O LIVRO DE ENOQUE(cap 1 ao 69)
O livro de Enoch é um texto apócrifo que é mencionado por
algumas cartas do Novo Testamento
(Judas, Hebreus e 2ª de Pedro). Até a elaboração da Vulgata,
por volta do ano 400, os primeiros
seguidores de Cristo o mencionavam abertamente em seus
textos e o aceitavam como real. Após a
Vulgata ele caiu no esquecimento. Entretanto, o livro é muito
interessante e parece real. O livro de
Enoch foi preservado somente em uma cópia, na totalidade,
em etíope e, por esta razão, também é
chamado de Enoch etíope.
Capítulo 1
1As palavras das bênçãos de Enoque, com as quais ele
abençoou os eleitos e os justos, os quais
devem existir nos tempos da tribulação, rejeitando toda
iniqüidade e mundanismo. Enoque, um
homem justo, o qual estava com Deus, respondeu e falai com
Deus enquanto seus olhos estavam
abertos, e enquanto via uma santa visão dos céus. Isto os
anjos me mostraram.
2Deles eu ouvi todas as coisas e entendi o que vi; coisas que
não terão lugar nesta geração, mas
numa geração que deve acontecer num tempo distante, por
causa dos eleitos.
3A respeito deles eu falei e conversei com Ele, o qual virá de
Sua habitação, o Santo e Poderoso, o
Deus do mundo:
4O qual pisará sobre o Monte Sinai; aparecerá com Suas
hostes e se manifestará com a força do Seu
poder dos céus.
5Todos estarão temerosos e as Sentinelas estarão
aterrorizados.
6Grande temor e tremor se apoderarão deles, mesmo aos
confins da terra. As alturas das montanhas
serão abaladas, e os altos montes serão abatidos, derretidos
como o favo de mel na chama de fogo.
A terra será imersa e todas as coisas que nela estão
perecerão; enquanto julgamento virá sobre
todos, mesmo sobre todos os justos:
7Mas a eles será dada paz: Ele preservará os eleitos e para
com eles exercitará clemência.
8Então todos pertencerão a Deus, serão felizes e
abençoados, e o esplendor da Divindade os
iluminará.
Capítulo 2
1Eis que Ele vem com dezenas de milhares dos Seus santos
para executar julgamento sobre os
pecadores e destruir o iníquo, e reprovar toda coisa carnal e
toda coisa pecaminosa e mundana que
foi feita, e cometida contra Ele. (2)
(2) Citado por Judas, vss. 14, 15.
Capítulo 3
1Todos os que estão nos céus sabem o que transcorre lá.
2Eles sabem que as luminárias celestes não mudam seus
caminhos; que cada uma nasce e se põe
regularmente, cada uma a seu próprio tempo, sem transgredir
os mandamentos que receberam. A
VISÃO da terra, e entendem o que deve acontecer, desde o
princípio até o seu fim.
3Eles vêem que toda obra de Deus é invariável no período de
seu aparecimento. Eles vêem o verão e
o inverno: percebendo que toda terra está repleta de água; e
que a nuvem, o orvalho, e a chuva
refrescam-na.
Capítulo 4
1Eles consideram e vêem cada árvore, como aparecem para
depois murchar, e toda folha, para
depois cair, exceto de quatorze árvores, as quais não são
efêmeras, e esperam pelo aparecimento
das folhas novas por dois ou três invernos.
Capítulo 5
1Novamente eles consideram os dias de verão, que o sol
está sobre a terra desde o princípio;
enquanto tu procuras por uma cobertura e por um lugar
sombreado por causa do sol ardente;
enquanto a terra é queimada com calor fervente, e tu te
tornas incapaz de andar sobre a terra ou
sobre as rochas em conseqüência do calor.
Capítulo 6
1Eles consideram como as árvores, quando elas dão suas
folhas verdes, cobrem-se e produzem
frutos; entendendo tudo, e sabendo que Ele, o qual vive para
sempre, faz todas estas coisas por
causa de vós:
2Que as obras desde o princípio de todo ano existente, que
todas as suas obras são obedientes a Ele
e invariáveis; assim como Deus determinou, assim todas as
coisas acontecem.
3Eles vêem também como os mares e os rios juntos
completam suas respectivas operações:
4Mas tu resistes impacientemente, não cumpres os
mandamentos do Senhor, mas transgrides e
calunias a Sua grandiosidade; e malditas são as palavras em
tua boca poluída contra Sua majestade.
5Tu, murcho de coração, a paz não estará contigo!
6Portanto teus dias te amaldiçoarão, e os anos de tua vida
perecerão; execração perpétua se
multiplicará, e não obterás misericórdia.
7Nestes dias tu resignas tua paz com a eterna maldição de
todos os justos, e os pecadores
perpetuamente te execrarão;
8Eles te execrarão com tudo o que não é divino.
9Os eleitos possuirão luz, alegria e paz; e herdarão a terra.
10Mas tu, que não és santo, serás amaldiçoado.
11Então a sabedoria será dada aos eleitos, todos os que
viverão, e não transgredirão por impiedade
ou orgulho, mas humilhar-se-ão, processando prudência, e
não repetirão transgressão.
12Eles não condenarão todo o período das suas vidas, não
morrerão em tormento e indignação; mas
a soma dos seus dias se completará, e envelhecerão em paz;
enquanto os anos de sua felicidade se
multiplicarão em alegria, e com paz, para sempre, em toda a
duração de sua existência.
Capítulo 7
1E aconteceu depois que os filhos dos homens se
multiplicaram naqueles dias, nasceram-lhe filhas,
elegantes e belas.
2E quando os anjos, (3) os filhos dos céus, viram-nas,
enamoraram-se delas, dizendo uns para os
outros: Vinde, selecionemos para nós mesmos esposas da
progênie dos homens, e geremos filhos.
(3) No texto aramaico lê-se "Sentinelas" (J.T. Milik, Aramaic
Fragments of Qumran Cave 4 [Oxford: Clarendon Press,
1976], p. 167).
3Então seu líder Samyaza disse-lhes: Eu temo que talvez
possais indispor-vos na realização deste
empreendimento;
4E que só eu sofrerei por tão grave crime.
5Mas eles responderam-lhe e disseram: Nós todos juramos;
6 (e amarraram-se por mútuos juramentos), que nós não
mudaremos nossa intenção mas executamos
nosso empreendimento projetado.
7Então eles juraram todos juntos, e todos se amarraram (ou
uniram) por mútuo juramento. Todo seu
número era duzentos, os quais descendiam de Ardis, (4) o
qual é o topo do monte Armon.
(4) de Ardis. Ou, "nos dias de Jared" (R.H. Charles, ed. and
trans., The Book of Enoch [Oxford: Clarendon Press,
1893], p. 63).
8Aquele monte portanto foi chamado Armon, porque eles
tinham jurado sobre ele, (5) e amarraramse
por mútuo juramento.
(5) Mt. Armon, ou Monte Hermon deriva seu nome do hebreu
herem, uma maldição (Charles, p. 63).
9Estes são os nomes de seus chefes: Samyaza, que era o
seu líder, Urakabarameel, Akibeel, Tamiel,
Ramuel, Danel, Azkeel, Saraknyal, Asael, Armers, Batraal,
Anane, Zavebe, Samsaveel, Ertael,
Turel, Yomyael, Arazyal. Estes eram os prefeitos dos
duzentos anjos, e os restantes estavam todos
com eles. (6)
(6) O texto aramaico preserva uma lista anterior dos nomes
destes Guardiães ou Sentinelas: Semihazah; Artqoph;
Ramtel; Kokabel; Ramel; Danieal; Zeqiel; Baraqel; Asael;
Hermoni; Matarel; Ananel; Stawel; Samsiel; Sahriel;
Tummiel; Turiel; Yomiel; Yhaddiel (Milik, p. 151).
10Então eles tomaram esposas, cada um escolhendo por si
mesmo; as quais eles começaram a
abordar, e com as quais eles coabitaram, ensinando-lhes
sortilégios, encantamentos,e a divisão de
raízes e árvores.
11E as mulheres conceberam e geraram gigantes, (7).
(7) O texto grego varia consideravelmente do etíope aqui. Um
manuscrito grego acrescenta a esta secção, "E elas [as
mulheres] geraram a eles [as Sentinelas] três raças: os
grandes gigantes. Os gigantes trouxeram [alguns dizem
“mataram"] os Naphelim, e os Naphelim trouxeram [ou
"mataram"] os Elioud. E eles sobreviveram, crescendo em
poder de acordo com a sua grandeza." Veja o registro no
Livro dos Jubileus.
12Cuja estatura era de trezentos cúbitos. Estes devoravam
tudo o que o labor dos homens produzia e
tornou-se impossível alimentá-los;
13Então eles voltaram-se contra os homens, a fim de devorálos;
14E começaram a ferir pássaros, animais, répteis e peixes,
para comer sua carne, um depois do
outro, (8) e para beber seu sangue.
(8) Sua carne, um depois do outro. Ou, "de uma outra carne".
R.H. Charles nota que esta frase pode referir-se à
destruição de uma classe de gigantes por outra. (Charles, p.
65).
15Então a terra reprovou os injustos.
Capítulo 8
1Além disso, Azazyel ensinou os homens a fazerem espadas,
facas, escudos, armaduras (ou
peitorais), a fabricação de espelhos e a manufatura de
braceletes e ornamentos, o uso de pinturas, o
embelezamento das sobrancelhas, o uso de todo tipo
selecionado de pedras valiosas, e toda sorte de
corantes, para que o mundo fosse alterado.
2A impiedade foi aumentada, a fornicação multiplicada; e eles
transgrediram e corromperam todos
os seus caminhos.
3Amazarak ensinou todos os sortilégios, e divisores de
raízes:
4Armers ensinou a solução de sortilégios;
5Barkayal ensinou os observadores das estrelas, (9)
(9) Observadores das estrelas. Astrólogos (Charles, p. 67).
6Akibeel ensinou sinais;
7Tamiel ensinou astronomia;
8E Asaradel ensinou o movimento da lua,
9E os homens, sendo destruídos, clamaram, e suas vozes
romperam os céus.
Capítulo 9
1Então Miguel e Gabriel, Radael, Suryal, e Uriel, olharam
abaixo desde os céus, e viram a
quantidade de sangue que era derramada na terra, e toda a
iniqüidade que era praticada sobre ela, e
disseram um ao outro; Esta é a voz de seus clamores;
2A terra desprovida de seus filhos tem clamado, mesmo até
os portões do céu.
3E agora a ti, ó Santo dos céus, as almas dos homens
queixam-se, dizendo: Obtém justiça para
conosco com o Altíssimo (10). Então eles disseram ao seu
Senhor, o Rei: Tu és Senhor dos senhores,
Deus dos deuses, Rei dos reis. O trono de Tua glória é para
sempre e sempre, e para sempre seja
Teu nome santificado e glorificado.
(10) Obtém justiça para conosco. Literalmente, "Traz
julgamento para nós do..." (Richard Laurence, ed. and trans.,
The Book of Enoch the Prophet [London: Kegan Paul, Trench
& Co., 1883], p. 9).
4Tu fizeste todas as coisas; Tu possuis poder sobre todas as
coisas; e todas as coisas estão abertas e
manifestas diante de Ti. Tu vês todas as coisas e nada pode
esconder-se de Ti.
5Tu viste o que Azazyel tem feito, como ele tem ensinado
toda espécie de iniqüidade sobre a terra, e
tem aberto ao mundo todas as coisas secretas que são feitas
nos céus.
6Samyaza também tem ensinado sortilégios, para quem Tu
deste autoridade sobre aqueles que estão
associados Contigo. Eles tem ido juntos às filhas dos
homens, têm-se deitado com elas; têm-se
contaminado;
7E têm descoberto crimes a elas. (11)
(11) Descoberto crimes. Ou, "revelado estes sinais" (Charles,
p. 70).
8As mulheres igualmente têm gerado gigantes.
9Assim toda a terra tem se enchido de sangue e iniqüidade.
10E agora, vês que as almas daqueles que estão mortos
clamam.
11E queixam-se até ao portão do céu.
12Seus gemidos sobem; nem podem eles escapar da
injustiça que é cometida na terra. Tu conheces
todas as coisas, antes de elas existirem.
13Tu conheces estas coisas, e o que tem sido feito por eles;
já Tu não falas a nós.
14O que, por conta destas coisas, devemos fazer contra
eles?
Capítulo 10
1Então o Altíssimo, o Grande e Santo falou,
2E enviou a Arsayalalyur (12) ao filho de Lamech,
(12) Arsayalalyur. No texto em grego lê-se "Uriel”.
3Dizendo: Diz a eles em Meu nome: Esconde-te.
4Então explicou-lhe a consumação que está preste a
acontecer; pois toda a terra perecerá; as águas
do dilúvio virão sobre toda a terra, e todas os que estão nela
serão destruídos.
5E agora, ensina-o como ele pode escapar, e como sua
semente pode permanecer em toda a terra.
6Novamente o Senhor disse a Rafael: Amarra a Azazyel,
mãos e pés; lança-o na escuridão; e
abrindo o deserto que está em Dudael, lança-o nele.
7Arremessa sobre ele pedras agudas, cobrindo-o com
escuridão;
8Lá ele permanecerá para sempre; cobre sua face, para que
ele não possa ver a luz.
9E no grande dia do julgamento lança-o ao fogo.
10Restaura a terra, a qual os anjos corromperam; e anuncia
vida a ela, para que Eu possa recebê-la.
