssimo,
tem suprido abundantemente toda boa coisa sobre a terra? A
vós lá não haverá paz.
21Ai de vós que amam os atos de iniqüidade. Por que
esperais por aquilo que é bom? Sabei que
sereis entregues nas mãos dos justos; os quais cortarão
vossos pescoços, vos matarão, e não vos
mostrarão compaixão.
22Ai de vós que vos regozijais no sofrimento dos íntegros;
pois uma sepultura não será cavada para
vós.
23Ai de vós que frustrais a palavra dos justos; pois para vós
não haverá esperança de vida.
24Ai de vós que escreveis palavra de falsidade, e palavra de
iniqüidade; pois vossas falsidades eles
lembrarão, para que eles possam ouvir e não esquecer.
25A eles não haverá paz; mas eles por certo morrerão
repentinamente.

Capítulo 97
1Ai daqueles que agem impiamente, que louvam e honram a
palavra de falsidade. Vós tendes
sucumbido na perdição; e nunca tendes levado uma vida
virtuosa.
2Ai de vós que mudado as palavras de integridade. Eles
transgridem contra o eterno decreto; (140)
(140) Eles transgridem… o eterno decreto. Ou, "eles
distorcem a lei eterna" (Knibb, p. 232).
3E fazem com que as cabeças daqueles que não são
pecadores sejam pisadas sobre a terra.
4Naqueles dias vós, justos, terão sido julgados dignos de ter
vossas orações elevadas em lembrança;
e as depositarão em testemunho diante dos anjos, para que
eles possam registrar os pecados dos
pecadores na presença do Altíssimo.
5Naqueles dias as nações estarão subvertidas; mas as
famílias das nações se levantarão novamente
no dia da perdição.
6Naqueles dias aquelas que estiverem grávidas sairão,
levarão seus filhos, e os abandonarão. Seus
filhos fugirão delas, e enquanto amamentam-nos eles as
esquecerão; eles nunca retornarão a elas, e
elas nunca instruirão seus bem amados.
7Novamente eu juro a vós, pecadores, que crimes têm sido
preparados para o dia de sangue, que
nunca cessam.
8Eles adorarão às pedras, e ao ouro gravado, à prata, e às
imagens de madeira. Eles adorarão
espíritos impuros, demônios, e todo ídolo, nos templos; mas
nenhuma ajuda será obtida por eles.
Seus corações se tornarão ímpios por causa de sua loucura,
e seus olhos estarão cegos com
superstição mental. (141) Em seus sonhos visionários eles
serão ímpios e supersticiosos, mentindo em
todas as suas ações, e adorando uma pedra. Eles perecerão
completamente.
(141) Superstição mental. Literalmente, "com o temor de seus
corações" (Laurence, p. 162).
9Mas naqueles dias eles serão abençoados, a quem a
palavra de sabedoria é entregue; o qual aponta
e procura o caminho do Altíssimo; o qual anda no caminho da
retidão, e não age impiamente com
os ímpios.
10Eles serão salvos.
11Ai de vós que expandem o crime de vossos vizinhos; pois
no inferno sereis mortos.
12Ai de vós que lançam a fundação do pecado e enganam, e
sois amargos na terra; pois nela sereis
consumidos.
13Ai de vós que constroem casas pelo labor dos outros, cada
parte da qual é construída com tijolos e
com a pedra do crime; Eu digo-vos que não obtereis paz.
14Ai de vós que desprezais a prorrogação da eterna herança
de vossos pais, enquanto vossas alvas
seguem atrás dos ídolos; pois para vós não haverá
tranqüilidade.
15Ai daqueles que cometem iniqüidade, e dá ajuda à
blasfêmia; que matam seus vizinhos até o dia
do grande julgamento; pois vossa glória cairá; malevolência
Ele colocará em vossos corações, e o
espírito de ira vos incitará; para que cada um de vós pereça
pela espada
16Então os justos e os santos relembrarão vossos crimes.

Capítulo 98
1Naqueles dias os pais serão derrubados com seus filhos na
presença uns dos outros; e os irmãos
com seus irmãos cairão mortos: até que um rio fluirá de seu
sangue.
