UM POUCO SOBRE ''CANON''
O Blog apresenta o Decreto Gelasiano aonde
ocorreu à definição dos evangelhos que seriam aceitos
pelos Católicos nos séculos seguintes até a nossa época
atual e aqueles evangelhos apócrifos que perante a Igreja
Católica Apostólica Romana não eram inspirados.
Nesse blog sera possivel realizar consultas,pesquisas a esses
livros Livros Apócrifos e que vem hoje a publico atraves do
advento da internet para que melhor conhecimento daqueles
que gostam de pesquisar e aprender e extrair mais conhecimento
a lente da razão e da fé.
No Final da pagina o Decreto Gelasiano pode ser
abaixado na integra em formato Doc. para ser divulgado
para grupos de estudos que tenham o objetivo de
compreender a História da Bíblia.
Sobre os livros recebidos e os não recebidos
(Decretum Gelasianum) DECRETO GELASIANO
Muito se discute sobre a autoria do presente
documento: para alguns, seria documento original do papa
Dâmaso [366-384], oriundo do Concílio Regional de Roma
de 371, já que seu conteúdo se identifica perfeitamente
com os dados existentes sobre seu temperamento,
pensamento e relacionamento interno e externo; para
outros, teria sido redigido pelo papa Gelásio [492-496], em
razão da nota acrescentada no início do cap. III, existente
em uma recensão mais breve; para outros, ainda, seria
obra de algum clérigo, muito provavelmente do início do
séc. VI, que teria se servido de outro documento de base,
este sim, da lavra de Dâmaso, que conteria o fundamento
para os 3 primeiros capítulos.
Seja como for, de particular importância para nós é o
capítulo II, que traz a lista completa dos livros que integram
o Antigo e Novo Testamento. Repare-se que os livros
deuterocanônicos (chamados de "apócrifos" pelos
protestantes e, por este motivo, excluídos de suas Bíblia)
encontram-se integrados ao cânon sagrado, fazendo eco,
talvez (caso considere-se este decreto posterior ao papa
Dâmaso), às decisões tomadas pelos concílios regionais de
Cartago e Hipona.
I. [RELAÇÕES DA SANTÍSSIMA TRINDADE]
Aqui começa o Conselho de Roma, no tempo do Papa
Dámaso,(Damásio) sobre a explicação da fé.
Foi dito:
1. Primeiramente, deve-se discutir os sete dons do
Espírito se encontram em Cristo:
* O espírito da sabedoria: "Cristo, o poder e a sabedoria
de Deus".
* O espírito do entendimento: "Darei a vós o
entendimento e vos mostrarei o caminho que devem
seguir".
* O espírito do conselho: "E seu nome é chamado
'mensageiro do valioso conselho'".
* O espírito das virtudes: conforme acima, "o poder de
Deus e a sabedoria de Deus".
* O espírito do conhecimento: "Em razão da eminência
do conhecimento do apóstolo de Cristo Jesus".
* O espírito da verdade: "Eu sou o caminho, a vida e a
verdade".
* O espírito do temor de Deus: "O temor a Deus é o
princípio da sabedoria".
2. Entretanto, a revelação de Cristo é denominada de
diversas maneiras:
* Deus, que é espírito;
* O Verbo, que é Deus;
* O Filho, que é o unigênito do Pai;
* O homem, nascido da Virgem;
* O sacerdote, que ofereceu a si mesmo como
sacrifício;
* O pastor, que é o guarda;
* [O alimento do] verme, que ressurgiu dos mortos;
* A montanha, que é forte;
* O caminho, que é reto;
* O refúgio, único que pode conduzir à vida;
* O cordeiro, que foi imolado;
* A pedra, que é angular;
* O mestre, que traz a vida;
* O sol, que dá a luz;
* A verdade, que provém do Pai;
* A vida, da qual é o Criador;
* O pão, cujo valor é inestimável;
* O samaritano, o qual é protetor e misericordioso;
* O Cristo, o Ungido [de Deus];
* Jesus, o Salvador;
* Deus, provindo de Deus;
* O mensageiro, que foi enviado;
* O noivo, que é o mediador;
* O vinho, cujo próprio sangue nos redimiu;
* O leão, que é rei;
* A rocha, que é o fundamento;
* A flor, que foi escolhida;
* O profeta, que revelou o futuro.