11Todos os filhos dos homens, sua descendência, não
perecerão em consequência de todo segredo,
pelo qual as Sentinelas têm destruído, e o que eles
ensinaram;
12Toda a a terra tem se corrompido pelos efeitos dos
ensinamentos de Azazyel. A ele, portanto, se
atribui todo crime.
13A Gabriel também o Senhor disse: Vai aos bastardos, (13)
aos réprobos, aos filhos da fornicação; e
destrói os filhos da fornicação, a descendência das
Sentinelas de entre os homens; traga-os e excitaos
uns contra os outros. Faça-os perecer por mútua matança;
pois o prolongamento de dias não será
deles.
(13) "bastardos" (Charles, p. 73; Michael A. Knibb, ed. and
trans., The Ethiopic Book of Enoch [Oxford: Clarendon
Press, 1978], p. 88).
14Eles rogarão a ti, mas seus pais não obterão seus desejos
com respeito a eles; pois eles esperaram
por vida eterna, e que eles possam viver, cada um deles,
quinhentos anos.
15A Miguel, igualmente o Senhor disse: Vai e anuncia seus
próprios crimes a Samyaza, e aos outros
que estão com ele, os quais têm se associado às mulheres
para que se contaminem com toda sua
impureza. E quando todos os seus filhos forem mortos,
quando eles virem a perdição dos seus bemamados,
amarra-os por setenta gerações debaixo da terra, mesmo até
o dia do julgamento, e da
consumação, até o julgamento, cujo efeito que dura para
sempre, seja completado.
16Então eles serão levados para as mais baixas profundezas
do fogo em tormentos; lá eles serão
encerrados em confinamento para sempre.
17Imediatamente depois disso ele, (14) juntamente com os
outros, queimarão e perecerão; eles serão
amarrados até a consumação de muitas gerações.
(14) Ele. I.e., Samyaza.
18Destrói todas as almas viciadas na luxúria, (15) e a
descendência das Sentinelas, pois eles tiranizam
a humanidade.
(15) "luxúria" (Knibb, p. 90; cp. Charles, p. 76).
19Que todo opressor pereça na face da terra;
20Que toda má obra seja destruída;
21A semente da justiça e da retidão apareça, e o que é
produtivo torne-se uma bênção.
22Justiça e retidão serão plantados para sempre com prazer.
23E então todos os santos darão graças, e viverão até terem
gerado milhares de filhos, enquanto todo
o período se sua juventude, e seus sábados, serão
completados em paz. Naqueles dias toda a terra
será cultivada em retidão; ela será totalmente cultivada com
árvores, e será cheia de bendições; toda
árvore de delícias será plantada nela.
24Vinhas serão plantadas; e a vinha que nela será plantada
produzirá frutos para saciedade; toda
semente que nela será semeada produzirá mil por uma
medida; e uma medida de olivas produzirá
dez prensas de óleo.
25Purifica a terra de toda opressão, de toda injustiça, de todo
crime, de toda impiedade, e de toda
impureza que é cometida sobre ela. Extermina-os da terra.
26Então todos os filhos dos homens serão justos, e todas as
nações me pagarão divinas honras, e Me
abençoarão; e todos Me adorarão.
27A terra será limpa de toda corrupção, de toda punição e de
todo sofrimento; Eu não enviarei
novamente dilúvio sobre ela, de geração em geração para
sempre.
28Naqueles dias Eu abrirei tesouros de bênçãos que estão
nos céus, para que Eu possa fazê-las
descer sobre a terra, e sobre todos os trabalhos e labores do
homem.
29Paz e eqüidade se associará aos filhos dos homens todos
os dias do mundo, em cada uma de suas
gerações.
Capítulo 11 (não tem)
Capítulo 12
1Antes de todas estas coisas acontecerem, Enoque esteve
escondido; e nenhum dos filhos dos
homens sabia onde ele estava, onde ele havia estado, e o
que havia acontecido.
2Ele esteve totalmente engajado com os santos, e com as
Sentinelas em seus dias.
3Eu, Enoque, fui abençoado pelo grande Senhor e Rei da
paz.
4E eis que as Sentinelas chamaram-me Enoque, o escriba.
5Então o Senhor disse-me: Enoque, escriba da retidão, vai e
dize às Sentinelas dos céus, os quais
desertaram o alto céu e seu santo e eterno estado, os quais
foram contaminados com mulheres.
6E fizeram como os filhos dos homens fazem, tomando para
si esposas, e os quais têm sido
grandemente corrompidos na terra;
7Que na terra eles nunca obterão paz e remissão de
pecados. Pois eles não se regozijarão em sua
descendência; eles verão a matança dos seus bem-amados;
lamentarão a destruição dos seus filhos e
farão petição para sempre; mas não obterão misericórdia e
paz.
Capítulo 13
1Então Enoque, passando ali, disse a Azazyel: Tu não
obterás paz. Uma grande sentença há contra
ti. Ele te amarrará;
2Socorro, misericórdia e súplica não estarão contigo por
causa da opressão que tens ensinado;
3E por causa de todo ato de blasfêmia, tirania e pecado que
tens descoberto aos filhos dos homens.
4Então partindo dele, falei a eles todos juntos;
5E eles todos ficaram apavorados, e tremeram;
6Abençoando-me por escrever por eles um memorial de
súplica, para que eles pudessem obter
perdão; e que eu fizesse um memorial de suas orações
ascendendo diante do Deus do céu; porque
eles, por si mesmos, desde então não podiam dirigir-se a Ele,
nem levantar seus olhos aos céus por
causa da infame ofensa com a qual eles foram julgados.
7Então eu escrevi um memorial de suas orações e súplicas,
por seus espíritos, por tudo o que eles
haviam feito, e pelo assunto de sua solicitação, para que eles
obtivessem remissão e descanso.
8Procedendo nisso, eu continuei sobre as águas de
Danbadan, (16) as quais estão da direita para o
oeste de Armon, lendo o memorial de suas orações, até que
caí adormecido.
(16) Danbadan. Dan in Dan (Knibb, p. 94).
9E eis que um sonho veio a mim, e visões apareceram acima
de mim. E caí e vi uma visão de
castigos, para que eu pudesse ralatá-la aos filhos dos céus, e
reprová-los. Quando eu acordei fui até
eles. Todos estavam reunidos chorando em Oubelseyael, que
está situada entre o Libano e Seneser,
(17) com suas faces escondidas.
(17) Libanos e Seneser. Líbano e Senir (próximo a Damasco).
10E relatei em sua presença todas as visões que eu havia
visto, e meu sonho;
11E comecei a pronunciar estas palavras de retidão,
reprovando as Sentinelas do céu.
Capítulo 14
1Este é o livro das palavras de retidão, e de reprovação das
Sentinelas, os quais pertencem ao
mundo, (18) de acordo com o que Ele, que é santo e grande,
ordenou na visão. Eu percebi em meu
sonho que eu estava então falando com a língua da carne, e
com meu fôlego, que o Poderoso
colocou na boca dos homens, para que eles pudessem
conversar com Ele.
(18) Os quais pertencem ao mundo. Ou, "os quais (são) da
eternidade" (Knibb, p. 95).
2Eu entendi com o coração. Assim como Ele havia criado e
dado aos homens o poder de
compreender a palavra de entendimento, assim criou, e deu a
mim o poder de reprovar os
Sentinelas, a geração dos céus. E escrevi sua petição; e na
minha visão foi-me mostrado que seu
pedido não lhes será atendido enquanto o mundo perdurar.
3Julgamento passou sobre vós: vosso pedido não vos será
atendido.
4De agora em diante, nunca ascendereis ao céu; Ele o disse
que na terra Ele vos amarrará, tanto
tempo quanto o mundo existir.
5Mas antes destas coisas tu verás a destruição dos vossos
bem-amados filhos; não os possuireis, mas
eles cairão diante de vós pela espada.
6Nem pedireis por eles, nem por vós mesmos;
7Mas chorareis e suplicareis em silêncio. As palavras do livro
que eu escrevi.(19)
(19) Mas chorareis… Eu escrevi. Ou, "Assim também, a
despeito de vossas lágrimas e orações, não recebereis nada,
de tudo o que está contido nos registros que eu tenho escrito"
(Charles, p. 80).
8Uma visão então me apareceu.
9Eis que naquela visão, nuvens e névoa convidaram-me;
estrelas agitadas e brilho de relâmpagos
impeliram-me e pressionaram-me adiante, enquanto ventos
na visão assistiram meu vôo, acelerando
meu progresso.
10Eles elevaram-me no alto ao céu. Eu prossegui, até que
cheguei próximo dum muro construído
com pedras de cristal. Uma chama de fogo vibrante (20)
rodeou-o, a qual começou a golpear-me com
terror.
(20) Chama de fogo vibrante. Literalmente, "uma língua de
fogo”.
11Nesta chama de fogo vibrante eu entrei;
12E aproximei-me de uma espaçosa habitação, também
construída com pedras de cristal. Seus
muros também, bem como o pavimento, eram formados com
pedras de cristal, e de cristal também
era o piso. Seu telhado tinha a aparência de estrelas agitadas
e brilhos de relâmpagos; e entre eles
haviam querubins de fogo num céu tempestuoso.(21) Uma
chama queimava ao redor dos muros; e
seu portal queimava com fogo. Quando eu entrei nesta
habitação, ela era quente como fogo e frio
como o gelo. Nenhum traço de encanto ou de vida havia lá. O
terror sobrepujou-me, e um tremor
de medo apoderou-se de mim.
(21) Num céu tempestuoso. Literalmente, "e seu céu era
água" (Charles, p. 81).
13Violentamente agitado e tremendo, eu caí sobre minha
face. Na visão eu olhei.
14E ví que lá havia outra habitação mais espaçosa que a
primeira, cada entrada da qual estava aberta
diante de mim, elevada no meio da chama vibrante.
15Tão grandemente superou em todos os pontos, em glória,
em magnificência, em magnitude, que é
impossível descrever-vos o esplendor ou a extensão dela.
16Seus pisos eram de fogo, acima haviam relâmpagos e
estrelas agitadas, enquanto o telhado exibia
um fogo ardente.
17Eu examinei-a atentamente e vi que ela continha um trono
exaltado;
18A aparência do qual era semelhante à da geada, enquanto
que sua circunferência assemelhava-se à
órbita do sol brilhante; e havia a voz de um querubim.
19Debaixo desse poderoso trono saíam rios de fogo
flamejante.
20Olhar para ele foi impossível.
21Alguém grande em glória assentava-se sobre ele,
22Cujo manto era mais brilhante que o sol, e mais branco que
a neve.
23Nenhum anjo era capaz de penetrar para olhar a Sua face,
o Glorioso e Efulgente; nem podia
algum mortal vê-Lo. Um fogo flamejante rodeava-O.
24Também um fogo de grande extensão continuava a elevarse
diante dEle; de modo que nenhum
daqueles que estavam ao redor dEle eram capazes de
aproximar-se dEle, entre as miríades de
miríades(22) que estavam diante dEle. Para Ele santa
consulta era desnecessária. Contudo, o
Santificado, que estava próximo dEle, não apartou-se dEle
nem de noite nem de dia; nem eram eles
tirados de diante dEle. Eu também estava tão adiantado, com
um véu sobre minha face, e trêmulo.
Então o Senhor com sua própria boca chamou-me, dizendo:
Aproxima-se aqui acima, Enoque, à
minha santa palavra.
(22) Miríades de miríades. Dez mil vezes dez mil (Knibb, p.
99).
25E Ele ergueu-me, fazendo aproximar-me, mesmo até à
entrada. Meus olhos estavam dirigidos para
o chão.
Capítulo 15
1Então dirigindo-se para mim, Ele falou e disse: Ouve, não se
atemorize, justo Enoque, tu escriba da
retidão: aproxima-te para cá, e ouve a minha voz. Vai, dize às
Sentinelas do céu, a quem te enviei
para rogar por eles; tu deves rogar pelos homens, e não os
homens por ti.
2Portanto, deves abandonar o sublime e santo céu, o qual
permanece para sempre; deitastes com
mulheres; vos corrompestes com as filhas dos homens;
tomastes para ti esposas; agistes igual aos
filhos da terra, e gerastes uma ímpia descendência.(23)
(23) Uma ímpia descendência. Literalmente, "gigantes"
(Charles, p. 82; Knibb, p. 101).
3 Sois espirituais, santos, e possuidores de uma vida que é
eterna; vos contaminastes com mulheres,
procriastes em sangue carnal; cobiçastes o sangue de
homens; e fizestes como aqueles que são
carne e sangue fazem.
4Estes, contudo, morrem e perecem.
5Portanto, de agora em diante Eu dou-vos esposas, para que
possais coabitar com elas; para que
filhos nasçam delas; e que isto seja negociado sobre a terra.
6Mas desde o princípio fostes feitos espirituais, possuindo
uma vida que é eterna, e não sujeito à
morte para sempre.
7Portanto, eu não fiz esposas para vós, porque, sendo
espirituais, vossa habitação está no céu,
8Agora, os gigantes que têm nascido de espírito e de carne,
serão chamados sobre a terra de maus
espíritos, e na terra estará a sua habitação. Maus espíritos
procederão de sua carne, porque eles
foram criados de cima; dos santos Sentinelas foi seu princípio
e a sua primeira fundação. Maus
espíritos eles serão sobre a terra, e de espíritos da maldade
eles serão chamados. A habitação dos
espíritos do céu será no céu, mas sobre a terra estará a
habitação dos espíritos terrestriais, os quais
são nascidos na terra.(24)
(24) Note as muitas implicações dos versículo 3-8 com
respeito à progênie dos maus espíritos.