2 Pois um homem não conterá sua mão de seu filho, nem dos
filhos dos seus filhos; sua misericórdia
estará em matá-los.
3O pecador não conterá sua mão de seu irmão honrado.
Desde o nascer do dia até o por do sol a
matança continuará. O cavalo caminhará com dificuldade até
à altura do seu peito, e a carruagem
afundará até seu eixo no sangue dos pecadores.
Capítulo 99
1Naqueles dias os anjos descerão aos lugares de
esconderijo, e reunirão em um lugar todos os que
tem ajudado no crime.
2Naquele dia o Altíssimo se levantará para executar o grande
julgamento sobre todos os pecadores,
e para confiar a guarda de todos os justos e santos aos
santos anjos, para que eles protejam-nos
como à menina do olho, até que todo mal e todo crime seja
aniquilado.
3Se os justos dormirem em segurança, ou não, homens
sábios então verdadeiramente perceberão.
4E os filhos da terra entenderão toda palavra daquele livro,
sabendo que suas riquezas não posem
salvá-los da ruína de seus crimes.
5Ai de vós, pecadores, quando sereis afligidos por causa dos
justos naquele dia da grande
tribulação; sereis queimados no fogo; e recompensados de
acordo com vossas obras.
6Ai de vós, perversos de coração, que estais cuidando para
obter um acurado conhecimento do mal,
e para descobrir terrores. Ninguém vos ajudará.
7Ai de vós, pecadores; pois com as palavras de vossas
bocas, e com a obra de vossas mãos, tendes
agido impiamente; na chama de um fogo ardente sereis
queimados.
8E agora sabei, que os anjos no céu inquirirão pela vossa
conduta; do céu, da lua, e das estrelas, e
eles inquirirão a respeito dos vossos pecados; pois sobre a
terra vós exercitareis jurisdição sobre os
justos.
9Cada nuvem prestará testemunho contra vós, a neve, o
orvalho, e a chuva; pois todos eles vos serão
negados, para que não desçam sobre vós, nem se tornem
subservientes aos vossos crimes.
10Agora então trazei presentes de saudação à chuva; para
que, não sendo retida, ela possa descer
sobre vós; e ao orvalho, se ele tiver recebido de vós ouro e
prata. Mas quando a geada, a neve, o
frio, todo vento nevado, e cada sofrimento que pertence a
eles, cair sobre vós, naqueles dias sereis
totalmente incapazes de permanecer diante deles.
Capítulo 100
1Considerai atentamente o céu, todos vós progênie do céu, e
todas as obras do Altíssimo; temei-o, e
não vos conduzais pecaminosamente diante dele.
2Se Ele fechar as janelas do céu, retendo a chuva e o
orvalho, para que não desçam sobre a terra por
causa de vós, o que fareis?
3E se Ele enviar ira sobre vós, e sobre todas as vossas
obras, não sereis vós que podeis suplicar-lhe;
vós que pronunciastes contra sua retidão, linguagem
orgulhosa e potente. Para vós não haverá paz.
4Vós não vedes os comandantes dos navios, como seus
barcos são arremessados contra as ondas,
tornados em pedaços pelos ventos, e expostos aos maiores
perigos?
5Que eles, portanto tremam, porque toda sua propriedade
está embarcada com eles no oceano; e que
eles reprimam o mal em seus corações, porque ele pode
engoli-los, e eles podem perecer nele?
6Não é todo o mar, todas as suas águas e todo a sua
comoção, obra dele, o Altíssimo; dele que selou
todas as suas extensões, e cingiu-o em todo lado com areia?
7À sua reprovação, não é ele secado, e alarmado; enquanto
todos os seus peixes com tudo o que está
contido nele morre? E vós, pecadores, que estão sobre a
terra, não O temerão? Não é Ele o criador
do céu e da terra, e de todas as coisas que neles estão?
8E quem deu erudição e sabedoria a tudo o que se move e
progride sobre a terra, e e sob o mar?
9Não ficam os comandantes do navio aterrorizados no
oceano? E não ficarão aterrorizados os
pecadores diante do Altíssimo?

Capítulo 101 (não tem)

Capítulo 102
1Naqueles dias, quando Ele lançar a calamidade do fogo
sobre vós, para onde fugireis, e onde
estareis a salvo?