3. Quanto ao Espírito Santo, não provém só do Pai
nem só do Filho, mas do Pai e do Filho; por isso está
escrito: O que se deleita no mundo, o Espírito do Pai não
está nele; e novamente: Quanto a todo aquele que não
tenha o Espírito de Cristo, não lhe pertence. Deste modo se
entende que o Espírito Santo seja nomeado Como do Pai e
do Filho, sendo que o próprio Filho disse no Evangelho que
o Espírito Santo procede do pai e por mim Ele é aceite e
anunciado.
II. CÂNON DA SAGRADA ESCRITURA
Também foi dito:
Agora verdadeiramente devemos discutir sobre as
Divinas Escrituras, quais são aceitas pela Igreja Católica no
universo e quais devem ser rejeitadas.
1. Esta é a ordem do Antigo Testamento: Gênese, 1
livro; Êxodo, 1 livro; Levítico, 1 livro; Números, 1 livro;
Deuteronômio, 1 livro; Josué, 1 livro; Juízes, 1 livro; Rute, 1
livro; Reis, 4 livros; Crônicas, 2 livros; 150 Salmos, 1 livro; 3
livros de Salomão: Provérbios, 1 livro; Eclesiastes, 1 livro;
Cântico dos Cânticos, 1 livro; Outros: Sabedoria, 1 livro;
Eclesiástico, 1 livro.
2. Semelhantemente, esta é a ordem dos profetas:
Isaías, 1 livro; Jeremias, 1 livro, contendo o Cinoth, isto é,
suas lamentações; Ezequiel, 1 livro; Daniel, 1 livro; Oséias,
1 livro; Amós, 1 livro; Miquéias, 1 livro; Joel, 1 livro;
Obadias, 1 livro; Jonas, 1 livro; Nahum, 1 livro; Habacuc, 1
livro; Sofonias, 1 livro; Ageu, 1 livro; Zacarias, 1 livro;
Malaquias, 1 livro.
3. Semelhantemente, esta é a ordem dos [livros]
históricos: Jó, 1 livro; Tobias, 1 livro; Esdras, 2 livros; Ester,
1 livro; Judite, 1 livro; Macabeus, 2 livros.
4. Semelhantemente, esta é a ordem das Escrituras do
Novo Testamento, sustentadas e veneradas pela santa e
católica Igreja romana: 4 livros dos Evangelhos: segundo
Mateus, 1 livro; segundo Marcos, 1 livro; segundo Lucas, 1
livro; segundo João, 1 livro; também os Atos dos Apóstolos,
1 livro; as epístolas do apóstolo Paulo, em número de 14:
aos Romanos, 1 epístola; aos Coríntios, 2 epístolas; aos
Efésios, 1 epístola; aos Tessalonicenses, 2 epístolas; aos
Gálatas, 1 epístola; aos Filipenses, 1 epístola; aos
Colossenses, 1 epístola; a Timóteo, 2 epístolas; a Tito, 1
epístola; a Filemon, 1 epístola; aos Hebreus, 1 epístola;
também o Apocalipse de João, 1 livro; também as epístolas
canônicas, em número de 7: do apóstolo Pedro, 2
epístolas; do apóstolo Tiago, 1 epístola; do apóstolo João,
1 epístola; do outro João, o ancião, 2 epístolas; do
apóstolos Judas, o zelota, 1 epístola. Aqui se encerra o
cânon do Novo Testamento.
III. PRIMAZIA DA SANTA IGREJA CATÓLICA
APOSTÓLICA ROMANA
Também foi dito:
(Alguns manuscritos, de recensão mais breve,
começam este ponto com o seguinte cabeçalho: "Aqui
inicia o decreto 'sobre os livros que devem ou não devem
ser recebidos', redigido pelo papa Gelásio e 70 dos mais
eruditos bispos, reunidos em concílio apostólico na cidade
de Roma")
1. Após termos discutido sobre os Escritos dos profetas
e as Escrituras evangélicas e apostólicas acima, sobre os
quais a Igreja Católica está fundada pela graça de Deus,
também achamos necessário dizer, embora a Igreja
Católica universalmente esteja difundida sobre todo o
mundo, sendo a única noiva de Cristo, que à Santa Igreja
romana é dado o primeiro lugar sobre as demais igrejas,
não por decisão sinodal, mas sim pela voz do Senhor,
nosso Salvador, pois no Evangelho obteve a primazia: "Tu
és Pedro" - Ele disse - "e sobre esta pedra edificarei a
Minha Igreja e as portas do Inferno não prevalecerão contra
ela; e te darei as chaves do Reino dos Céus e tudo o que
ligardes sobre a Terra será também ligado no Céu, e tudo o
que desligardes sobre a Terra será também desligado no
Céu".