9Os espíritos dos gigantes serão semelhantes às nuvens,
(25) os quais oprimem, corrompem, caem,
contendem e confundem sobre a terra.
(25) A palavra grega para "nuvem" aqui, nephelas, pode
ocultar a mais antiga leitura, Napheleim (Nephilim).
10Eles causarão lamentação. Nenhuma comida eles
comerão; e terão sede; eles se esconderão e não
(26) se levantarão contra os filhos dos homens, e contra as
mulheres; pois eles virão durante os dias
da matança e da destruição.
(26) Não. Quase todos os manuscritos contêm esta negativa,
mas Charles, Knibb, e outros acreditam que o “não” deve
ser deletado para que na frase leia-se "levantarão".
Capítulo 16
1E quanto à morte dos gigantes, onde quer que seus
espíritos se apartem de seus corpos; que sua
carne, que é perecível, esteja sem julgamento.(27) Assim
eles perecerão, até o dia da grande
consumação do mundo. Uma destruição das Sentinelas e dos
ímpios acontecerá.
(27) Que sua carne… esteja sem julgamento. Ou, "sua carne
será destruída antes do julgamento" (Knibb, p. 102).
2E então às Sentinelas, aos quais enviei-te para rogar por
eles, os quais no princípio estavam no céu,
3Dize: No céu tens estado; coisas secretas, entretanto, não
têm sido manifestadas a ti; contudo tens
conhecido um reprovável mistério.
4E isto tens relatado às mulheres na dureza do vosso
coração, e por aquele mistério as mulheres e a
humanidade têm multiplicado males sobre a terra.
5Dize a eles: Nunca, portanto, obtereis paz.
Capítulo 17
1Eles levantaram-me a um certo lugar, onde lá havia (28) a
aparência de um fogo fervente; e quando
eles se agradaram assumiram a semelhança de homens.
(28) Onde havia. Ou, "onde eles [os anjos] eram
semelhantes" (Knibb, p. 103).
2Eles levaram-me a um alto lugar, a uma montanha, cujo
topo alcançava o céu.
3E eu vi os receptáculos da luz e do trovão nas extremidades
do lugar, onde ele era profundo. Havia
um arco de fogo, e flechas em seu vibrar, uma espada de
fogo, e toda espécie de relâmpagos.
4Então eles levaram-me a um arroio murmurante, (29) e a um
fogo no oeste, o qual recebeu todo pôrdosol.
Eu vim a um rio de fogo, o qual fluiu como água, e
desaguou no grande mar para o oeste.
(29) A um arroio murmurante. Literalmente, "à água da vida, a
qual fala" (Laurence, p. 23).
5Eu vi todo largo rio, até que cheguei à grande escuridão. Eu
fui para onde toda carne migra; e vi as
montanhas da escuridão as quais constituem o inverno, e o
lugar do qual flui a água em cada
abismo.
6 Eu vi também as bocas de todos os rios no mundo, e as
bocas das profundezas.
Capítulo 18
1Eu então examinei os receptáculos de todos os ventos,
percebendo que eles contribuem para
adornar toda criação, e para preservar a fundação da terra.
2Eu examinei a pedra que apóia os cantos da terra.
3Também vi os quatro ventos, os quais sustêm a terra, e o
firmamento do céu.
4E eu vi os ventos ocupando o céu exaltado,
5Surgindo no meio do céu e da terra, e constituindo os pilares
do céu.
6Eu vi os ventos que giram no céu, os quais ocasionam e
determinam a órbita do sol e de todas as
estrelas; e sobre a terra eu vi os ventos que mantêm as
nuvens.
7Eu vi o caminho dos anjos.
8Percebi na extremidade da terra o firmamento do céu acima
dele. Então passei para a direção do
sul,
9Onde queimam, tanto de dia quanto de noite, seis
montanhas formadas de gloriosas pedras, três em
direção ao leste, e três em direção ao sul.
10Aquelas que estão em direção ao leste eram de pedra
multicolorida, uma das quais era de
margarite, e outra de antimônio. Aquelas em direção ao sul
eram de uma pedra vermelha. A do
meio aproximava-se do céu como o trono de Deus; um trono
composto de alabastro, o topo do qual
era de safira. Vi também um fogo flamejante suspenso sobre
todas as montanhas.
11E lá eu vi um lugar do outro lado de um extenso território,
onde águas foram coletadas.
12Também vi fontes terrestriais, profundas em colunas
ardentes do céu.
13E nas colunas do céu eu vi fogos, os quais desciam sem
número, mas nem no alto, ou no
profundo. Sobre estas fontes também percebi um lugar onde
não havia nem o firmamento do céu
acima dele, nem o sólido chão abaixo dele; nem havia água
acima; ou nada no vento; mas o lugar
era desolado.
14E lá eu vi sete estrelas, semelhantes a grandes
montanhas, e como espíritos suplicando-me.
15Então o anjo disse: Este lugar, até a consumação do céu e
da terra, será a prisão das estrelas, e das
hostes do céu.
16As estrelas que rolam sobre fogo são aquelas que
transgrediram o mandamento de Deus antes que
seu tempo chegasse; pois elas não vieram em sua própria
estação. Portanto, Ele ofendeu-se com
elas, e amarrou-as até o período da consumação dos seus
crimes no ano secreto.
Capítulo 19
1Então Uriel disse: Eis aqui os anjos que coabitaram com
mulheres, escolheram seus líderes;
2E sendo numerosos em aparência (30) profanaram os
homens e fizeram com que errassem; assim
eles sacrificaram aos demônios como aos deuses. Pois no
grande dia haverá um julgamento, no qual
eles serão julgados, até que sejam consumidos; e suas
esposas também serão julgadas, as quais
levaram desencaminhadamente os anjos do céu para que as
saudassem.
(30) Sendo numerosos em aparência. Ou, "assumindo muitas
formas" (Knibb, p. 106).
3E eu, Enoque, só vi a aparência do fim de todas as coisas.
Não tendo visto nenhum homem
enquanto via as coisas.
Capítulo 20
1Estes são os nomes dos anjos Sentinelas:
2Uriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre o clamor e
o terror.
3Rafael, um dos santos anjos, o qual preside sobre os
espíritos dos homens.
4Raguel, um dos santos anjos, o qual inflige punição ao
mundo e às luminárias.
5Miguel, um dos santos anjos, o qual, presidindo sobre a
virtude humana, comanda as ações.
6Sarakiel, um dos santos anjos, o qual preside sobre os
espíritos dos filhos dos homens que
transgridem.
7Gabriel, um dos santos anjos, o qual preside sobre Ikisat,
(31) sobre o paraíso e sobre o querubim.
(31) Ikisat. As serpentes (Charles, p. 92; Knibb, p. 107).
Capítulo 21
1Então eu fiz um circuito para um lugar no qual nada estava
completo.
2E lá eu não vi nem as tremendas manufaturas do um céu
exaltado, nem de uma terra estabelecida,
mas um lugar desolado, preparado e terrível.
3Lá também vi sete estrelas do céu amarradas juntas,
semelhantes a grandes montanhas, e
semelhante ao fogo fervente. Eu exclamei: Por que espécie
de crime elas foram amarradas, e por
que foram removidas de seu lugar? Então Uriel, um dos
santos anjos que estava comigo, e o qual
conduzia-me, respondeu: Enoque, por que perguntas; por
que arrazoas consigo mesmo, e
ansiosamente indagas? Estas são aquelas estrelas que
transgrediram o mandamento do altíssimo
Deus; e estão aqui amarradas, até que o número infinito dos
dias dos seus crimes esteja completo.
4Dali eu passei depois para um outro lugar terrível;
5Onde eu vi a operação de um grande fogo flamejante e
resplandecente, no meio do qual havia uma
divisão. Colunas de fogo lutando juntas para o fim do abismo,
e profunda era sua descida. Mas sua
medida e magnitude eu não fui capaz de descobrir, nem pude
perceber sua origem. Então exclamei:
Quão terrível é este lugar, e quão difícil explorá-lo!
6Uriel, um dos santos anjos que estava comigo, respondeu e
disse: Enoque, por que estás alarmado e
maravilhado com este terrível lugar, à vista deste lugar de
sofrimento? Isto, disse ele, é a prisão dos
anjos; e aqui eles serão mantidos para sempre.
Capítulo 22
1Dali eu me dirigi para outro lugar, onde vi a oeste uma
grande e elevada montanha, uma forte
rocha, e quatro lugares deleitosos.
2Internamente ele era profundo, espaçoso e plano: ele era
profundo e escuro à vista.
3Então Rafael, um dos santos anjos que estava comigo,
respondeu e disse: Estes são os lugares
deleitosos onde os espíritos, as almas dos mortos, serão
reunidos; para eles ele foi formado e aqui
serão reunidas todas as almas dos filhos dos homens.
4Estes lugares, nos quais habitam, eles ocuparão até o dia
do julgamento, e até seu período
escolhido.
5Seu período escolhido será longo, mesmo até o grande
julgamento. E vi os espíritos dos filhos dos
homens que estão mortos; e suas vozes rompem o céu,
enquanto eles são acusados.
6Então inquiri de Rafael, o anjo que estava comigo, e disse:
Que espírito é aquele, a voz do qual
alcança o céu, e acusa?
7Ele respondeu, dizendo: Este é o espírito de Abel o qual foi
morto por Caim seu irmão; o qual
acusará aquele irmão, até que sua semente seja destruída da
face da terra;
8Até que sua semente desapareça da semente da raça
humana.
9 Naquele tempo portanto eu inquiri a respeito dele, e a
respeito do julgamento geral, dizendo: Por
que um está separado ou outro? Ele respondeu: Três
separações foram feitas entre os espíritos dos
mortos, e assim os espíritos dos justos foram separados,
10Nomeadamente, por uma fenda na terra, por água, e por
luz acima dela.
11E da mesma maneira os pecadores são separados quando
morrem, e são sepultados na terra;
julgamento não os surpreenderá em seu tempo de vida.
12Aqui suas almas estão separadas. Além disso, abundante
é seu sofrimento até o tempo do grande
julgamento, o castigo, e o tormento daqueles que
eternamente execraram, cujas almas são munidas
e amarradas lá para sempre.
13E assim tem sido desde o princípio do mundo. Assim,
existe uma separação entre as almas
daqueles que proferem reclamações, e daqueles que vigiam
pela sua destruição, para sua matança
no dia dos pecadores.
14Um receptáculo deste tipo foi formado para as almas dos
injustos, e dos pecadores; daqueles que
cometeram crime, e se associaram aos ímpios, com os quais
eles se assemelham. Suas almas não
serão aniquiladas naquele dia de julgamento, nem se
levantarão deste lugar. Então eu bendisse a
Deus,
15E falei: Abençoado seja o meu Senhor, o Senhor da glória
e da retidão, cujo reino será para
sempre e sempre.
Capítulo 23
1Dali eu fui para outro lugar, em direção ao oeste, até às
extremidades da terra,
2Onde vi um fogo resplandecente correndo ao longo sem
cessar, com um curso não intermitente,
nem de dia nem de noite; mas sempre o mesmo,
continuadamente.
3Eu indaguei,dizendo: O que é isto, que nunca cessa?
4Então Raguel, um dos santos anjos que estava comigo,
respondeu,
5E disse: Este fogo flamejante que tu vês correndo em
direção ao oeste é aquele de todas as
luminárias do céu.
Capítulo 24
1Eu fui dali para outro lugar, e vi uma montanha de fogo que
resplandece tanto de dia quanto de
noite. Fui em direção a ela e percebi sete esplêndidas
montanhas, as quais eram diferentes umas das
outras.
2Suas pedras eram brilhantes e belas; todas eram brilhantes
e esplêndidas à vista e formosa era sua
superfície. Três montanhas estavam em direção ao leste,
consolidadas e fortalecidas por estarem
colocadas uma sobre a outra; três estavam em direção ao
sul, consolidadas de maneira similar. Três
eram igualmente vales profundos, os quais não se acercavam
uma da outra. A sétima montanha
estava no meio delas. Em comprimento elas todas se
assemelhavam ao assento de um trono, e
árvores odoríferas rodeavam-nas.
3Entre estas havia uma árvore de um odor incessante; nem
daquelas que estavam no Éden, havia lá
alguma, de todas as árvores de fragrância, que cheirava
como esta. Suas folhas, suas flores, nunca
ficam murchas, e seu fruto era belo.
4Seu fruto assemelhava-se ao cacho da palmeira. Eu
exclamei: Vê! Esta árvore é vistosa de aspecto,
agradável em suas folhas, e o aspecto de seus frutos é
delicioso à vista. Então Miguel, um dos
santos anjos que estava comigo, e um dos que presidem
sobre elas, respondeu,
5E disse: Enoque, por que inquires a respeito do odor desta
árvore?
6Por que estás inquisitivo para sabê-lo?
7Então eu, Enoque, respondi-lhe, e disse: Concernente a
tudo eu estou desejoso de instrução, mas
particularmente com respeito a esta árvore.
8Ele respondeu-me dizendo: A montanha que tu vês, o
prolongamento da qual assemelha-se ao
assento do Senhor, será o assento no qual se assentará o
Santo e grande Senhor da glória, o eterno
Rei, quando Ele virá e descerá para visitar a terra com
bondade.
9E aquela árvore de agradável aroma, não de um odor
carnal; lá ninguém terá poder para toca-la até
o tempo do grande julgamento. Quando todos serão punidos
e consumidos para sempre; isto será
conferido sobre os justos e humildes. O fruto da árvore será
dado ao eleito. Pois em direção ao
norte, vida será plantada no santo lugar, em direção à
habitação do eterno Rei.