2E quando Ele enviar sua palavra contra vós, não sereis
poupados, e aterrorizados?
3Todas as luminárias estão agitadas com grande temor; e
toda a terra é poupada, enquanto elas
tremem, e sofrem ansiedade.
4Todos os anjos cumprem os mandamentos que receberam
dele, e estão desejosos de se esconder da
presença da Sua grande glória; enquanto as crianças da terra
estão alarmadas e angustiadas.
5Mas vós, pecadores, sereis amaldiçoados para sempre;
para vós não haverá paz.
6Não temai, alma dos justos; mas esperai com paciência pelo
dia vossa morte em retidão. Não vos
aflijais porque vossas almas descem em grande sofrimento,
com gemido, lamentação, tristeza, para
o receptáculo dos mortos. No tempo da vossa vida vossos
corpos não receberam a recompensa na
proporção da vossa bondade, mas no período da vossa
existência os pecadores existiram; no período
da execração e da punição.
7E quando tu morreres, os pecadores dirão com respeito a ti:
Como nós morremos, os justos
morrem. Que proveito têm em suas obras? Eis que, igual a
nós, eles expiram em tristeza e em
escuridão. Que vantagem eles têm sobre nós? De hoje em
diante nós somos iguais. O que haverá
dentro do seu alcance, e diante de seus olhos para sempre?
Pois eis que eles estão mortos; e nunca
verão a luz novamente. Eu vos digo, pecadores: Vós tendes
estado satisfeitos com carne e bebida,
com pilhagem humana e rapina, com pecado, com aquisição
de riqueza e com a visão de bons dias.
Não tendes observado os justos, como o seu fim é em paz?
Pois nenhuma opressão é encontrada
neles, mesmo no dia da sua morte. Eles perecem, como se
não existissem, enquanto suas almas
descem em tristeza ao receptáculo dos mortos.

Capítulo 103
1Mas agora Eu juro vós, justos, pela grandeza de seu
esplendor e de sua glória; por seu ilustre reino
e por sua majestade, a vós Eu juro, que eu compreendo este
mistério; que Eu leio a tábua do céu,
tenho visto o registro dos santos, e tenho descoberto o que
está escrito e impresso concernente a
vós.
2Eu tenho visto que toda bondade, alegria e glória têm sido
preparada para vós, e tem sido escrito
pelos espíritos daqueles que morrem eminentemente justos e
bons. A vós será dado em retorno
pelas vossas aflições; e vossa porção de alegria excederá em
muito a porção dos vivos.
3Os espíritos dos que morreram em retidão existirão e se
regozijarão. Vossos espíritos exultarão; e
vossa lembrança estará diante da face do Poderoso de
geração em geração. Eles então não temerão a
desgraça.
4Ai de vós, pecadores, quando morrerdes em vossos
pecados; e aqueles, que são iguais a vós, dirão
com respeito a vós: Abençoados são estes pecadores. Eles
viveram todo o seu período; e agora
morrem em alegria e em abundância. Angústia e matança
eles não conheceram enquanto viviam;
em honra eles morrem; nunca em sua vida o julgamento os
surpreendeu.
5Mas, não tem sido mostrado a eles que, quando suas almas
descerem ao receptáculo dos mortos,
suas más obras se tornarão seu grande tormento? Em
escuridão, em armadilha, e em chama, que
queimará até o grande julgamento, seus espíritos entrarão; e
o grande julgamento tomará efeito para
sempre e sempre.
6Ai de vós; pois para vós não haverá paz. Nem podereis dizer
aos justos e aos bons que vivem: Nos
dias da nossa aflição nós fomos afligidos; todo tipo de tristeza
nós vimos, e muitas coisas más nós
temos sofrido.
7Nossos espíritos têm sido consumidos e diminuídos.
8Nós temos perecido; nem tem havido uma possibilidade de
ajuda para nós em palavra ou em obra;
nós: não temos encontrado, mas temos sido atormentados e
destruídos.
9Nós não temos esperado viver dia após dia.
10Nós esperamos certamente, ter sido a cabeça;
11Mas temos nos tornado a cauda. Nós temos sido afligidos,
quando temos nos esforçados; mas
temos sido devorados pelos pecadores e mundanos; seu jugo
tem sido pesado sobre nós.