2. Somou-se também a presença do bem-aventurado
Apóstolo Paulo, o vaso escolhido, que não em oposição
como dizem os hereges teimosos, mas ao mesmo tempo e
no mesmo dia, foi coroado com uma morte gloriosa junto
com Pedro na cidade de Roma, padecendo junto com
Pedro na cidade de Roma sob César Nerón; e juntos
consagraram para Cristo o Senhor à mencionada Santa
Igreja de Roma e deram-lhe preferência com a sua
presença e triunfos dignos de veneração ante todas as
outras cidades no mundo inteiro.
3. Portanto, primeira é a cátedra da Igreja romana, do
apóstolo Pedro, por não haver qualquer mancha, ruga ou
qualquer outro [defeito]. Porém, o segundo lugar foi
concedido, em nome do bem-aventurado Pedro, a Marcos,
seu discípulo e autor do Evangelho, para Alexandria. Ele
mesmo escreveu a Palavra da Verdade, no Egito, conforme
[ouvira do] apóstolo Pedro; lá foi gloriosamente consumada
[sua vida] no martírio. O terceiro lugar é guardado por
Antioquia, do bem-aventurado e venerável apóstolo Pedro,
que ali viveu antes de vir à Roma e onde pela primeira vez
foi ouvido o nome da nova raça: "cristãos".
IV - ESCRITOS QUE PODEM SER RECEBIDOS
E embora nenhum outro fundamento possa
estabelecer-se, senão aquele que foi estabelecido, Cristo
Jesus, porém, para edificação, depois dos livros do, Velho
e do Novo Testamento previamente enumerados de acordo
com o cânone, a Santa Igreja Romana não proíbe receber
os escritos seguintes:
1. o Concílio de Nicea, constituído por 318 bispos e
presidido pelo imperador Constantino o Grande, no qual foi
condenado o herege Arrio; o Santo Concílio de
Constantinopla, presidido pelo imperador Teodósio o Velho,
em que o herege Macedónio se livrou da sua merecida
condenação; o Santo Concílio de Êfeso, no qual Nestório
foi condenado com o consentimento do bem-aventurado
Papa Celestino, presidido por Cirilo de Alexandria no
assento do magistrado, e por Arcádio, o bispo enviado de
Itália.
O Santo Concílio de Calcedónia, presidido pelo
imperador Marciano, e por Anatólio, o bispo de
Constantinopla, no qual as hereges Nestoriana e
Eutiquiana, juntamente, com Dióscoro e o seus
simpatizantes, foram condenados.
2. Mas como também há concílios apoiados até agora
pelos Santos Padres, de menor autoridade que estes
quatro, nós decretamos que estes devem ser mantidos e
recebidos. Em continuação juntamos as obras dos Santos
Padres que são recebidos na Igreja Católica:
igualmente, as obras do bem-aventurado bispo Cecílio
Cipriano, mártir e bispo de Cartago;
igualmente, as obras do bem-aventurado bispo
Gregório Nazianceno;
igualmente, as obras do bem-aventurado Basílio, bispo
de Capadocia,;
igualmente, as obras do bem-aventurado João, bispo
da Constantinopla,;
igualmente, as obras do bem-aventurado Teófilo, bispo
de Alexandria,;
igualmente, as obras do bem-aventurado Círilo, bispo
de Alexandria,;
igualmente, as obras do bem-aventurado bispo Hilário
Pictaviense;
igualmente, as obras do bem-aventurado Ambrósio,
bispo de Milão;
igualmente, as obras do bem-aventurado Augusto,
bispo de Hipona;
igualmente, as obras do bem-aventurado sacerdote
Jerónimo;
igualmente, as obras do bem-aventurado Próspero, um
homem extremamente religioso;
3. igualmente, a epístola do bem-aventurado Papa
León (Leão) destinada a Flaviano, bispo de Constantinopla;
mas se alguma parte de seu texto for contestada, não
sendo aquela que foi recebida por todos desde a
antiguidade, seja anátema; igualmente, as obras e todos os
tratados dos padres ortodoxos que não se desviaram em
nada do [ensino] comum da Santa Igreja Romana, e que