10Então eles se regozijarão grandemente e exultarão no
Santo. O doce odor entrará em seus ossos; e
eles viverão uma longa vida na terra como seus
antepassados; em seus dias não haverá tristeza,
angústia, aborrecimento e nem punição os afligirá.
11E eu abençoei o Senhor da glória, o eterno Rei, porque ele
preparou esta árvore para os santos,
formou-a, e declarou que Ele a daria para eles.
Capítulo 25
1Dali eu fui para o meio da terra, e vi um feliz e fértil lugar, o
qual continha ramos espalhando-se
continuamente das árvores que estavam plantadas nele. Ali
eu vi uma santa montanha, e debaixo
dela a água do lado de traz fluía em direção ao sul. Eu vi no
oriente outra montanha tão alta quanto
aquela; e entre elas havia um profundo, mas não largo vale.
2Água corria para a montanha para o ocidente dela; e
debaixo dela havia igualmente outra
montanha.
3Lá havia um vale, mas não um vale largo, abaixo; e no meio
deles havia outro profundo e seco vale
em direção da extremidade da árvore. Todos esses vales,
que eram profundos, mas não oblíquo,
consistia de uma forte rocha, com a árvore que estava
plantada nela. E eu maravilhei-me com a
rocha e o vale, ficando extremamente surpreso.
Capítulo 26
1Então eu disse: O que significa esta terra abençoada, e
todas estas altas árvores, e o vale
amaldiçoado entre elas?
2Então Uriel, um dos santos anjos que estava comigo,
respondeu: Este vale é o amaldiçoado dos
amaldiçoados para sempre. Aqui serão reunidos todos os que
pronunciaram com suas bocas
linguagem imprópria contra Deus, e falaram rudes coisas da
Sua glória. Aqui eles serão reunidos.
Aqui será seu território.
3Nos últimos dias um exemplo de julgamento será feito em
retidão diante dos santos, enquanto
aqueles que receberam misericórdia, para sempre, todos os
dias, abençoarão a Deus, o eterno Deus.
4E no período do julgamento eles abençoarão a Ele por sua
misericórdia, como Ele distribuiu-a a
eles. Então eu abençoei a Deus, dirigindo-me a Ele, e
fazendo menção, como foi reconhecida, Sua
grandiosidade.
Capítulo 27
1Dali eu fui à direção do leste para o meio da montanha no
deserto, do qual somente o nível da
superfície eu percebi.
2Ele estava cheio de árvores da semente aludida; e água
jorrava sobre ela.
3Ali apareceu uma catarata composta de muitas cachoeiras
voltadas tanto para o oriente quanto para
o ocidente. Sobre um lado havia árvores; sobre o outro água
e orvalho.
Capítulo 28
1Então eu fui para outro lugar do deserto; em direção ao leste
daquela montanha da qual eu havia
me aproximado.
2Ali eu vi árvores escolhidas, (32) particularmente aquelas
que produzem o cheiro doce opiato,
incenso e mirra; e árvores diferentes umas das outras.
(32) Árvores escolhidas. Literalmente "árvores de julgamento"
(Laurence, p. 35; Knibb, p. 117).
3E sobre elas havia a elevação da montanha ocidental, a não
grande distância.
Capítulo 29
1IIgualmente vi outro lugar com vales de água que nunca
param,
2Onde percebi uma agradável árvore, a qual em odor
assemelha-se a Zasakinon. (33)
(33) Zasakinon. A árvore de mastic (Knibb, p. 118).
3Em direção ao vale eu percebi o cinamomo de doce odor.
Sobre eles avancei em direção ao leste.
Capítulo 30
1Então vi outra montanha contendo árvores, da qual água
fluía como Neketro.(34) Seus nomes eram
Sarira, e Kalboneba.(35) E sobre esta montanha eu vi outra
montanha, sobre a qual haviam árvores
de Alva.(36)
(34) Neketro. O néctar (Knibb, p. 119).
(35) Sarira, e Kalboneba. Styrax e galbanio (Knibb, p. 119).
(36) Alva. Aloé (Knibb, p. 119).
2Estas árvores estavam cheias como amendoeiras, e fortes;
e quando elas produziam frutos eram
superiores a toda redondeza.
Capítulo 31
1Depois destas coisas, inspecionando as entradas do norte
acima das montanhas, vi montanhas e
percebi sete montanhas repletas de puro nardo, árvores
odoríferas e papiro.
2Dali eu passei acima dos picos daquelas montanhas a
alguma distância para o leste, e fui sobre o
mar da Eritréia.(37) E quando eu havia avançado para longe,
além dele, passei ao longo, acima do
anjo Zateel, e cheguei ao jardim da justiça. Neste jardim eu vi
outras árvores, as quais eram
numerosas e grandes, e floresciam ali.
(37) Mar da Eritréia. O Mar Vermelho.
3Sua fragrância era agradável e poderosa e sua aparência
era tanto agradável quanto elegante. A
árvore do conhecimento também estava ali, do qual se
alguém comesse, tornava-se dotado de
grande sabedoria.
4Ela era semelhante às espécies da tamareira, dando frutos
semelhantes à uva extremamente fina, e
sua fragrância estendia-se a considerável distância. Eu
exclamei: Que bela é esta árvore e quão
deleitável é sua aparência!
5Então o santo Rafael, um anjo que estava comigo,
respondeu e disse: Esta é a árvore do
conhecimento, da qual vosso antigo pai e vossa mãe
comeram, os quais foram antes de ti e que
obtendo conhecimento, seus olhos sendo abertos, e
descobrindo que estavam nus, foram expulsos
do jardim.
Capítulo 32
1Dali eu fui na direção das extremidades da terra, onde vi
grandes feras diferentes umas das outras,
e pássaros variados em suas aparências e formas, bem como
com notas de diferentes sons.
2Para a direita destas feras eu percebi as extremidades da
terra, onde os céus cessam. Os portões do
céu estavam abertos e vi as estrelas celestiais vindo. Eu
enumerei-as enquanto elas procediam do
portão e escrevi-as todas, enquanto elas saiam uma por uma,
de acordo com seu número. Eu escrevi
seus nomes completamente, seus tempos e estações,
enquanto o anjo Uriel, que estava comigo,
mostrava-as a mim.
3Ele as mostrou todas a mim, e escrevi uma conta delas.
4Ele também escreveu para mim seus nomes, seus
regulamentos, e suas operações.
Capítulo 33
1Dali eu avancei em direção ao norte, para as extremidades
da terra.
2E ali vi a grande e gloriosa maravilha das extremidades de
toda terra.
3Vi ali portões celestiais abertos para o céu, três dos quais
distintamente separados. Os ventos do
norte procediam deles, soprando frio, granizo, geada, neve,
orvalho e chuva.
4De um dos portões eles sopravam suavemente, mas quando
eles sopravam dos dois outros portões,
ele era violento e forte. Eles sopravam sobre a terra
fortemente.
Capítulo 34
1Dali eu fui para as extremidades do mundo para o oeste;
2Ali percebi três portões abertos, enquanto eu estava olhando
no norte; os portões e passagens
através deles era de igual magnitude.
Capítulo 35
1Então eu segui às extremidades da terra ao sul, onde vi três
portões abertos para o sul, do qual
provinha orvalho, chuva e vento.
2Dali eu fui para as extremidades do céu oriental, onde vi três
portões celestiais abertos para o leste,
os quais tinham portões menores dentro deles. Através de
cada um desses portões menores as
estrelas do céu passavam, e passaram para o oeste por um
caminho que foi visto por elas, e todo o
período de seu aparecimento.
3Quando eu as vi, as abençoei cada vez que elas
apareceram, e abençoei o Senhor da glória que
tinha feito estes grandes e esplêndidos sinais, para que eles
pudessem mostrar a magnificência de
suas obras aos anjos e às almas dos homens, e para que
estes pudessem glorificar todas as suas
obras e operações, pudessem ver os efeitos do seu poder;
pudessem glorificar o grande labor de suas
mãos e abençoá-lo para sempre.
Capítulo 36 (não tem)
Capítulo 37
1A visão que ele viu, a segunda visão de sabedoria, que
Enoque viu, o filho de Jared, filho de
Malaleel, o filho de Canan, filho de Enos, filho de Seth, filho
de Adão. Este é o começo da palavra
de sabedoria, a qual eu recebi para declarar e dizer àqueles
que habitam sobre a terra. Ouvi desde o
princípio, e entendei até o fim, as santas coisas que eu
pronuncio na presença do Senhor dos
espíritos. Aqueles que eram antes de nós pensaram-nas boas
para se pronunciar;
2E nós, que viemos depois, obstruímos o princípio da
sabedoria. Até ao presente tempo nunca
aconteceu ter sido dado diante do Senhor dos espíritos o que
eu recebi, sabedoria de acordo com a
capacidade do meu intelecto, e de acordo com o prazer do
Senhor dos espíritos; o que eu recebi
dele, uma porção da vida eterna.
3E eu obtive três parábolas, as quais eu declarei aos
habitantes do mundo.
Capítulo 38
1A primeira parábola. Quando a congregação dos justos for
manifestada e os pecadores forem
julgados por seus crimes, e forem afligidos à vista do mundo;
2Quando os justos forem manifestados (38) na presença dos
mesmos justos, os quais serão eleitos por
suas boas obras corretamente pesadas pelo Senhor dos
espíritos, e quando a luz dos justos e dos
eleitos, o quais habitam na terra for manifestada; onde será a
habitação dos pecadores? E qual será o
lugar de descanso daqueles que rejeitaram o Senhor dos
espíritos? Seria melhor para eles se nunca
tivessem nascido.
(38) Quando os justos forem manifestados. Ou, "quando o
Justo aparecer" (Knibb, p. 125; cp. Charles, p. 112).
3Quando os segredos dos justos também forem revelados,
então os pecadores serão julgados e os
ímpios serão afligidos na presença dos justos e eleitos.
4Daquele tempo, aqueles que possuírem a terra deixarão de
ser poderosos e exaltados. Nem serão
capazes de olhar para o semblante do santo, pois a luz dos
semblantes dos santos, dos justos, e dos
eleitos, terá sido visto pelo Senhor dos espíritos.(39)
(39) Pois a luz… Senhor dos espíritos. Ou, "pois a luz do
Senhor dos espíritos terá aparecido na face dos santos, dos
juntos, e dos escolhidos" (Knibb, p. 126).
5Então os reis poderosos daquele tempo serão destruídos,
mas serão entregues nas mãos dos retos e
santos.
6Desde então ninguém obterá compaixão do Senhor dos
espíritos, porque suas vidas neste mundo
terá sido completada.
Capítulo 39
1Naqueles dias a raça eleita e santa descerá do céu e sua
semente estará com os filhos dos homens.
Enoque recebeu livros de indignação e ira, e livros de pressa
e agitação.
2Nunca obterão misericórdia, diz o Senhor dos espíritos.
3Uma nuvem então me arrebatou, e o vento elevou-me acima
da superfície da terra, colocando-me
na extremidade dos céus.
4Lá eu vi outra visão, e vi as habitações e os lugares de
descanso dos santos. Meus olhos viram suas
habitações com os anjos, e seus lugares de descanso com os
santos. Eles estavam entrando,
suplicando e orando pelos filhos dos homens; enquanto a
justiça fluía como a água diante deles, e a
misericórdia se espalhava sobre a terra como o orvalho. E
assim será para com eles para sempre e
sempre.
5Naquele tempo os meus olhos viram a habitação do eleito,
da verdade, fé e retidão.
6Sem conta será o número dos santos e eleitos na presença
de Deus para sempre e sempre.
7Sua residência eu vi sob as asas do Senhor dos espíritos.
Todos os santos e eleitos cantavam diante
dele, com a aparência semelhante à chama de fogo; suas
bocas estavam cheias de bênçãos e seus
lábios glorificavam o nome do Senhor dos Espíritos. E retidão
incessantemente habitava diante
dele.
8Eu quis permanecer ali, e minha alma desejou aquela
habitação. Ali estava minha antecedente
herança, pois deste modo eu prevaleci diante do Senhor dos
espíritos.
9Neste momento eu glorifiquei e exaltei o nome do Senhor
dos espíritos com louvor e exaltação,
pois Ele o tem estabelecido com bênção e com exaltação, de
acordo com Sua própria boa vontade.
10Meus olhos contemplaram aquele espaçoso lugar. Eu o
bendisse e falei: Abençoado seja,
abençoado desde o princípio e para sempre. No princípio,
antes que o mundo fosse criado, e sem
fim é seu conhecimento.
11Qual é este mundo? De toda geração existente, eles
abençoarão aquele que não dorme
espiritualmente, mas permanece diante da Tua glória,
abençoando, glorificando, exaltando-te, e
dizendo: Santo, santo, o Senhor dos espíritos encheu o
mundo todo de espíritos.
12Ali meus olhos viram a todos que, sem dormir,
permanecem diante dele e abençoam-no dizendo:
Abençoado sejas, e abençoado seja o nome de Deus para
sempre e sempre. Então meu semblante
ficou mudado, até que fiquei incapaz de continuar vendo.
Capítulo 40
1Depois disto eu vi milhares de milhares e miríades de
miríades, e um número infinito de pessoas,
em pé, diante do Senhor dos espíritos.
2Igualmente, nas quatro asas do Senhor dos espíritos, nos
quatro lados, percebi outros, ao lado
daqueles que estavam em pé diante dele. Seus nomes
também eu sei porque o anjo que estava
comigo declarou-os a mim, revelando-me toda coisa secreta.
3Então ouvi as vozes daqueles sobre os quatro lados,
magnificando o Senhor da glória.