12Eles tem exercido domínio sobre nós, a quem eles
detestam, e nos aferroam; e aqueles que nos
odeiam tem humilhado nosso pescoço; e eles não têm
mostrado compaixão para conosco.
13Nós temos desejado escapar deles, para que possamos
fugir e descansar; mas não temos
encontrado lugar para onde possamos fugir, e estar seguros
deles. Nós temos procurado um abrigo
com os príncipes em nossa angústia, e temos clamado
àqueles que estão nos devorando; mas nosso
clamor não tem sido considerado, nem estão eles dispostos a
ouvir nossa voz;
14Mas antes, eles ajudam aqueles que saqueiam e nos
devoram; aqueles que nos diminuem, e
escondem sua opressão; os quais removem seu jugo de
sobre nós, mas devoram, nos enfraquecem e
nos matam; os quais escondem a matança, e não lembram
que tem levantado suas mãos contra nós.

Capítulo 104
1Eu juro a vós, justos, que no céu os anjos registram vossa
bondade diante da glória do Poderoso.
2Esperai com paciente esperança; pois antigamente fostes
desgraçados com o mal e com aflição;
mas agora brilhareis como as luminárias do céu. Vós sereis
vistos, e os portões do céu estarão
abertos para vós. Vossos clamores têm clamado por
julgamento; e ele tem aparecido a vós; pois um
registro de vossos sofrimentos será requerido dos príncipes,
e de todos os que tem ajudado vossos
saqueadores.
3Esperai com paciente esperança; não renuncieis de vossa
confiança; pois grande alegria será a
vossa; como aquela dos anjos no céu. Conduze-vos como
podeis, still não estareis escondidos no
dia do grande julgamento. Não sereis como os pecadores; e a
eterna condenação estará longe de
vós, enquanto o mundo existir.
4Então não temais, justos, quando virdes os pecadores
florescendo e prósperos em seus caminhos.
5Não vos associeis a eles; mas mantende-vos distante de
sua opressão; estejais associados às hostes
do céu. Vós, pecadores, dizeis: Todas as nossas
transgressões não serão tomadas em conta, e
recordadas. Mas todas as vossas transgressões serão
recordadas diariamente.
6E está assegurado por mim, que luz e escuridão, dia e noite,
verão todas as vossas transgressões.
Não sejais ímpios em nossos pensamentos; não mintais; não
rendei a palavra de honestidade; não
mintais contra a palavra do Santo e Poderoso; não glorificai
vossos ídolos; pois todas as vossas
mentiras e toda vossa impiedade não é para retidão, mas
para crime.
7Agora eu aponto um mistério: Muitos pecadores se voltarão
e transgredirão contra a palavra de
honestidade.
8Eles falarão coisas más; eles pronunciarão falsidade;
executarão grandes empreendimentos; (142) e
comporão livros em suas próprias palavras. Mas quando eles
escreverem todas as minhas palavras
corretamente em suas próprias linguagens,
(142) Executarão grandes empreendimentos. Literalmente,
"criarão uma grande criação" (Laurence, p. 173).
9Eles não os mudarão ou os diminuirão; mas os escreverão
todos corretamente; tudo o que desde o
princípio eu tenho pronunciado concernente a eles. (143)
(143) A despeito do mandamento de Enoque, seu livro foi
muito certamente mudado e diminuído pelos últimos editores,
embora estes fragmentos dele tenham sobrevivido.
10Outro mistério também eu aponto. Aos justos e aos sábios
haverá livros de alegria de integridade e
de grande sabedoria. A eles livros serão dados, nos quais
eles acreditarão;
11E nos quais eles se regozijarão. E todos os justos serão
recompensados, os quais deles adquirirão
conhecimento de todo caminho elevado.

Capítulo 105
1Naqueles dias, diz o Senhor, eles chamarão aos filhos da
terra, e os farão ouvir a sua sabedoria,lhes
mostrarão que eles são seus líderes;
2E que remuneração tomará lugar sobre toda a terra; pois Eu
e meu Filho para sempre manteremos
comunhão com eles nos caminhos da retidão, enquanto eles
estiverem em vida. A paz será deles.