nunca se separaram da fé e adoração, mantendo-se em
comunhão pela graça de Deus até ao último dia das suas
vidas,decretamos que sejam lidos; igualmente, os decretos
e epístolas oficiais que os bem-aventurados papas
enviaram de Roma, por consideração a vários padres e em
diversas épocas, devem ser mantidas com reverência;
4. igualmente, as atas dos Santos Mártires, que
receberam a glória pelas suas múltiplas torturas e as suas
maravilhosas vitórias de persistência. Que católico duvida
que a maioria deles tiveram de suportar agonias com todas
as suas forças, e resistiram pela graça de Deus e a ajuda
dos restantes? Mas, de acordo com um costume antigo,
por precaução não se lêem na Santa Igreja Romana,
porque los nomes de quem as escreveu não são
conhecidos com propriedade e não é possível separá-los
dos não crentes e idiotas; ou porque o que declaram é de
ordem inferior aos eventos ocorridos; por exemplo, as atas
de Quirício y Julita, assim como as de Jorge, e os
sofrimentos de outros como estes, que parecem ter sido
compostas por hereges. Por esta razão, tal como se disse,
para no dar pretexto à burla casual, não são lidas na Santa
Igreja Romana. No entanto, veneramos em conjunto com a
mencionada Igreja a todos os mártires e seus gloriosos
sofrimentos, que são mais conhecidos por Deus que pelos
homens, com toda a devoção; igualmente, as vidas dos
padres Paulo, António e Hilário, assim como todos os
eremitas, que são descritas pelo bem-aventurado homem
Jerônimo, recebêmo-las com honra; igualmente, as atas do
bem-aventurado Silvestre, bispo da cadeira apostólica, que
são permitidas ainda que se desconheça o seu autor, já
que sabemos que são lidas por muitos católicos inclusive
da cidade de Roma, e também pelo uso antigo das
gerações, que é imitado pela igreja; igualmente, os escritos
sobre a descoberta da cruz, e outras novelas sobre a
descoberta da cabeça de João Baptista, que são romances
e alguns deles são lidos por católicos; mas quando estes
cheguem ás mãos de católicos, deve considerar-se
primeiro o que disse o Apóstolo Paulo: Examinai todas as
coisas, retendo o que seja bom; igualmente, Rufino, um
homem sumamente religioso, que escreveu vários livros
sobre as obras eclesiásticas e algumas interpretações das
escrituras; contudo, desde que o venerável Jerônimo
demonstrou que fez uso de certas liberdades arbitrárias
nalguns desses livros, consideramos como aceitáveis
aqueles que o bem-aventurado Jerônimo, anteriormente
citado, considerava como aceitáveis; e não só os de
Rufino, mas também aqueles de qualquer um que seja
recordado pelo seu zelo por Deus e criticado pela fé na
religião; igualmente, algumas obras de Orígenes, que o
bem-aventurado homem Jerônimo não recusou, recebêmolas
para serem lidas, mas dizemos que o restante de sua
autoria deve recusar-se; igualmente, a Crônica de Eusébio
de Cesaria e os livros da sua História Eclesiástica, já que
ainda que haja muitas coisas duvidosas no primeiro livro de
sua narração e logo tenha escrito um livro elogiando e
desculpando o cismático Orígenes, no entanto,
considerando que na sua narração há coisas destacáveis e
úteis para a instrução, no diremos a ninguém que devam
recusar-se; igualmente, elogiamos Osório, um homem
sumamente erudito, que nos escreveu una história muito
necessária contra as calúnias dos pagãos e de uma
brevidade maravilhosa; igualmente, a obra pascal do
venerável homem Sedúlio, que foi escrita com versos
heróicos e merece um elogio significativo; igualmente, a
incrível e laboriosa obra de Juvêncio, que não
desdenhamos, mas que nos assombramos com ela.