4A primeira voz abençoou o Senhor dos espíritos para
sempre e sempre.
5A segunda voz ouvi abençoando ao Eleito e aos eleitos que
sofrem pela causa do Senhor dos
espíritos.
6A terceira voz eu ouvi pedindo e orando em favor daqueles
que habitam sobre a terra, e suplicam
no nome do Senhor dos espíritos.
7A quarta voz eu ouvi expulsando os anjos ímpios, (40) e
proibindo-os de entrarem na presença do
Senhor dos espíritos para proferirem acusações contra(41) os
habitantes da terra.
(40) Anjos ímpios. Literalmente "os Satãs" (Laurence, p. 45;
Knibb, p. 128). Ha-satan em Hebreu ("o adversário") foi
originalmente o título de um ofício, não o nome de um anjo.
(41) Proferir acusações contra. Ou, "para acusar" (Charles, p.
119).
8Depois disso eu pedi ao anjo da paz, que prosseguia
comigo, para explicar tudo o que estava
escondido. Eu disse-lhe: Quem são aqueles que eu havia
visto nos quatro lados e que palavras eram
aquelas que eu havia ouvido e escrito? Ele respondeu: O
primeiro é o misericordioso, o paciente, o
santo Miguel.
9O segundo é aquele que preside sobre todo sofrimento e
toda aflição dos filhos dos homens, o
santo Rafael. O terceiro, o qual preside sobre tudo o que é
poderoso é Gabriel. E o quarto, o qual
preside sobre o arrependimento e a esperança daqueles que
herdarão a vida eterna, é Fanuel. Estes
são os quatro anjos do Altíssimo Deus e suas quatro vozes,
as quais naquele momento eu ouvi.
Capítulo 41
1Depois disso eu vi os segredos do céu e do paraíso, de
acordo com suas divisões, e das ações
humanas enquanto eles pesavam-nas em balanças. Vi as
habitações dos eleitos e as habitações dos
santos. E ali meus olhos viram todos os pecadores que
haviam negado o Senhor da glória e como
eles foram expelidos dali, e arrastados para fora, como eles
estiveram ali; nenhuma punição
procedeu contra eles vinda do Senhor dos espíritos.
2Ali também meus olhos viram os segredos do raio e do
trovão e os segredos dos ventos, como eles
são distribuídos quando eles sopram sobre a terra: os
segredos dos ventos, do orvalho, e das nuvens.
Ali eu vi o lugar de onde eles saem e tornam-se saturados
com o pó da terra.
3Ali eu vi os receptáculos de madeira nos quais os ventos
são separados, o receptáculo do granizo, o
receptáculo da neve, o receptáculo das nuvens, e a própria
nuvem, a qual continuava sobre a terra
antes da criação do mundo.
4Eu vi também os receptáculos da lua, de onde elas vêm,
para onde elas vão, seus gloriosos retornos
e como uma se torna mais esplêndida do que a outra. Eu
marquei seu rico progresso, seu imutável
progresso, sua divisão e não diminuído progresso; sua
observância de uma fidelidade mútua por um
juramento estável; seu procedimento diante do sol e sua
aderência ao caminho que lhes foi
distribuído, (42) em obediência ao comando do Senhor dos
espíritos. Potente é seu nome para sempre
e sempre.
(42) Seu procedimento... caminho distribuído . Ou, "o sol vai
primeiro e completa sua jornada" (Knibb, p. 129; cp.
Charles, p. 122).
5Depois eu vi que o caminho da lua, tanto oculto quanto
manifesto; e também o progresso dessa
trajetória foram completados dia a dia, e à noite; enquanto
cada uma, junto com a outra, olhou para
o Senhor dos espíritos, magnificando-O e exaltando-O sem
cessar, já que exaltá-lO, para eles, é
repouso; pois no esplêndido sol há uma freqüente alteração
para bênção e para maldição.
6O curso do caminho da lua para com os retos é luz, mas
para os pecadores é escuridão; no nome do
Senhor dos espíritos, o qual criou uma divisão entre luz e
escuridão, e separando os espíritos dos
homens, fortalecendo os espíritos dos justos em nome de sua
própria retidão.
7O anjo não previne isto, nem é ele dotado de poder para
preveni-lo, pois o Juiz vê a todos, e julgaos
a todos na própria presença deles.
Capítulo 42
1A sabedoria não encontrou um lugar na terra onde pudesse
habitar; sua habitação, portanto está no
céu.
2A sabedoria saiu para habitar entre os filhos dos homens,
mas ela não obteve habitação. A
sabedoria retornou ao seu lugar e assentou-se no meio dos
anjos. Mas a iniqüidade saiu depois do
seu retorno, a qual de má vontade encontrou uma habitação
e residiu entre eles como chuva no
deserto, e como o orvalho na terra seca.
Capítulo 43
1Eu vi outro esplendor, e as estrelas do céu. Eu observei que
ele chamou-as todas por seus
respectivos nomes, e que elas ouviram. Vi que ele pesou-as
numa justa balança por sua luz e
amplitude de seus lugares, o dia de seu aparecimento, e suas
conversões. Esplendor produziu
esplendor; e sua conversão foi o número dos anjos, e dos
fiéis.
2Então eu perguntei ao anjo, que prosseguia comigo, e ele
explicou-me coisas secretas, e quais eram
seus nomes. Ele respondeu: O Senhor dos espíritos mostrou
a ti uma similaridade disto. Eles são
nomes dos justos que habitaram na terra, os quais acreditam
no nome do Senhor dos espíritos para
sempre e sempre.
Capítulo 44
1Outra coisa também vi com respeito ao esplendor; que ele
sobe por causa das estrelas e torna-se
esplendor, sendo incapaz de abandoná-las.
Capítulo 45
1A segunda parábola, a respeito daqueles que negam o
nome da habitação dos santos e do Senhor
dos espíritos.
2Aos céus eles não ascenderão nem virão sobre a terra. Esta
será a porção dos pecadores que negam
o nome do Senhor dos espíritos e que estão assim
reservados para o dia da punição e da aflição.
3Naquele dia o Eleito se assentará sobre um trono de glória e
escolherá suas condições e suas
incontáveis habitações, enquanto seus espíritos neles serão
fortalecidos quando eles virem meu
Eleito, pois esses fugiram por proteção para meu santo e
glorioso nome.
4Naquele dia eu farei com que meu Eleito habite no meio
deles; mudarei a face do céu; o abençoarei
e o iluminarei para sempre.
5Eu também mudarei a face da terra, a abençoarei; e farei
com que aqueles a quem elegi habitem
sobre ela. Mas aqueles que cometeram pecado e iniqüidade
não habitarão nela, pois Eu marquei
seus procedimentos. Meus justos Eu satisfarei com paz,
colocando-os diante de Mim; mas a
condenação dos pecadores se aproximará, para que Eu
possa destruí-los da face da terra.
Capítulo 46
1Ali eu vi o Ancião de dias, cuja cabeça era igual à branca lã,
e com ele outro, cujo semblante
assemelhava-se àquele do homem. Seu semblante era cheio
de graça, igual àquele dos santos anjos.
Então eu inquiri dos anjos que estavam comigo, e que me
mostravam toda coisa secreta concernente
a este Filho do homem, o qual foi; de onde Ele era e porque
Ele acompanhou o Ancião de dias.
2Ele respondeu-me e disse: Este é o Filho do homem, ao
qual a justiça pertence, com o qual a
retidão tem habitado e o qual revelou todos os tesouros do
que é escondido: pois o Senhor dos
espíritos o tem escolhido e sua porção tem excedido a tudo
diante do Senhor dos espíritos em eterna
ascensão.
3Este Filho do homem, que tu vês, levantará reis e poderosos
de seus lugares de habitação, e os
poderosos de seus tronos; soltará as rédeas do poderoso, e
quebrará em pedaços os dentes dos
pecadores.
4Ele lançará reis dos seus tronos e de seus domínios porque
eles não O exaltarão, O louvarão, nem
se humilham diante dEle, pelo Qual seus reinos lhes foram
dados. Igualmente o semblante do
poderoso Ele lançará abaixo, enchendo-os de confusão.
Escura será sua habitação e vermes serão
sua cama; deste seu leito eles não esperam levantar-se
novamente porque eles não exaltam o nome
do Senhor dos espíritos.
5Eles condenarão as estrelas do céu, elevarão suas mãos
contra o Altíssimo, caminham e habitam
sobre a terra, exibindo todos os seus atos de iniqüidade,
mesmo suas obras de iniqüidade. Sua força
estará em suas riquezas e sua fé nos bens que têm formado
com suas próprias mãos. Eles negarão o
nome do Senhor dos espíritos e o expulsarão de seus
templos, nos quais eles se reúnem;
6E com Ele o fiel, (43) o qual sofre em nome do Senhor dos
espíritos.
(43) O expulçarão… o fiel. Ou, "expulsarão das causas de
sua congregação e do fiel" (Knibb, p. 132; cp. Charles, p.
131).
1Naquele dia a oração dos santos e dos justos e o sangue
dos íntegros ascenderá da terra até a
presença do Senhor dos espíritos.
2Naquele dia os santos se reunirão, os quais habitam nos
céus, e com vozes unidas de petição,
suplica, oração, louvor e bênção ao nome do Senhor dos
espíritos, por conta do sangue dos justos
que tem sido derramado, para que a oração dos justos não
seja descontinuada diante do Senhor dos
espíritos, para que por eles se execute julgamento; e para
que sua paciência possa perdurar para
sempre.(44)
(44) Para que sua paciência… perdure para sempre. Ou,
"(para que) sua paciência possa não ter
que durar para sempre" (Knibb, p. 133).
3Naquele tempo eu vi o Ancião de dias enquanto ele se
assentava sobre o trono da sua glória,
enquanto o livro dos vivos foi aberto na sua presença e
enquanto todos os poderes que estão acima
dos céus permanecem ao redor e diante dele.
4Então os corações dos santos estavam cheios de alegria,
por causa da consumação da justiça que
havia chegado, a súplica dos santos foi ouvida e o sangue
dos justos apreciado pelo Senhor dos
espíritos.
Capítulo 48
1Naquele lugar eu vi uma fonte de retidão, a qual nunca
falha, envolta em muitas fontes de
sabedoria. Delas todos os sedentos beberam e foram cheios
de sabedoria tendo sua habitação com
os retos, eleitos e santos.
2Naquela hora o Filho do homem foi invocado diante do
Senhor dos espíritos e seu nome na
presença do Ancião de dias.
3Antes que o sol e os sinais fossem criados, antes que as
estrelas do céu tivessem sido formadas, seu
nome era invocado na presença do Senhor dos espírito. Ele
será um apoio para os justos e santos se
encostarem, sem falhar; e ele será a luz das nações.
4Ele será a esperança daqueles cujos corações estão
temerosos. Todos os que habitam na terra cairão
diante dEle; O abençoarão e glorificarão, e cantarão orações
ao nome do Senhor dos espíritos.
5Portanto o Eleito e Escondido subsistiu em sua presença,
antes que o mundo fosse formado, e para
sempre.
6Na Sua presença Ele existiu, e revelou aos santos e aos
justos a sabedoria do Senhor dos espíritos;
pois Ele preservou o lugar dos retos, porque eles iraram e
rejeitaram este mundo de iniqüidade, e
detestaram todas as suas obras e caminhos, no nome do
Senhor dos espíritos.
7Pois em seu nome eles serão preservados e sua será a
vida. Naqueles dias os reis da terra e os
homens poderosos, os quais ganharam o mundo por suas
realizações, se tornarão humildes em seus
semblantes.
8Pois no dia de sua ansiedade e angústia, suas almas não
serão salvas, e eles estarão em sujeição
daquele a quem eu escolhi.
9Eu os lançarei como a palha ao fogo e como chumbo, na
água. Assim eles queimarão na presença
dos justos e afundarão na presença dos santos; nem a
décima parte deles será encontrada.
10Mas no dia da tribulação o mundo ganhará tranqüilidade.
11Em sua presença eles falharão e não serão levantados
novamente; nem haverá alguém para tomálos
por suas mãos e levantá-los; pois eles negaram o Senhor dos
espíritos e seu Messias. O nome do
Senhor será abençoado.
Capítulo 48A
(45)
(45) Dois capítulos consecutivos são enumerados "48"
1Sabedoria verteu como água e glória não falta diante dEle
para sempre e sempre, pois potente é Ele
em todos os segredos de retidão.
2Mas a iniqüidade passa como uma sombra e não possui
uma estação fixa, pois o Eleito permanece
diante do Senhor dos espíritos e Sua glória é para sempre e
sempre, e Seu poder de geração em
geração.
3Com Ele habitam os espíritos da sabedoria intelectual, o
espírito da instrução e do poder e o
espíritos dos que dormem em retidão; Ele julgará coisas
secretas.
4Ninguém será capaz de pronunciar uma única palavra diante
dEle, pois o Eleito está na presença
do Senhor dos espíritos de acordo com Seu próprio prazer.
Capítulo 49
1Naqueles dias os santos e os escolhidos sofrerão uma
mudança. A luz do dia descansará sobre eles
e o esplendor e a glória dos santos será transformada.
2Naquele dia de tribulação o mal será amontoado sobre os
pecadores, mas os justos triunfarão no
nome do Senhor dos espíritos.
3Outros serão levados a ver que devem arrepender-se e
desistir das obras das suas mãos, e que a
glória não os espera na presença do Senhor dos espíritos já
que por Seu nome eles podem ser
salvos. O Senhor dos espíritos terá compaixão deles, pois
grande é a Sua misericórdia e a justiça
está em Seu julgamento; na presença de Sua glória, em seu
julgamento a iniqüidade não
permanecerá. Aquele que não se arrepende em perecerá Sua
presença.