Regozijai, filhos da integridade, em verdade.

Capítulo 106
1Depois de um tempo, meu filho Matusalém tomou uma
esposa para seu filho Lameque.
2Ela ficou grávida dele, e deu um filho, a carne do qual era
tão branca quanto a neve, e vermelho
como uma rosa; o cabelo de sua cabeça era branco como o
algodão,e longo; e cujos olhos eram
belos. Quando ele os abriu, ele iluminou toda a casa, como o
sol; toda a casa abundou de luz.
3E quando ele foi tirado da mão da parteira, Lameque seu pai
ficou com medo dele; e correndo veio
ao seu próprio pai Matusalém e disse: Eu gerei um filho,
diferente dos outros filhos. Ele não é
humano; mas, assemelhando-se à geração dos anjos do céu,
é de uma natureza diferente dos nossos,
sendo completamente diferente de nós.
4Seus olhos são brilhantes como os raios do sol; seu
semblante é glorioso, e ele parece como se não
pertencesse a mim, mas aos anjos.
5Eu estou temeroso de que algo miraculoso deva acontecer
na terra nestes dias.
6E agora meu pai, deixa-me pedir e requerer de ti ir ao nosso
progenitor Enoque, e aprender dele a
verdade; pois sua residência é com os anjos.
7Quando Matusalém ouviu as palavras de seu filho, e veio a
mim nas extremidades da terra; pois ele
estava informado de que eu estava lá: e ele chorou.
8Eu ouvi sua voz, e fui a ele dizendo: Vede, eu estou aqui,
meu filho; já que tu vieste a mim.
9Ele respondeu e disse: Por causa de um grande evento eu
venho a ti; e por causa de uma visão
difícil de ser compreendida eu me aproximei de ti.
10E agora, meu pai, ouví-me; pois ao meu filho Lameque um
filho nasceu, o qual não se parece com
ele; e cuja natureza não é igual à natureza do homem. Sua
cor é mais branca que a neve; ele é mais
vermelho que a rosa; o cabelo de sua cabeça é mais branco
que a lã; seus olhos são iguais aos raios
do sól; e quando ele abriu-os ele iluminou toda a casa.
11Quando ele foi tomado ma mão da parteira,
12Seu pai Lameque temeu, e fugiu para mim, não
acreditando que a criança pertencesse a ele, mas
que ele assemelha-se aos anjos do céu. E eis que eu vim a ti
para que possas me apontar a verdade.
13Então eu, Enoque, respondi e disse: O Senhor efetuará
uma nova coisa sobre a terra. Isto eu tenho
explicado, e visto numa visão. Eu tenho mostrado a ti que nas
gerações de Jared meu pai, aqueles
que estavam no céu desconsideraram a palavra do Senhor.
Eis que eles cometeram crimes;
deixaram de lado sua classe, e misturaram-se com mulheres.
Com elas também eles transgrediram;
casaram-se com elas e geraram filhos. (144)
(144) Depois deste versículo, um papiro grego acrescenta:
"os quais não são iguais aos seres espirituais, mas criaturas
de carne" (Milik, p. 210).
14Uma grande destruição, portanto virá sobre toda a terra;
um dilúvio, uma grande destruição,
tomará lugar em um ano.
15Esta criança que nasceu ao teu filho sobreviverá na terra, e
seus três filhos serão salvos com ele.
Enquanto toda a humanidade que está na terra morrerá, ele
estará a salvo.
16E sua posteridade procriará na terra os gigantes, não
espirituais, mas carnais. Sobre a terra uma
grande punição será infligida, e ela será lavada de toda
corrupção. Agora, portanto, informa ao teu
filho Lameque que aquele que é nascido é seu filho na
verdade; e seu nome será chamado Noé, pois
ele será um sobrevivente. Ele e seus filhos serão salvos da
corrupção que tomará lugar no mundo;
de todo o pecado e de toda a iniqüidade que consumirá a
terra em seus dias. Depois disso haverá
uma impiedade maior do que aquela que antes havia se
consumado na terra; pois eu estou
familiarizado com santos mistérios, que o próprio Senhor
descobriu e explicou a mim; e os quais eu
li nas tábuas do céu.