LISTA DE APÓCRIFOS
V. Os restantes escritos que foram compilados ou
reconhecidos pelos hereges ou cismáticos, a Igreja
Católica Apostólica Romana não recebe de nenhuma
maneira; destes consideramos correto citar alguns que
passaram de geração em geração e que são recusados
pelos católicos:
Igualmente, lista de livros apócrifos:
1. Lista de livros apócrifos: primeiro, o sínodo de
Sirmium, convocado por Constâncio César, filho de
Constantino, e moderado pelo prefeito Tauro, que foi, é e
sempre será condenado. A viagem em nome do apóstolo
Pedro, que é chamado de nono livro de São Clemente:
apócrifo. Os atos em nome do apóstolo André: apócrifo. Os
atos em nome do apóstolo Tomé: apócrifo. Os atos em
nome do apóstolo Pedro: apócrifo. Os atos em nome do
apóstolo Filipe: apócrifo. O evangelho em nome de Matias:
apócrifo. O evangelho em nome de Barnabé: apócrifo. O
evangelho em nome de Tiago Menor: apócrifo. O
evangelho em nome do apóstolo Pedro: apócrifo. O
evangelho em nome de Tomé, usado pelos maniqueus:
apócrifo. Os evangelhos em nome de Bartolomeu:
apócrifos. Os evangelhos em nome de André: apócrifos. Os
evangelhos falsificados por Luciano: apócrifos. Os
evangelhos falsificados por Hesíquio: apócrifos. O livro
sobre a infância do Salvador: apócrifo. O livro da natividade
do Salvador e de Maria ou "A Parteira": apócrifo. O livro
que é chamado de "O Pastor": apócrifo. Todos os livros da
pena de Leúcio, discípulo do diabo: apócrifos. O livro
chamado de "A Fundação": apócrifo. O livro chamado de
"O Tesouro": apócrifo. O livro das filhas de Adão
Leptogeneseos: apócrifo. O centão de Cristo incluído com
versos de Virgílio: apócrifo. O livro que é chamado "Atos de
Tecla e Paulo": apócrifo. O livro que é chamado de
"Nepos": apócrifo. Os livros de Provérbios escritos por
hereges e assinalados anteriormente com o nome de Santo
Sisto: apócrifo. A Revelação dita de Paulo: apócrifo. A
Revelação dita de Tomé: apócrifo. A Revelação dita de
Estevão: apócrifo. O livro chamado de "Assunção de Santa
Maria": apócrifo. O livro chamado de "A Penitência de
Adão": apócrifo. O livro sobre Gog, o gigante que após o
dilúvio lutou com o dragão, segundo os hereges: apócrifo.
O livro chamado "Testamento de Jó": apócrifo. O livro
chamado "A Penitência de Orígenes": apócrifo. O livro
chamado "A Penitência de São Cipriano": apócrifo. O livro
chamado "A Penitência de Jamne e Mambre": apócrifo. O
livro chamado "A Fortuna dos Apóstolos": apócrifo. O livro
chamado "Lusa dos Apóstolos": apócrifo. O livro chamado
"Cânon dos Apóstolos": apócrifo. "O Fisiólogo", escrito por
hereges e assinalado com o nome do bem-aventurado
Ambrósio: apócrifo. A "História" de Eusébio Pampilo:
apócrifo. As obras de Tertuliano: apócrifas. As obras de
Lactâncio, também conhecido como Firmiano: apócrifas. As
obras de Africano: apócrifas. O opúsculo "Potumiano e
Gallo": apócrifo. As obras de Montano, Priscila e Maximila:
apócrifas. As obras de Fausto, o maniqueu: apócrifas. As
obras de Comodiano: apócrifas. As obras do outro
Clemente de Alexandria: apócrifas. As obras de Táscio
Cipriano: apócrifas. As obras de Arnóbio: apócrifas. As
obras de Ticônio: apócrifas. As obras de Cassiano,
sacerdote gaulês: apócrifas. As obras de Vitorino
Petavionense: apócrifas. As obras de Fausto Regiense
Galliaro: apócrifas. As obras de Frumêncio Cego: apócrifas.
A carta de Jesus a Abgaro: apócrifa. A carta de Abgaro a
Jesus: apócrifa. A Paixão dos Ciricianos e Julitanos:
apócrifa. A Paixão dos Georgianos: apócrifa. Os escritos
chamados de "Interdição de Salomão": apócrifos. Todos os
filatérios que não provêm dos anjos, como pretendem
alguns, mas foram escritos em nome dos piores demônios:
apócrifos.
2. Estas e outras obras similares, tais como as de
Simão Mago, Nicolau, Cerinto, Marcião, Basílides, Ebion,
Paulo de Samósata, Fotino e Bonóso, que sofrem de erros
similares, bem como Montano e suas obscenas seguidoras,
Apolinário, Valentino Maniqueu, Fausto Africano, Sabélio,
Ário, Macedônio, Eunômio, Novato, Sabácio, Calisto,
Donato, Eustácio, Joviano, Pelágio, Juliano de Eclanum,
Celéstio, Maximiano, Prisciliano da Espanha, Nestório de
Constantinopla, Máximo Cínico, Lampécio, Dióscoro,
Êutiques, Pedro e o outro Pedro - um desgraçou a
Alexandria e o outro, a Antioquia - Acácio de
Constantinopla e seus partidários, e ainda todos os
discípulos da heresia, dos hereges e dos cismáticos, cujos
nomes quase não foram preservados, que ensinaram ou
compilaram [o erro], confirmamos que não devem
meramente ser rejeitados mas também eliminados de toda
a Igreja Católica e Apostólica romana, sendo que os
autores e seguidores desses autores devem ser
amaldiçoados com a corrente inquebrável do anátema
eterno.
Fim

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