4Daqui em diante Eu não terei misericórdia deles, diz o
Senhor dos espíritos.
Capítulo 50
1Naqueles dias a terra entregará de seu ventre e o inferno
entregará de si aqueles a quem recebeu, e
a destruição restaurará àqueles a quem ela deve.
2Ele selecionará os justos e santos de entre eles, pois o dia
de sua salvação se tem aproximado.
3E naqueles dias o Eleito se assentará sobre seu trono,
enquanto todo segredo de sabedoria
intelectual procederá da sua boca, pois o Senhor dos
espíritos lhe concedeu e glorificou.
4Naqueles dias as montanhas saltarão como as rãs e os
montes pularão como jovens ovelhas (46)
saciadas com leite; e todos os justos se tornarão iguais aos
anjos nos céu.
(46) Cp. Salmos 114:4
5Seu semblante se iluminará de alegria, pois naqueles dias o
Eleito será exaltado. A terra se
regozijará; os justos habitarão nela e a possuirão.
Capítulo 51
1Depois desse tempo, no lugar onde eu havia visto toda visão
secreta, fui arrebatado em um
redemoinho de vento e transportado para o oeste.
2Lá meus olhos viram os segredos do céu e tudo o que existe
na terra; uma montanha de fogo, uma
montanha de cobre, uma montanha de prata, uma montanha
de ouro, uma montanha de metal
fundido, e uma montanha de chumbo.
3E eu perguntei ao anjo que foi comigo, dizendo: O que são
estas coisas, que em segrego eu vi?
4Ele disse: Todas as coisas que tu viste serão para o domínio
do Messias, para que ele possa
comandar e ser poderoso sobre a terra.
5E aquele anjo de paz respondeu-me dizendo: Espera um
pouco de tempo e entenderás, e cada coisa
secreta te será revelada, o que o Senhor dos espíritos tem
decretado. Aquelas montanhas que tu
viste, a montanha de ferro, a montanha de cobre, a montanha
de prata, a montanha de ouro, a
montanha de metal fluido e a montanha de chumbo, todas
estas na presença do Eleito serão como o
favo de mel diante do fogo, e como a água descendo de cima
sobre estas montanhas, e se tornarão
debilitadas diante de seus pés.
6Naqueles dias os homens não serão salvos por ouro e por
prata.
7Nem eles o terão em seu poder para assegurar-se, e voar.
8Lá não haverá nem ferro, nem casaco de malha para o
peito.
9Cobre será unútil; inútil também será o que não enferruja
nem se consome; e levar não será
desejado.
10Todas estas coisas serão rejeitadas, e perecem na terra,
quando o Eleito aparecer na presença do
Senhor dos espíritos.
Capítulo 52
1Ali meus olhos viram um profundo vale, e larga era sua
entrada.
2Todos os que habitam na terra, no mar, e nas ilhas, trarão
para ele dons, presentes e oferendas;
contudo aquele profundo vale não se encherá. Suas mãos
cometerão iniqüidade. Tudo quanto eles
produzirem por labor será devorado pelos pecadores por
crime. Mas eles perecerão de diante da
face do Senhor dos espíritos e da face de sua terra. Eles se
levantarão, e não falharão para sempre.
3Eu vi anjos de punição, os quais estavam habitando ali, e
preparando todos os instrumentos de
Satan.
4Então perguntei ao anjo da paz que continuava comigo, para
quem aqueles instrumentos eram
preparados.
5Ele disse: Estes são preparados para os reis e poderosos da
terra, para que assim eles pereçam.
6Depois que os justos e a casa escolhida de sua
congregação aparecerão, e desde então serão
imutáveis no nome do Senhor dos espíritos.
7Nem aquelas montanhas existirão na sua presença como a
terra e os montes, como as fontes de
água existem. E os justos serão aliviados da vexação dos
pecadores.
Capítulo 53
1Então eu olhei e me virei para outra parte da terra, onde vi
um profundo vale de fogo ardente.
2Para esse vale, eles levaram os monarcas e os poderosos.
3Ali meus olhos viram os instrumentos que eles fizeram,
correntes de ferro sem peso.(47)
(47) Sem peso. Ou, "de imensurável peso" (Knibb, p. 138).
4Então eu perguntei ao anjo da paz que estava comigo,
dizendo: Para quem essas correntes são
preparadas?
5Ele respondeu: Estas são preparadas para as hostes de
Azazeel, para que eles sejam entregues e
julgados a uma menor condenação, e para que seus anjos
sejam subjugados com pedras
arremessadas, como o Senhor dos espíritos ordenou.
6Miguel e Gabriel, Rafael e Fanuel serão fortalecidos naquele
dia, e então os lançarão numa
fornalha de fogo ardente para que o Senhor dos espíritos
possa ser vingado pelos crimes que eles
cometeram; porque eles se tornaram ministro de Satan, e
seduziram aqueles que habitam sobre a
terra.
7Naqueles dias punição virá do Senhor dos espíritos, e os
receptáculos de água que estão acima nos
céus serão abertos, e igualmente as fontes que estão sob a
terra.
8Todas as águas, que estão nos céus e abaixo deles, serão
reunidas e se misturarão.
9A água que está acima no céu será o agente; (48)
(48) Agente. Literalmente, "macho" (Laurence, p. 61).
10E a água que está sob a terra será o recipiente, (49) e
todos os que habitam sobre a terra serão
destruídos e os que habitam sob as extremidades do céu.
(49) Recipiente. Literalmente, "fêmea" (Laurence, p. 61).
11Por esses meios eles entenderão a iniqüidade que
cometeram na terra, e por esses meios perecerão.
Capítulo 54
1Depois disso o Ancião de dias arrependeu-se, e disse: Em
vão eu destruí todos os habitantes da
terra.
2E ele jurou por seu grande nome, dizendo: De agora em
diante eu não agirei mais assim para com
todos aqueles que habitam sobre a terra.
3Mas eu colocarei um sinal nos céus; (50) e ele será uma fiel
testemunha entre mim e eles para
sempre, tantos quantos os dias do céu durarem sobre a terra.
(50) Cp. Gen. 9:13, "Eu colocarei meu arco na nuvem, e ele
será um sinal do convênio entre mim e a terra".
4Depois disso, de acordo com esse meu decreto, quando eu
estiver disposto a prende-los
antecipadamente, pela instrumentalidade dos anjos, no dia da
aflição e da perturbação, minha ira e
minha punição permanecerá sobre eles, minha punição e
minha ira, diz Deus, o Senhor dos
espíritos.
5Ó vós reis, ó vós poderosos, que habitam o mundo, vereis
meu Eleito, assentado sobre o trono da
minha glória. E Ele julgará Azazeel, todos seus associados,
em nome do Senhor dos espíritos.
6Ali igualmente eu vi as hostes dos anjos que estavam se
movendo em punição, confinadas numa
rede de ferro e bronze. Então eu perguntei ao anjo da paz,
que estava comigo: Para quem estes sob
confinamento estão indo.
7Ele disse: Para todos os seus eleitos e seus amados, (51)
para que eles possam ser lançados nas
fontes e profundas fendas do abismo.
(51) Para cada um dos… seus amados. Ou, "Para cada um
de seus escolhidos e para os seus amados" (Knibb, p. 139).
8E aquele vale será cheio com seus eleitos e amados; os
dias cuja vida serão consumados, mas os
dias de seus erros serão inumeráveis.
9Então príncipes (52) se combinarão e juntos conspirarão. Os
chefes do leste, entre os Partos e
Medos, removerão reis, nos quais um espírito de perturbação
entrará. Ele os lançará de seus tronos,
saltando como leões de seus esconderijos, e como lobos
famintos no meio do rebanho.
(52) Príncipes. Ou, "anjos" (Charles, p. 149; Knibb, p. 140).
10Eles subirão e pisarão na terra de seus eleitos. A terra de
seus eleitos estará diante deles. A eira, a
senda e a cidade do meu povo justo imperará o progresso de
seus cavalos. Eles se levantarão para
destruir uns aos outros; sua mão direita se estenderá; o
homem não conhecerá seu amigo ou seu
irmão;
11Nem o filho de seu pai ou de sua mãe; até que o número
dos corpos de seus mortos sejam
completados, pela sua morte e punição. Nem isto acontecerá
sem causa.
12Naqueles dias a boca do inferno será aberta, na qual eles
serão imersos; o inferno destruirá e
tragará os pegadores da face dos eleitos.
Capítulo 55
1Depois disto eu vi outro exército de carruagens com homens
dirigindo-as.
2E eles vieram sobre o vento do leste, desde o oeste, e do
sul.(53)
(53) Desde o sul. Literalmente "do meio do dia". (Laurence, p.
63).
3O som do barulho de suas carruagens foi ouvido.
4E quando aquela agitação aconteceu os santos fora do céu
perceberam-na; o pilar da terra abalou-se
desde a sua fundação e o som foi ouvido desde as
extremidades da terra até as extremidades do céu
ao mesmo tempo. 5Então eles caíram e adoraram o Senhor
dos espíritos.
6Este é o fim da segunda parábola.
Capítulo 56
1Então eu comecei a proferir a terceira parábola, concernente
aos santos e aos eleitos.
2Abençoados sois vós, ó santos e eleitos, pois glorioso é o
vosso lugar.
3Os santos existirão na luz do sol e os eleitos na luz da vida
eterna, cujos dias de vida nunca
terminarão nem os dias dos santos serão enumerados, os
quais procuram pela luz e obtêm retidão
com o Senhor dos espíritos.
4Paz seja aos santos com o Senhor do mundo.
5Daqui em diante aos santos seja dito que procurem nos céu
os segredos da retidão, a porção da fé;
semelhante ao sol nascido sobre a terra, enquanto a
escuridão se vai. Ali haverá luz interminável;
eles não entrarão em contagem de tempo, pois a escuridão
será previamente destruída e a luz
aumentará diante do Senhor dos espíritos; diante do Senhor
dos espíritos a luz da honradez
aumentará para sempre.
Capítulo 57
1Naqueles dias meus olhos viram os segredos dos
relâmpagos e seu esplendor, e o julgamento a eles
pertencente.
2Eles iluminam por bênção e por maldição, de acordo com a
vontade do Senhor dos espíritos.
3Ali eu vi os segredos do trovão quando ele agita-se acima
no céu e seu som é ouvido.
4As habitações da terra também foram mostradas a mim. O
som do trovão é para paz e para bênção,
tanto para o bem quanto para maldição, de acordo com a
palavra do Senhor dos espíritos.
5Depois disso, todo segredo dos esplendores e dos trovões
foram vistos por mim. Para bênção e para
fertilidade eles iluminam.
Capítulo 58
1No qüinquagésimo ano, no sétimo mês, no décimo quarto
dia da vida de Enoque, naquela parábola
eu vi o céu dos céus tremer, que ele tremeu violentamente e
que os poderes do Altíssimo e dos
anjos, milhares de milhares, e miríades de miríades, ficaram
agitados com grande agitação. E
quando eu olhei o Ancião de dias estava assentado no trono
de sua glória enquanto os anjos e santos
estavam em pé ao redor dele. Um grande tremor veio sobre
mim. Meus lombos foram curvados e
soltos, meus rins foram dissolvidos; e eu cai sobre minha
face. O santo Miguel, outro santo anjo,
um dos santos, foi enviado, o qual levantou-me.
2E quando ele levantou-me, meu espírito retornou, pois eu fui
incapaz de suportar essa visão de
violência, sua agitação e o choque do céu.
3Então o santo Miguel disse-me: Por que estás perturbado
com essa visão?
4Desde então tem existido o dia da misericórdia; Ele tem sido
misericordioso e magnânimo com
todos os que habitam sobre a terra.
5Mas quando o tempo vier, então o poder, a punição, e o
julgamento tomarão lugar, o qual o Senhor
dos espíritos preparou para aqueles que se prostrarem para o
julgamento da retidão, para aqueles
que renunciarem àquele julgamento, e para aqueles que
tomam seu nome em vão.
6Aquele dia foi preparado para os eleitos como um dia de
convênio e para os pecadores como um
dia de inquisição.
7Naquele dia dois monstros serão distribuídos como alimento
(54), um monstro fêmea, cujo nome é
Leviathan, habitando nas profundezas do mar, acima das
fontes de águas;
(54) Distribuídos como alimento. Ou, "separados um do outro"
(Knibb, p. 143).
8E um monstro macho, cujo nome é Behemoth, o qual
possui, movendo-se em seu ventre, o deserto
invisível.
9Seu nome era Dendayen. A leste do jardim, onde os eleitos
e os justos habitarão, onde ele recebeuo
de meu ancestral, desde Adão o primeiro dos homens, (55)
cujo homem o Senhor dos espíritos fez.
(55) Ele recebeu-o… primeiro dos homens. Ou, "meu bisavô
foi tomado, o sétimo desde Adão" (Charles, p. 155). Isto
implica que esta seção do livro foi escrita por Noé,
descendente de Enoque. Os estudiosos têm especulado que
esta
parte do livro pode conter fragmentos do perdido Apocalipse
de Noé.
10Então eu pedi a outro anjo que me mostrasse o poder
daqueles monstros, como eles se separaram
naquele mesmo dia, um estando nas profundezas do mar, e o
outro no seco deserto.
11E ele disse: Tu, filho do homem, estás aqui desejoso de
entendimento das coisas secretas.