17Nelas eu vi escrito, que geração após geração
transgredirá, até que, até que uma raça de justo se
levantará; até que transgressão e crime desapareçam da face
da terra; até que toda bondade venha
sobre ela.
18E agora, meu filho, vai dizer ao teu filho Lameque;
19Que a criança que é nascida é na verdade seu filho; e que
não há decepção.
20Quando Matusalém ouviu as palavras de seu pai Enoque,
o que lhe havia mostrado toda coisa
secreta, ele retornou com entendimento, e chamou o nome
da criança Noé; porque ele consolou a
terra por causa de toda sua destruição.
21Outro livro, que Enoque escreveu para seu filho
Matusalém, e para aqueles que deviam vir depois
dele, e preservar sua pureza de conduta nos últimos dias. Tu,
que tens trabalhado, esperará naqueles
dias, até que os que praticam o mal sejam consumidos, e o
poder do culpado seja aniquilado.
Espera, até que passe o pecado; pois seus nomes serão
apagados dos livros santos; sua semente seja
destruída, e seus espíritos mortos. Eles clamarão e
lamentarão na vastidão invisível, e no fogo sem
fundo eles queimarão. (145) Ali eu percebi, como se fosse
uma nuvem através da qual não se podia
ver; pois das profundezas dela eu fui incapaz de olhar para
cima. Eu vi também uma chama de fogo
ardente brilhante, e como se fossem montanhas brilhantes
passando ao redor, e agitadas de lado a
lado.
(145) No fogo sem fundo eles queimarão. Literalmente "no
fogo eles queimarão, onde ali não é terra" (Laurence, p.
178).
22Então eu inquiri de um santo anjo que estava comigo e
disse: o que é esse esplêndido objeto? Pois
não é céu, mas só uma chama de fogo que queima; e nela há
o clamor de exclamação, de ai, e de
grande sofrimento.
23Ele disse: Ali, àquele lugar que tu viste, serão confiados os
espíritos dos pecadores e
blasfemadores; daqueles que praticam o mal, e perverterão
tudo o que Deus disse pela boca dos
profetas; tudo o que eles deviam fazer. Pois com respeito a
estas coisas ali haverá registros e serão
impressos no céu, pára que os anjos possam lê-las e saber o
que acontecerá aos pecadores e aos
espíritos dos humildes; àqueles que sofreram em seus
corpos, mas têm sido recompensados por
Deus; os quais têm sido injuriosamente tratados pelos
homens iníquos; os quais têm amado a Deus,
que não tem acumulado nem ouro nem prata, nem qualquer
coisa no mundo, mas deram seus corpos
ao tormento;
24A estes que no período de seu nascimento não tem estado
cobiçosos de riquezas terrenas; mas tem
se resguardado como um alento que passa.
25Tal tem sido sua conduta; em muito o Senhor os tem
provado; e seus espíritos têm sido
encontrados puros, para que eles possam abençoar Seu
nome. Todas as suas bênçãos eu tenho
relatado num livro; e Ele os tem recompensado; pois eles têm
sido encontrados a amar o céu com
uma eterna aspiração. Deus tem dito: Enquanto eles têm sido
pisados por homens iníquos, eles têm
ouvido deles insultos e blasfêmias; e tem sido
ignominiosamente tratados, enquanto eles me
abençoam. E agora eu chamarei os espíritos do bem da
geração da luz, e mudarei aqueles que
nasceram em escuridão; os quais não tem tido seus corpos
recompensados em glória, como sua fé
possa ter merecido.
26Eu os trarei para a esplêndida luz daqueles que amam meu
santo nome: e Eu colocarei cada um
deles em um trono de glória, da glória peculiarmente sua, e
eles descansarão durante períodos
inumeráveis. Retos são os julgamentos de Deus;
27Pois ao fiel ele dará fé nas habitações dos justos. Eles
verão aqueles que tem nascido na escuridão,
para a escuridão serão lançados; enquanto que os justos
descansarão. Os pecadores clamarão,
vendo-os, enquanto eles existem em esplendor e
prosseguem em direção dos dias e períodos a eles
prescritos.
Fim

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