12E o anjo da paz, o qual estava comigo disse: Estes dois
monstros estão preparados pelo poder de
Deus para tornarem-se alimento, para que a punição de Deus
não seja em vão.
13Então crianças serão mortas com suas mães, e os filhos
com seus pais.
14E quando a punição do Senhor dos espíritos continuar,
sobre eles ela continuará, para que a
punição do Senhor dos espíritos não aconteça em vão.
Depois do quê, o julgamento existirá com
misericórdia e longanimidade.
Capítulo 59
1Então outro anjo, o qual estava comigo, me falou,
2E mostrou-me o primeiro e o último dos segredos em cima
no céu, e nas profundezas da terra:
3Nas extremidades do céu e nas fundações dela, e no
receptáculo dos céus.
4Ele mostrou-me como seus espíritos foram divididos; como
eles foram balançados e como ambas
as fontes e os ventos foram contados de acordo com a força
de seu espírito.
5Ele me mostrou o poder da luz da lua, que seu poder é
justo; bem como as divisões das estrelas, de
acordo com seus respectivos nomes;
6Que cada divisão é separada; que os relâmpagos iluminam;
7Que suas tropas imediatamente obedecem e que uma
cessação toma lugar durante o trovão em
continuação de seu som. Não são separados o trovão e o
raio; nem eles se movem com um espírito,
já que eles não são separados.
8Pois quando os raios iluminam, o trovão soa e o espírito a
um próprio período faz pausa, fazendo
uma igual divisão entre eles, pois o receptáculo sobre o qual
seus períodos dependem é solto como a
areia. Cada um deles à sua própria estação é restringido com
uma rédea e virado pelo poder do
espírito, que assim impele-os de acordo com a espaçosa
extensão da terra.
9O espírito do mar é igualmente potente e forte, e um poder
tão forte o faz vazar; assim ele é
dirigido adiante e espalha-se contra as montanhas da terra. O
espírito da geada tem seu anjo; no
espírito do granizo ele é um bom anjo; o espírito da neve
cessa em sua força e um espírito solitário
está nele, o qual ascende dele como vapor, e é chamado
refrigeração.
10O espírito da névoa também habita com eles em seu
receptáculo, mas ele tem um receptáculo para
si mesmo, pois seu progresso está no esplendor,
11Na luz e na escuridão, no inverno e no verão. Seu
receptáculo é brilho, e um anjo esta nele.
12O espírito do orvalho tem seu domicílio nas extremidades
do céu, em conexão com o receptáculo
da chuva e seu progresso está no inverno e no verão. A
nuvem produzida por ele e a nuvem do meio
se tornam unidos, um dá ao outro; e quando o espírito da
chuva está em movimento de seu
receptáculo, anjos vêm e, abrindo seu receptáculo, o traz
adiante.
13Quando igualmente ele é borrifado sobre toda a terra ele
forma uma união com todo tipo de água
no chão; pois as águas ficam na terra, porque eles fornecem
nutrição para a terra desde o Altíssimo,
o qual está no céu.
14Sobre este informe, portanto há uma regulamentação na
qualidade da chuva que os anjos recebem.
15Estas coisas eu vi, todas elas, até o paraíso.
Capítulo 60
1Naqueles dias eu vi que longos mantos foram dados
àqueles anjos, os quais tomaram suas asas e
fugiram em direção ao norte.
2Eu perguntei ao anjo, dizendo: Para onde eles levaram
aqueles longos mantos e para onde se
foram? Ele disse: Eles foram medir.
3O anjo, o qual continuava comigo, disse: Estas são as
medidas dos justos e cordas serão trazidas
para que eles possam confiar no nome do Senhor dos
espíritos para sempre e sempre.
4O eleito começará a habitar com o eleito.
5Estas são as medidas que serão dadas pela fé, as quais
fortalecerão as palavras de retidão.
6Estas medidas revelarão todos os segredos nas
profundezas da terra.
7E acontecerá que aqueles que foram destruídos no deserto
e os que foram devorados pelos peixes
do mar e pelas bestas do campo, retornarão e confiarão no
dia do Eleito, pois ninguém perecerá na
presença do Senhor dos espíritos, nem ninguém será capaz
de perecer.
8Então eles receberam o mandamento, todos os quais
estavam nos céus acima, para quem foi dado
um poder combinado, voz e esplendor, semelhante ao fogo.
9E primeiro, com suas vozes eles abençoaram-no, exaltaramno,
glorificaram-no com sabedoria e
atribuíram a Ele sabedoria com a palavra e com o sopro da
vida.
10Então o Senhor dos espíritos assentado sobre o trono de
sua glória, o Eleito,
11O qual julgará todas as obras do Santo acima no céu, e
numa balança Ele pesará suas ações. E
quando Ele levantar Seu semblante para julgar seus
caminhos secretos na palavra do nome do
Senhor dos espíritos, e seu progresso no caminho do justo
julgamento do altíssimo Deus;
12Eles falarão com vozes unidas; abençoarão, glorificarão,
exaltarão, e orarão em nome do Senhor
dos espíritos.
13Ele chamará a todo poder dos céus, a todo santo acima, e
ao poder de Deus. O Querubim, o
Serafim, o Ofanim, todos os anjos de poder e todos os anjos
dos Senhores, a saber, do Eleito, e do
outro Poder, o qual estava sobre a água naquele dia.
14E levarão suas vozes unidas; abençoarão, glorificarão,
orarão, e exaltarão com o espírito da fé,
com o espírito da sabedoria e da paciência, com o espírito da
misericórdia, com o espírito do
julgamento e da paz, e com o espírito da benevolência; todos
dirão com vozes unidas: Abençoado é
Ele; e o nome do Senhor dos espíritos será abençoado para
sempre e sempre; todos, os quais não
dormem, o abençoarão acima no céu.
15Todo santo no céu o abençoará; todo o eleito que habita no
jardim da vida e todo espírito de luz
que é capaz de abençoar, glorificar, exaltar, e orar em seu
santo nome e todo homem mortal, (56)
mais do que os poderes do céu, glorificará e abençoará seu
nome para sempre e sempre.
(56) Todo homem mortal Literalmente, "toda carne"
(Laurence, p. 73).
16Pois grande é a misericórdia do Senhor dos espíritos;
magnânimo Ele é; e todas as suas obras,
todo o seu poder, grande como são as coisas que Ele tem
feito, tem revelado aos santos e eleitos, em
nome do Senhor dos espíritos.
Capítulo 61
1Então o Senhor ordenou os reis, os príncipes, os exaltados
e aqueles que habitam na terra dizendo:
Abri vossos olhos, e elevai vossas buzinas se sois capazes
de compreender o Eleito.
2O Senhor dos espíritos assentou-se sobre o trono de sua
glória.
3E o espírito de retidão foi colocado sobre ele.
4A palavra de sua boca destruirá todos os pecadores e todos
os mundanos, os quais perecerão na sua
presença.
5Naquele dia todos os reis, os príncipes, os exaltados e todos
os que possuem a terra se colocarão
em pé, verão e perceberão Aquele que está assentado no
trono da sua glória, que diante dEle os
santos serão julgados em retidão,
6E que nada que será falado diante dEle, será falado em vão.
7Inquietação virá sobre eles, como sobre uma mulher em
trabalho de parto, cujo labor é severo,
quando seu filho vem à boca do ventre e ela encontra-se em
dificuldade de dar a luz.
8Uma porção deles olhará para a outra. Eles ficarão atônitos
e baixarão seu semblante,
9E aflição os prenderá quando eles virem o Filho da mulher
assentado sobre o seu trono de glória.
10Então os reis, os príncipes e todos os que possuem a terra
glorificarão Aquele que tem domínio
sobre todas as coisas, Aquele que esteve em conselho; pois
desde o princípio o Filho do homem
existiu em segredo, o qual o Altíssimo preservou na presença
do Seu poder e foi revelado aos
eleitos.
11Ele semeará a congregação dos santos e dos eleitos, e
todo eleito ficará diante dEle naquele dia.
12Todos os reis, príncipes, o exaltado e aqueles que
governam sobre toda a terra cairão sobre suas
faces diante dEle, e O adorarão.
13Eles colocarão suas esperanças neste Filho do homem
orarão a Ele e implorarão por misericórdia.
14Então o Senhor dos espíritos se apressará em expeli-los
da Sua presença. Suas faces ficarão cheias
de confusão e suas faces se cobrirão de escuridão. Os anjos
os tomarão para castigo, aquela
vingança poderá ser infligida naqueles que têm oprimido
Seus filhos e Seus eleitos. E eles se
tornarão como um exemplo aos santos aos Seus eleitos.
Através deles estes serão feitos jubilosos,
pois a ira do Senhor dos espíritos descansará sobre eles.
15Então a espada do Senhor dos espíritos se embebedará
com seu sangue, mas os santos e eleitos
serão salvos naquele dia; a face dos pecadores e dos
mundanos daquele tempo em diante eles não
verão.
16O Senhor dos espíritos permanecerá sobre eles:
17E com este Filho do homem eles habitarão, comerão,
deitarão e levantarão, para sempre e sempre.
18Os santos e eleitos têm se levantado da terra. Têm deixado
de deprimir seus semblantes e terão
sido vestidos com a vestimenta da vida. Aqueles vestidos da
vida estão com o Senhor dos espíritos,
em cuja presença suas vestimentas não envelhecerão nem
será diminuída sua glória.
Capítulo 62
1Naqueles dias os reis que possuíram a terra serão punidos
pelos anjos de Sua ira, onde quer que
eles lhes sejam entregues, para que Ele possa dar descanso
por um curto período de tempo; e para
que eles prostem-se diante dEle e adorem o Senhor dos
espíritos, confessando seus pecados diante
dEle.
2Eles abençoarão e glorificarão o Senhor dos espíritos
dizendo: Abençoado é o Senhor dos espíritos,
o Senhor dos reis, o Senhor dos espíritos, o Senhor dos ricos,
o Senhor da glória, e o Senhor da
sabedoria.
3Ele iluminará toda coisa secreta.
4Seu poder é de geração a geração e Sua glória para sempre
e sempre.
5Profundos são todos os Seus segredos e incontáveis; sua
retidão não pode ser calculada.
6Agora nós sabemos que devemos glorificar e abençoar o
Senhor dos reis o qual é Rei sobre todas
as coisas.
7Eles também dirão: Quem nos tem permitido ficar para
glorificar, louvar, abençoar, e confessar na
presença da Sua glória?
8E agora pequeno é o repouso que nós desejamos, mas nós
não o encontramos; nós rejeitamos e não
o possuímos. Luz passou diante de nós e escuridão tem
coberto nossos tronos para sempre.
9 Pois nós não confessamos diante dEle; não temos
glorificado o nome do Senhor dos reis; não
temos glorificado o Senhor em todas as Suas obras, mas
temos confiado no cetro do nosso próprio
domínio e da nossa glória.
10Naquele dia do nosso sofrimento e da nossa angústia Ele
não nos salvará, nem encontraremos
descanso. Confessamos que nosso Senhor é fiel em todas as
Suas obras, em todos os Seus
julgamentos e em Sua retidão.
11Em Seus julgamentos ele não paga nenhum respeito a
pessoas; e nós devemos apartar-nos de sua
presença por causa de nossos maus atos.
12Todos os nossos pecados são verdadeiramente sem
número.
13Então eles dirão a si mesmos: Nossas almas estão
saciadas com os instrumentos de crime;
14Mas que não nos impede de descer ao ventre flamejante
do inferno.
15Daí em diante seus semblantes se encherão de escuridão
e confusão diante do Filho do homem, de
cuja presença eles serão expulsos e diante do qual a espada
permanecerá expelindo-os.
16Assim diz o Senhor dos espíritos: Este decreto e o
julgamento contra os príncipes, os reis, os
exaltados, e aqueles que possuem a terra, na presença do
Senhor dos espíritos.
Capítulo 63
1Eu vi outros semblantes naquele lugar secreto. Ouvi a voz
de um anjo, dizendo: Estes são os anjos
que desceram do céu à terra, revelaram segredos aos filhos
dos homens e seduziram os filhos dos
homens para cometerem de pecado.
Capítulo 64
(57)
(57) Os capítulos 64, 65, 66 e o primeiro versículo do 67
evidentemente contêm a versão de Noé e não de Enoque
(Laurence, p. 78).
1Naqueles dias Noé viu que a terra inclinou-se, e que
destruição aproximava-se.
2Então ele levantou seus pés e foi para os confins da terra,
para a habitação do seu bisavô Enoque.
3E Noé clamou com uma amarga voz: Ouví-me, ouví-me,
ouví-me, três vezes. E ele disse: Dize-me
o que está ocorrendo sobre a terra, pois a terra trabalha e é
violentamente abalada. Certamente eu
perecerei com ela.
4Depois disso houve uma grande perturbação na terra e uma
voz foi ouvida desde o céu. Eu caí
sobre minha face, então meu bisavô Enoque veio e colocouse
ao meu lado.
5Ele disse-me: Por que clamas a mim com um amargo
clamor e lamentação?
6Um mandamento partiu do Senhor contra aqueles que
habitam na terra para que eles sejam
destruídos, pois eles conhecem todo segredo dos anjos, toda
obra opressiva, o poder secreto dos
demônios (58) e todo poder daqueles que cometem
sortilégios, tanto quanto daqueles que fazem
imagens fundidas em toda a terra.
(58) Os demônios. Literalmente, "os Satans" (Laurence, p.
78).
7Eles sabem como a prata é produzida do pó da terra e como
na terra a gota metálica existe, pois o
chumbo e o estanho não são produzidos da terra como fonte
primária de sua produção.
8Há um anjo colocado sobre ela, e o anjo luta para
prevalecer.
9Depois disso meu bisavô Enoque agarrou-me com sua mão,
levantando-me e disse-me: Vai, pois
eu pedí ao Senhor dos espíritos a respeito desta perturbação
da terra; o qual respondeu: Por conta da
impiedade deles seus inumeráveis julgamentos foram
consumados diante de mim. Com respeito às
luas eles inquiriram, e têm conhecimento de que a terra
perecerá com aqueles que habitam sobre
ela,(59) e que estes não terão lugar de refúgio para sempre.
(59) Com respeito às luas… habitam sobre ela. Ou, "Por
causa dos sortilégios que eles procuraram e aprenderam a
terra e aqueles que habitam sobre ela serão destruídos"
(Knibb, p. 155).
10Eles descobriram segredos, e eles são aqueles que têm
sido julgados; mas não você, meu filho. O
Senhor dos espíritos sabe que tu és puro e bom, livre da
reprovação do descobrimento de segredos.
11Ele, o Santo, estabelecerá Seu nome no meio dos santos e
te preservará daqueles que habitam
sobre a terra. Ele estabelecerá tua semente em retidão com
domínio e grande glória, (60) e da tua
semente se espalhará retidão, e homens santos sem número
para sempre.
(60) Com domínio… gloria. Literalmente, "para reis, e para
grande glória" (Laurence, p. 79).
Capítulo 65
1Depois disso ele mostrou-me os anjos de punição, os quais
estão preparados para vir e abrir todas
as águas poderosas sob a terra:
2Que elas podem ser para julgamento e para destruição de
todos aqueles que permanecem e habitam
sobre a terra.
3O Senhor dos espíritos ordenou os anjos que saíram, para
não tomar os homens, e preservá-los,
4pois aqueles anjos presidem sobre todas as poderosas
águas. Então eu saí da presença de Enoque.
Capítulo 66
1Naqueles dias a palavra de Deus veio a mim, e disse: Vê
Noé, tua sorte ascendeu a Mim, uma sorte
imune de crime, uma sorte amada e superior.
2Agora então os anjos trabalharão as árvores, (61), mas
enquanto eles procedem nisto eu colocarei
minha mão sobre elas e as preservarei.
(61) Trabalharão nas árvores. Ou, "estão fazendo uma
(estrutura de) madeira" (Knibb, p. 156).
3A semente da vida se erguerá dela e uma mudança tomará
lugar para que a terra seca não seja
deixada vazia. Eu estabelecerei tua semente diante de mim
para sempre e sempre, e a semente
daqueles que habitarem contigo na superfície da terra. Ela
será abençoada e multiplicada na
presença da terra, em nome do Senhor.
4Eles confinarão aqueles anjos que descobriram impiedade.
Naquele vale ardente é que eles serão
confinados, o qual a princípio meu bisavô mostrou-me no
oeste, onde há montanhas de ouro e prata,
de ferro, de metal fluído, e de estanho.
5Eu vi aquele vale no qual há uma grande perturbação e
onde as águas são agitadas.
6E quando tudo isto foi executado, da massa fluída de fogo e
na perturbação que prevaleceu (62)
naquele lugar, levantou-se um forte cheiro de enxofre que se
misturou com as águas; e o vale dos
anjos que haviam sido culpados de sedução, queimou-se
debaixo da terra.
(62) A perturbação que prevaleceu. Literalmente, "perturbouos"
(Laurence, p. 81).
7Através daquele vale rios de fogo também estavam fluindo,
para os quais aqueles anjos serão
condenados, os quais seduziram os habitantes da terra.
8E naqueles dias estas águas serão para os reis, aos
príncipes, aos exaltados e para os habitantes da
terra, para a cura da alma e do corpo e para o julgamento do
espírito. 9Seus espíritos serão cheios de
festa (63) para que eles possam ser julgados em seus
corpos; porque eles negaram o Senhor dos
espíritos, e apesar de eles perceberem sua condenação dia
após dia, não acreditaram em seu nome.
(63) Festa. Ou, "luxúria" (Knibb, p. 157).
10E como a inflamação de seus corpos será grande, assim
seus espíritos sofrerão uma transformação
para sempre.
11Pois nenhuma palavra que é pronunciada diante do Senhor
dos espíritos será em vão.
12Julgamento veio sobre eles porque eles confiaram em sua
luxúria carnal, e negaram o Senhor dos
espíritos.
13Naqueles dias as águas daquele vale serão transformadas,
pois enquanto os anjos forem julgados,
o calor daquelas fontes de água sofrem uma alteração.
14E enquanto os anjos ascenderem, a água das fontes
novamente sofrem uma alteração e congelam.
Então eu ouvi o santo Miguel respondendo e dizendo: Este
julgamento, com o qual os anjos serão
julgados, dará testemunho contra os reis, príncipes e aqueles
que possuem a terra.
15Pois estas águas de julgamento serão para sua cura e para
a morte (64) de seus corpos. Mas eles não
perceberão e não acreditarão que as águas serão
transformadas e tornadas como fogo, que arderá
para sempre.
(64) Morte. Ou, "luxúria" (Charles, p. 176; Knibb, p. 158).
Capítulo 67
1Depois disto ele deu-me as marcas características (65) de
todas as coisas secretas do livro do meu
bisavô Enoque, e nas parábolas que haviam sido dadas a ele;
inserindo-as para mim entre as
palavras do livro das parábolas.
(65) Marcas características. Literalmente, "os sinais"
(Laurence, p. 83).
2Naquele momento o santo Miguel respondeu e disse a
Rafael: O poder do espírito precipita-me
daqui e impele-me para fora. A severidade do julgamento, do
secreto julgamento dos anjos, quem é
capaz de observar a resistência daquele severo julgamento
que aconteceu e se tornou permanente
sem ser dissolvido no seu lugar? Novamente o santo Miguel
respondeu e disse ao santo Rafael:
Quem está lá, cujo coração não se abrandou por isto, e cujos
rins não se afligiram com esta coisa?
3Julgamento saiu contra eles por aqueles que assim
arrastaram-nos para fora; e que se foram,
quando eles estavam na presença do Senhor dos espíritos.
4De igual maneira também o santo Rakael disse a Rafael:
Eles não estarão diante do olho do Senhor
(66) já que o Senhor dos espíritos foi ofendido por eles, pois
como Senhores (67) eles têm-se
conduzido. Portanto Ele traz sobre eles um secreto
julgamento para sempre e sempre.
(66) Eles não... olho do Senhor. Ou, "Eu não tomarei parte
sob o olho do Senhor" (Knibb,p.159).
(67) Pois como Senhores. Ou, "pois eles agiram como se
fossem o Senhor" (Knibb, p. 159).
5Pois nem o anjo, nem o homem recebe uma porção dele,
mas eles só receberão seu próprio
julgamento para sempre e sempre.
Capítulo 68
1Depois deste julgamento eles estarão assombrados e
irritados, pois serão exibidos aos habitantes da
terra.
2Eis os nomes destes anjos. Estes são seus nomes: O
primeiro deles é Samyaza; o segundo é
Arstikapha; o terceiro é Armen; o quarto, Kakabael; o quinto,
Turel; o sexto, Rumyel; o sétimo,
Danyal; o oitavo, Kael; o nono, Barakel; o décimo, Azazel; o
décimo primeiro, Armers; o décimo
segundo, Bataryal; o décimo terceiro, Basasael; o décimo
quarto, Ananel; o décimo quinto, Turyal;
o décimo sexto, Simapiseel; o décimo sétimo, Yetarel; o
décimo oitavo, Tumael; o décimo nono,
Tarel; o vigésimo, Rumel; o vigésimo primeiro, Azazyel.
3Estes são os principais (chefes) dos anjos, e os nomes dos
líderes de suas centenas, e seus líderes
de cinqüenta, e os líderes de suas dezenas.
4O nome do primeiro é Yekun: (68) ele foi quem seduziu
todos os filhos dos santos anjos e fez com
que descessem à terra, conduzindo desencaminhadamente a
descendência dos homens.
(68) Yekun pode simplesmente significar "o rebelde" (Knibb,
p. 160).
5O nome do segundo é Kesabel, o qual apontou mau
conselho aos filhos dos santos anjos e
conduziu-os a corromperem seus corpos gerando humanos.
6O nome do terceiro é Gadrel: ele descobriu todo golpe de
morte aos filhos dos homens.
7Ele seduziu Eva e descobriu aos filhos dos homens os
instrumentos de morte, o casaco de malha, o
escudo, e a espada para matança; todo instrumento de morte
para os filhos dos homens.
8Estas coisas derivaram de suas mãos para os que habitam
sobre a terra daquele período para
sempre.
9O nome do quarto é Penemue: ele descobriu aos filhos dos
homens o amargor e a doçura,
10E mostrou a eles todo segredo de sua sabedoria.
11Ele ensinou os homens a entenderem o escrito e o uso de
tinta e papel.
12Portanto, numerosos tem sido aqueles que têm se
extraviado em todo período do mundo, mesmo
até este dia.
13Os homens não nasceram para isto, assim com pena e
tinta, para confirmar sua fé;
14Desde então eles não criaram, exceto que, como os anjos,
eles podem permanecer retos e puros.
15Nem poderiam morrer, o que destrói tudo, tem afetado-os;
16Mas por este seu conhecimento eles perecem, e por isto
também seu poder os consome.
17 O nome do quinto é Kasyade: ele descobriu aos filhos dos
homens todo iníquo golpe de espíritos
e de demônios:
18O golpe do embrião no ventre, para diminuí-lo; (69) o golpe
do espírito pela mordida da serpente, e
o golpe que é dado ao meio-dia pelo filho da serpente, cujo
nome é Tabaet. (70)
(69) O golpe…para diminuí-lo. Ou, "o soco (com ataque,
agressão) ao embrião no ventre para que seja abortado"
(Knibb, p. 162).
(70) Tabaet. Literalmente, "macho" ou "forte" (Knibb, p. 162).
19Este é o número de Kasbel; a parte principal do juramento
que o Altíssimo, habitando em glória,
revelou aos santos.
20Seu nome é Beka. Ele falou ao santo Miguel para que
revelasse a eles o nome sagrado, para que
eles pudessem entender o sagrado nome e assim lembrar do
juramento; e para que aqueles que
apontaram toda coisa secreta aos filhos dos homens possam
tremer sob aquele nome e juramento.
21Este é o poder do juramento; pois poderoso ele é, e forte.
22E estabelecido este juramento de Akae pela
instrumentalidade do santo Miguel.
23Estes são os segredos deste juramento, e por ele eles
foram confirmados.
24Os céus estiveram em suspenso por ele antes que o
mundo fosse feito, para sempre.
25Por ele a terra foi inundada no dilúvio enquanto das partes
escondidas dos montes as águas
agitadas as águas saíram desde a criação até o fim do
mundo.
26Por este juramento o mar foi formado e a sua fundação.
27Durante o período desta fúria ele estabeleceu a areia
contra ele, a qual continua imutável para
sempre, e por este juramento o abismo foi feito forte; e não é
removível de sua estação para sempre
e sempre.
28Por este juramento o sol e a lua completam seu progresso
nunca se desviando do comando que
lhes foi dado para sempre e sempre.
29Por este juramento as estrelas completam seu progresso,
30E quando seus nomes forem chamados eles retornarão em
resposta, para sempre e sempre.
31Então nos céus tomam lugar os sopros dos ventos: todos
eles têm respiração (71) e efetuam uma
completa combinação de respirações.
(71) Respiração. Ou, "espíritos" (Laurence, p. 87).
32Ali os tesouros do trovão são mantidos e o esplendor do
relâmpago.
33Ali são guardados os tesouros do granizo e da neblina, os
tesouros da neve, os tesouros da chuva e
do orvalho.
34Todos estes confessam e louvam diante do Senhor dos
espíritos.
35Eles glorificam com todo seu poder de súplica; e Ele os
sustém em todo aquele ato de
agradecimento enquanto eles louvam, glorificam e exaltam o
nome do Senhor dos espíritos para
sempre e sempre.
36E com eles ele estabelece este juramento, pelo qual eles e
seus caminhos são preservados, e seus
progressos não perecem.
37Grande foi sua alegria.
38Eles abençoaram, glorificaram, e exaltaram porque o nome
do Filho do homem lhes foi revelado.
39Ele assentou-se sobre o trono de Sua glória, e a parte
principal do julgamento foi designada e Ele,
o Filho do homem. Os pecadores perecerão e desaparecerão
da face da terra, enquanto aqueles que
os seduziram serão amarrados com correntes para sempre.
40De acordo com seus graus de corrupção eles serão
aprisionados, e todas as suas obras
desaparecerão da face da terra; desde então ali não haverá
ninguém para corromper, pois o Filho do
homem foi visto assentado sobre Seu trono de glória.
41Toda iniqüidade desaparecerá e se apartará de diante de
Sua face; a palavra do Filho do homem se
tornará poderosa na presença do Senhor dos espíritos.
42Esta é a terceira parábola de Enoque.
Capítulo 69
1Depois disto o nome do Filho do homem, vivendo com o
Senhor dos espíritos, foi exaltado pelos
habitantes da terra.
2Ele foi exaltado nas carruagens do Espírito e o seu nome
estava no meio deles.
3Desde aquele tempo eu não fui arrancado do meio deles;
mas Ele assentou-se entre dois espíritos,
entre o norte e o oeste, onde os anjos receberam seus
cordões, para medir o lugar para os eleitos e os
justos.
4Ali eu vi os pais dos primeiros homens e os santos que
habitam naquele lugar para sempre.

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